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Boletim mostra queda da taxa de letalidade por covid-19 no Rio

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A nova edição do boletim epidemiológico do Rio de Janeiro mostra queda da taxa de letalidade da letalidade da covid-19 no município em comparação à do ano passado. Em 2020, morreram 18.559 das 204.707 pessoas que contraíram a doença, o que representa 9,1%. Neste ano, foram 126.231 casos e 8.108 mortes na capital fluminense. A taxa de 2021, portanto, é de 6,4%.

Os dados constam no boletim epidemiológico da 22ª semana epidemiológica, apresentado hoje (4) pela prefeitura. É a primeira vez que o relatório divulga separadamente os números de 2020 e 2021, permitindo as comparações. As informações também estão disponíveis para consulta no painel online.

A taxa de letalidade do Rio tem se mantido bem acima da média nacional desde o ano passado. Atualmente, o painel do Ministério da Saúde mostra índice de 2,3% para todo o país. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que percentuais muito altos podem indicar falta de atendimento adequado para quadros mais graves ou baixo número de testes, o que gera subnotificação principalmente de casos leves, interferindo no cálculo da letalidade.

O boletim da prefeitura mostra que houve um salto significativo na média de exames feitos pela rede municipal de saúde desde novembro de ano passado, o que pode ter reflexos na taxa de letalidade. Além disso, a queda ocorre em meio ao avanço da vacinação, iniciada em janeiro deste ano. Segundo o boletim, 33% da população já tomou a primeira dose da vacina e 14,3%, a segunda.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a qualidade do atendimento na rede pública de saúde melhorou. “Como eu disse muito ao longo do ano passado, o Rio tinha uma taxa de letalidade que era o dobro da cidade de São Paulo. As pessoas contraíam a doença e, quando ficavam graves, acessavam a rede pública, não eram bem atendidas e acabavam indo a óbito.”

Paes disse que nem sempre se consegue impedir que as pessoas peguem a doença e cheguem ao estado grave, mas destacou que o trabalho da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contribuiu para que se salvassem mais vidas. “As pessoas têm um atendimento melhor e, claro, tem aí um ganho de aprendizado das equipes de saúde. No início era tudo muito desconhecido”, avaliou.

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A redução do número de óbitos é notada desde a 15ª semana epidemiológica, em meados de abril. “É o que esperamos da vacina. Vamos continuar tendo síndrome gripal e casos mais leves, mas o que de fato esperamos é a queda dos casos mais graves e a redução dos óbitos. A vacina até impede o adoecimento, mas também tem um percentual de pessoas que podem adquirir o vírus. E o que se espera é que não se agrave e não evolua para óbito”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Márcio Garcia.

A incorporação de dados de testagem foi outra novidade nesta edição do relatório. “Como já anunciamos, desde o início de janeiro, incorporamos o teste rápido de antígeno, que, em 15 ou 20 minutos, dá o resultado. O teste está disponível em todas as unidades de saúde. E o gráfico mostra uma boa representatividade dele em 2021. Estamos fazendo mais testes de antígeno do que o PCR. São os dois melhores disponíveis para o diagnóstico de covid, mas o PCR leva dois ou três dias para ter o resultado”, enfatizou Garcia.

Apesar da queda no número de mortes, o boletim indica que todas as regiões da cidade permanecem classificadas como de risco alto de transmissão. Foi considerando o conjunto de dados em que foram prorrogadas, até 14 de junho, medidas restritivas como as limitações de ocupação impostas para o funcionamento de bares e restaurantes e a proibição de abertura de boates e casas de festa.

A meta de vacinar toda a população maior de 18 anos até o fim de outubro, conforme divulgado no mês passado está mantida. Como os grupos prioritários já foram atendidos, começou nesta semana a imunização do público em geral. A ordem estabelecida pelo calendário da SMS leva em conta o critério de idade. Até o fim de junho, espera-se alcançar as pessoas de 51 anos.

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Pouco após a apresentação do boletim, Paes divulgou um comunicado nas redes sociais anunciando a antecipação da vacinação para pessoas de 55 e 54 anos, que poderão receber a primeira dose já na próxima semana. No calendário anterior, essa faixa etária seria contemplada apenas a partir do dia 16 de junho.

Além disso, na quarta-feira (9) poderão ser vacinados os profissionais de educação. A prefeitura quer concluir a aplicação da primeira dose em todos eles o mais breve possível. O plano do município é que as aulas estejam normalizadas no segundo semestre.

Novo perfil de internados

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos na rede pública municipal é de 65%. São 1.304 pessoas internadas. O boletim mostrou uma mudança de perfil desse público, com redução nos percentuais de idosos.

Em janeiro, 16,7% dos ocupantes de leitos na rede pública do município tinham entre 80 e 89 anos. No mês passado, o percentual caiu para 7,3%. Houve queda também nas faixas etárias entre 70 e 79 anos (de 23% para 11,3%) e entre 60 e 69 anos (de 23,7% para 18,1%).

Em consequência, o percentual de internados de faixas etárias mais baixas aumentou. As pessoas entre 50 e 59 anos, por exemplo, representam 46,2% dos ocupantes de leitos na rede pública. Em janeiro, eram 22,5%. “Com o início da vacinação por idade, esperamos ver uma redução das internações e de casos graves e óbitos em todas as faixas etárias”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

De acordo com o secretário, o percentual de internados idosos deve continuar em queda. “No público acima de 60 anos, os números não caem mais porque ainda temos muita gente internada com covid cronicamente, desde antes da vacina. Conforme essas pessoas forem tendo alta, o percentual de internados vai se reduzir ainda mais nessas faixas etárias”, afirmou.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Butantan deve iniciar nesta semana pré-cadastro para teste da ButanVac

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Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado uma primeira fase de testes clínicos em humanos com a vacina ButanVac, o Instituto Butantan pretende iniciar, ainda nesta semana, um pré-cadastro de voluntários para testar essa vacina.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o governo paulista deve lançar, até o fim desta semana, um site onde os voluntários poderão preencher um pré-cadastro.

A fase inicial de estudos em humanos busca avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. Para uma vacina ser aplicada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. A Anvisa autorizou apenas a realização da fase A, a primeira etapa dos testes em humanos, da qual vão participar 400 voluntários.

Os testes serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

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Poderão participar dos testes pessoas com idades acima de 18 anos. Nesses testes poderão fazer parte, inclusive, adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19. “São três categorias [que serão incluídas nos testes]: o grupo que não teve contato com o vírus, o grupo que já teve contato e o grupo já vacinado”, falou Covas.

“Houve autorização da Anvisa para o início do estudo clínico. Essa semana temos ainda a fase de aprovação ética: os comitês de pesquisa [dos hospitais envolvidos] tem que aprovar [o estudo] e, posteriormente a Comissão de Ética em Pesquisa. Esta semana está previsto iniciar um pré-cadastro dos voluntários. É um estudo de fase 1, nesse momento, para avaliar a segurança da vacina”, explicou Dimas Covas.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, as vantagens da ButanVac são o custo reduzido e a fabricação local, ou seja, não será necessário importar insumo farmacêutico ativo (IFA) de outros países para a produção da vacina.

O imunizante

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle geneticamente modificado. O vetor viral contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do Butantan, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

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A Doença de Newcastle é uma infecção que afeta aves e, por isso, segundo o Butantan, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de Influenza do Butantan.

O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, o que poderia, segundo o Butantan, ser uma alternativa muito segura na produção. Ele é inativado para a formulação da vacina.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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