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Covid-19: capital paulista vacina pessoas de 31 anos na próxima quinta

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Na próxima quinta-feira (22), a cidade de São Paulo começa a vacinar pessoas com 31 anos contra a covid-19 e, no dia seguinte (23), as que estão com 30 anos. O anúncio foi feito pela prefeitura na noite de ontem (16). O público estimado para esses dois grupos é de aproximadamente 305 mil pessoas.

No dia 24, sábado, haverá repescagem para os que têm de 30 a 34 anos. Também poderão ser vacinadas nesse dia as pessoas que fazem parte dos demais grupos já abertos para a imunização.

Conforme havia sido anunciado pela prefeitura, na segunda-feira (19), serão vacinação de pessoas com 34 anos; na terça (20), as que têm 33 anos e, na quarta (21), as de 32 anos. O público estimado, entre os três grupos, é de 435.557 pessoas.

Hoje (17) está sendo aplicada a segunda dose para todos os grupos. Também neste sábado, ocorre uma repescagem de primeira dose para pessoas com idade entre 35 e 37 anos.

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Para saber se há filas e como está o funcionamento dos postos de vacinação, as pessoas podem entrar no site da prefeitura chamado De Olho na Fila.

Na hora de tomar a vacina, é preciso apresentar um documento pessoal, de preferência o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e um comprovante de residência, que pode ser físico ou digital. Se não houver um no próprio nome da pessoa, podem ser usados comprovantes em nome do cônjuge, companheiro e de pais e filhos, desde que apresentado também um documento comprovando parentesco ou estado civil, como carteira de identidade, certidão de nascimento ou de casamento ou escritura de união estável.

Antes de se vacinar, a prefeitura recomenda que as pessoas façam o pré-cadastro no site Vacina Já, que agiliza o tempo de atendimento nos postos de vacinação.

Onde se vacinar

A lista completa de postos pode ser encontrada no Vacina Sampa.

Cobertura

Ontem (16), a campanha de vacinação contra a covid-19 na cidade de São Paulo ultrapassou 71% de cobertura vacinal em primeira dose na população com mais de 18 anos. Essa porcentagem corresponde a quase  6,6 milhões de pessoas e inclui também as pessoas que tomaram a vacina de dose única. A cobertura vacinal de duas doses, no entanto, está em 23,7%.

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A prefeitura alerta que, apesar da maior parte da população já ter tomado ao menos a primeira dose da vacina, a pandemia de covid-19 ainda não está controlada. Por isso, é importante que a população continue usando máscaras de proteção e evitando aglomerações.

Também é importante que as pessoas não se esqueçam de completar o esquema vacinal, tomando as duas doses de imunizante (desde que a vacina não tenha sido a da Janssen, aplicada em dose única).

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Inteligência artificial pode desafogar sistema de saúde na pandemia

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Estudo feito em parceria por pesquisadores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Instituto Laura Fressatto provou que atendimentos feitos com uso de inteligência artificial, por meio do robô Laura Care, ajudaram a desafogar o sistema de saúde durante a pandemia de covid-19.

O médico Murilo Guedes, pesquisador pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR, disse à Agência Brasil que foi desenvolvido um algorítimo de inteligência artificial (IA) que tem a capacidade de fazer a triagem de pacientes com covid-19. “O paciente entra em contato com a plataforma do robô Laura e digita algumas informações que o robô identifica e interpreta. O paciente tanto pode receber informações, como prevenção, vacinas e orientações sobre covid-19, mas também pode descrever os sintomas [que está sentindo] para o algorítimo”.

A partir da descrição dos sintomas, o algorítimo detecta a gravidade da doença no paciente, disponibilizando as informações para um profissional de saúde. A ferramenta funciona como um pronto atendimento digital, fazendo triagens e encaminhamentos para o atendimento e acompanhamento de pacientes.

Se o paciente é classificado como leve, ele continua em interação com o robô, fazendo atualizações a cada três dias para que sejam tomadas as medidas apropriadas. Se o paciente piora, o robô redireciona o paciente para um teleatendimento com enfermeiro ou médico, para consulta por mensagem ou vídeo.

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Segundo Murilo Guedes, a ferramenta permite o atendimento por níveis de cuidado, otimizando o uso inteligente dos recursos e o atendimento imediato do usuário.

Análises

O trabalho analisou atendimentos feitos por essa plataforma a 24,1 mil pessoas, entre julho e outubro de 2020, em três municípios: Curitiba (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva (SP). Desse total, 44,8% dos pacientes foram classificados com sintomas leves de covid-19, 33,6% dos casos foram considerados moderados e apenas 14,2% foram diagnosticados como casos graves da doença.

Segundo os pesquisadores, o atendimento feito com inteligência artificial, ao mesmo tempo que se apresenta como solução para a triagem de pacientes e acompanhamento da evolução dos sintomas da covid-19, faz com que o acesso ao sistema de saúde ocorra de maneira coordenada, contribuindo para não sobrecarregar os hospitais e unidades de pronto atendimento.

Os resultados preliminares de viabilidade dessa tecnologia constam do estudo Covid-19 in Brazil – Preliminary Analysis of Response Supported by Artificial Intelligence in Municipalities, publicado no jornal Frontiers in Digital Health, considerado referência internacional para trabalhos que abordam as intersecções entre saúde e tecnologia.

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Eficácia

No momento, os pesquisadores estão executando novos estudos com o robô Laura Care para avaliar a segurança e eficácia desse algorítimo para implementação em mais ampla escala, em nível nacional. “O que a gente ainda precisa fazer, daqui para a frente, é mostrar que a ferramenta tem eficácia na avaliação dela e que ela é segura”. Essa fase nova tem prazo de conclusão prevista em torno de três a seis meses.

Murilo Guedes afirmou que a tecnologia está sendo aplicada em outros contextos, sejam públicos, como sistemas de saúde municipais, ou privados, como seguradoras de saúde. “Ou outras instituições que possam se beneficiar da triagem, usando inteligência artificial para pacientes que procuram pronto atendimento”. Isso se aplica não só para a covid-19, mas para outras doenças.

De acordo com o pesquisador, o objetivo é que a tecnologia seja aplicada em todos os contextos na medicina de urgência e emergência, para triagem de pacientes para pronto atendimento. “O grande objetivo aqui é otimização de recursos em saúde para desafogar as instituições de saúde”, disse o pesquisador da universidade. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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