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Covid-19: 46 postos da capital paulista estão sem vacina disponível

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A capital paulista registrava, por volta das 14h30 de hoje (13), 46 postos sem vacina contra a covid-19. O dado consta no site De Olho na Fila da prefeitura de São Paulo. (https://deolhonafila.prefeitura.sp.gov.br/) A plataforma mostra as condições das filas em cada uma das mais de 500 unidades para imunização na cidade.

Entre os 20 endereços de megapostos, três estão sem vacina. Entre os 30 postos volantes, os que estão em funcionamento têm imunizantes. Nas unidades Básicas de Saúde (UBSs) do centro da capital, todas têm doses disponíveis, o mesmo ocorre nos endereços da zona oeste e norte paulistana.

Na zona leste, cinco postos estão sem vacina. A situação é mais grave na zona sul, que tem 38 postos com falta de doses.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, por meio de nota, que há remanejamento e abastecimento de doses diariamente entre as unidades que fazem a vacinação. Segundo o órgão, isso é feito de modo a “garantir a vacinação nos territórios e resolver eventuais desabastecimentos pontuais causados pela alta demanda em alguma região”.

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Cronograma

Estão sendo vacinadas até amanhã (14) pessoas com 37 anos. A previsão é que na quinta-feira (15) sejam aplicadas as doses em quem tem 36 anos e, na sexta-feira (16), para as pessoas com 35 anos. 

No sábado (17), os postos funcionarão para a repescagem das pessoas com idade entre 35 e 37 anos e para a segunda dose de todos grupos.

A prefeitura informou que recebeu, na manhã de hoje (13), mais 330 mil doses para a segunda aplicação e 224 mil para a primeira dose. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Inteligência artificial pode desafogar sistema de saúde na pandemia

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Estudo feito em parceria por pesquisadores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Instituto Laura Fressatto provou que atendimentos feitos com uso de inteligência artificial, por meio do robô Laura Care, ajudaram a desafogar o sistema de saúde durante a pandemia de covid-19.

O médico Murilo Guedes, pesquisador pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR, disse à Agência Brasil que foi desenvolvido um algorítimo de inteligência artificial (IA) que tem a capacidade de fazer a triagem de pacientes com covid-19. “O paciente entra em contato com a plataforma do robô Laura e digita algumas informações que o robô identifica e interpreta. O paciente tanto pode receber informações, como prevenção, vacinas e orientações sobre covid-19, mas também pode descrever os sintomas [que está sentindo] para o algorítimo”.

A partir da descrição dos sintomas, o algorítimo detecta a gravidade da doença no paciente, disponibilizando as informações para um profissional de saúde. A ferramenta funciona como um pronto atendimento digital, fazendo triagens e encaminhamentos para o atendimento e acompanhamento de pacientes.

Se o paciente é classificado como leve, ele continua em interação com o robô, fazendo atualizações a cada três dias para que sejam tomadas as medidas apropriadas. Se o paciente piora, o robô redireciona o paciente para um teleatendimento com enfermeiro ou médico, para consulta por mensagem ou vídeo.

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Segundo Murilo Guedes, a ferramenta permite o atendimento por níveis de cuidado, otimizando o uso inteligente dos recursos e o atendimento imediato do usuário.

Análises

O trabalho analisou atendimentos feitos por essa plataforma a 24,1 mil pessoas, entre julho e outubro de 2020, em três municípios: Curitiba (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva (SP). Desse total, 44,8% dos pacientes foram classificados com sintomas leves de covid-19, 33,6% dos casos foram considerados moderados e apenas 14,2% foram diagnosticados como casos graves da doença.

Segundo os pesquisadores, o atendimento feito com inteligência artificial, ao mesmo tempo que se apresenta como solução para a triagem de pacientes e acompanhamento da evolução dos sintomas da covid-19, faz com que o acesso ao sistema de saúde ocorra de maneira coordenada, contribuindo para não sobrecarregar os hospitais e unidades de pronto atendimento.

Os resultados preliminares de viabilidade dessa tecnologia constam do estudo Covid-19 in Brazil – Preliminary Analysis of Response Supported by Artificial Intelligence in Municipalities, publicado no jornal Frontiers in Digital Health, considerado referência internacional para trabalhos que abordam as intersecções entre saúde e tecnologia.

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Eficácia

No momento, os pesquisadores estão executando novos estudos com o robô Laura Care para avaliar a segurança e eficácia desse algorítimo para implementação em mais ampla escala, em nível nacional. “O que a gente ainda precisa fazer, daqui para a frente, é mostrar que a ferramenta tem eficácia na avaliação dela e que ela é segura”. Essa fase nova tem prazo de conclusão prevista em torno de três a seis meses.

Murilo Guedes afirmou que a tecnologia está sendo aplicada em outros contextos, sejam públicos, como sistemas de saúde municipais, ou privados, como seguradoras de saúde. “Ou outras instituições que possam se beneficiar da triagem, usando inteligência artificial para pacientes que procuram pronto atendimento”. Isso se aplica não só para a covid-19, mas para outras doenças.

De acordo com o pesquisador, o objetivo é que a tecnologia seja aplicada em todos os contextos na medicina de urgência e emergência, para triagem de pacientes para pronto atendimento. “O grande objetivo aqui é otimização de recursos em saúde para desafogar as instituições de saúde”, disse o pesquisador da universidade. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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