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VACINA INFANTIL LIBERADA

Aplicação da vacina Coronavac é aprovada em crianças maiores de seis anos

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Saúde

Segundo autoridade chilena, medida é de suma importância, uma vez que pessoas dessa faixa etária também transmitem o vírus

O Instituto de Saúde Pública do Chile (IPS) aprovou nesta segunda-feira o uso emergencial no país da Coronavac, a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, para crianças maiores de seis anos.

“Protegendo nossas crianças, protegemos também nossos adultos. Nossos dados já demonstram que estão aumentando os contágios nas crianças. É muito necessário ampliar essa faixa etária”, anunciou o diretor do IPS, Heriberto García.

Os especialistas do órgão deram sinal verde para a aplicação da vacina para maiores de seis anos com a Coronavac, após painel em que foram dados cinco votos favoráveis e três contrários.

Este será o segundo agente imunizante utilizado em menores de idade no Chile, após a autorização dada em junho para o uso da vacina produzida pela Pfizer na população com idades entre 12 e 17 anos.

“As crianças sim, são transmissoras do vírus. No início da pandemia, acreditava-se que não, mas hoje em dia, há dados suficientes que confirmam isso”, garantiu García.

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Vacinação avançada

Atualmente, mais de 13 milhões dos 19 milhões de habitantes do Chile completaram o esquema de imunização através da vacina, o que representa mais de 85% da população apta, o que coloca o país como um dos mais avançados no processo.

No território chileno, além disso, já foram aplicadas mais de 1 milhão de terceiras doses da vacina da AstraZeneca em pessoas com mais de 55 anos, que tinham completado o esquema utilizando a Coronavac.

Nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados no país mais 435 casos de infecção e 18 mortes, o que eleva os respectivos totais desde o início da pandemia para 1,64 milhão e 37.108.

Olho no Araguaia – R7

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Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria defende vacinação em adolescentes

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nota nesta sexta-feira (17) na qual se manifesta favorável à vacinação contra a covid-19 de todos os adolescentes, com ou sem comorbidades. A posição foi mais uma reação contrária à recomendação do Ministério da Saúde de suspender a imunização de adolescentes sem comorbidades.  

Segundo a SBP, até o momento, a pasta registrou 2.416 mortes por covid-19 entre adolescentes, número maior que o conjunto de outras doenças imunossuprimíveis. O texto cita um estudo nacional que aponta risco de morte pelo menos duas vezes maior para pessoas a partir dos 12 anos em relação a crianças com idade entre 2 e 11 anos.

No documento, a entidade destaca que, apesar de uma ocorrência menor da doença entre adolescentes, o grupo não está isento de formas mais graves e de sequelas, com impactos cognitivos e no aprendizado. A entidade defende que o controle da cadeia de transmissão da doença passe por uma “ampla cobertura vacinal” da população.

A SBP destaca ainda que o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em adolescentes foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a dose foi testada em ensaios clínicos que demonstraram segurança, eficácia e imunogenicidade. O texto pontua que o imunizante foi aprovado por autoridades sanitárias de outros blocos, como União Europeia, e é utilizado em 14 países, com milhões de doses já aplicadas.

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Já o ministério informou que houve diversos casos de prefeituras que aplicaram vacinas não autorizadas pela Anvisa. Nos registros da pasta, dados enviados pelos estados mostram o público sendo imunizado com outras vacinas além da Pfizer/BioNTech.

Eventos adversos e abastecimento

Em relação a eventos adversos identificados após aplicação da vacina da Pfizer/BioNTech, os mais graves segundo a entidade, são os relacionados a miocardite. A nota ressalta, entretanto, que autoridades sanitárias dos Estados Unidos e do Reino Unido, mesmo diante dos casos, recomendam a vacinação de adolescentes.

“A maioria dos casos ocorreu em adolescentes do sexo masculino maiores de 16 anos e adultos jovens com menos de 30 anos de idade, mais frequentemente após a segunda dose da vacina.  A maioria dos pacientes respondeu bem ao tratamento com rápida recuperação”, assinala a SBP.

Dados do Ministério da Saúde apontam que foram identificados 1,5 mil eventos adversos em adolescentes imunizados no país – todos de grau leve. Foi notificado um caso de morte de um jovem em São Paulo, mas o episódio, segundo a pasta, ainda está sendo investigado para avaliar se a causa foi o imunizante.

A associação conclui dizendo que “decisões unilaterais não contribuem para a construção de um programa de imunização de sucesso, sendo a confiança um dos principais pilares das ações de vacinação”. Questionados se a suspensão da vacinação teria relação com a falta de vacinas, representantes do ministério descartaram essa hipótese e afirmaram que não há problema de abastecimento de doses no país.

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Sem segunda dose

Diante da recomendação de suspensão feita pela pasta, adolescentes sem comorbidades que receberam a primeira dose não devem ser imunizados com a segunda dose. A orientação de interromper a vacinação vale também para adolescentes com comorbidades que tomaram a primeira dose de farmacêuticas ainda sem autorização para uso nessa faixa etária, como é o caso da AstraZeneca e da CoronaVac.

Apenas adolescentes com comorbidades imunizados com a Pfizer/BioNTech na primeira dose podem seguir com o processo de imunização e completar o ciclo vacinal, procurando os postos para receber a segunda dose.

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Saúde

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