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Covid-19: Rio de Janeiro retoma vacinação de adolescentes

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio Janeiro (SMS) retoma hoje (8) a vacinação contra a covid-19 de adolescentes, com a aplicação da primeira dose em meninas de 15 anos. O dia de amanhã (9) foi reservado para o mesmo grupo e os meninos de 15 anos poderão iniciar a imunização na sexta-feira (10).

A retomada ocorre após a entrega, pelo Ministério da Saúde, de 35.832 doses do imunizante da fabricante norte-americana Pfizer para as primeiras doses na segunda-feira (6). A vacina da Pfizer é a única que já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação no público entre 12 e 17 anos.

A repescagem para a primeira dose ocorre para pessoas a partir de 25 anos, gestantes, puérperas, lactantes e deficientes a partir dos 12 anos de idade. Para a repescagem, a Secretaria de Saúde sugere que se compareça aos postos de vacinação na parte da tarde.

Ontem, devido ao feriado de 7 de setembro, não houve vacinação na cidade. Segundo a secretaria, as datas para aplicação da primeira dose nos adolescentes de 14 a 12 anos só serão divulgadas quando o Rio receber mais vacinas da Pfizer.

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O painel de vacinação da prefeitura aponta que 77,9% da população total da cidade receberam a primeira dose e 42% estão com o esquema vacinal completo contra a covid-19, com duas doses da AstraZeneca, CoronaVac ou Pfizer ou com a dose única da Janssen. 

No recorte do público-alvo da campanha de vacinação, de pessoas com 12 anos ou mais, são 91% com a primeira dose e 48,9% com a imunização completa.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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Fiocruz avalia efetividade da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer

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Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com dados colhidos entre 17 de janeiro e 19 de julho reforçou que as vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer contra covid-19 preveniram casos graves e óbitos causados pela doença no Brasil. Confirmando conclusões de outros pesquisadores, a análise indicou que a proteção é maior quando o esquema vacinal é completo, mas diminui conforme aumenta a idade dos vacinados.

A pesquisa ainda precisa ser revisada por outros cientistas e foi publicada em formato preprint na plataforma medRxiv.

Foram usadas as bases de dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), com mais de 66 milhões de registros no total, abrangendo doses aplicadas e casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os pesquisadores incluíram no estudo os vacinados com primeira e segunda doses das três vacinas para medir a taxa de efetividade. Diferentemente da eficácia, calculada nos testes clínicos de desenvolvimento da vacina a partir da comparação de voluntários vacinados e não vacinados, a efetividade mede a proteção que o imunizante confere quando passa a ser usado em larga escala na população, já com a aprovação das autoridades sanitárias.

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Efetividade contra óbitos

A análise dos adultos com esquema vacinal completo da AstraZeneca apontou que a efetividade contra óbitos varia de 97,9%, entre as pessoas com 20 a 39 anos, a 84,6%, entre quem tem mais de 80 anos. Para os casos graves, a efetividade mais alta foi na população de 40 a 59 anos (90,4%), e a mais baixa também ocorreu entre os maiores de 80 anos: 66,7%. 

No caso do esquema completo da CoronaVac, a efetividade contra óbitos foi de 82,7% na população de 40 a 59 anos, e de 45% na população com mais de 80 anos. Contra casos graves, a efetividade do esquema completo dessa vacina chega a 60,8% entre os idosos de 60 a 79 anos, mas cai para 29,6% com mais de 80 anos.

Com uma base de dados encerrada em julho, a pesquisa analisou também a efetividade dos vacinados com a primeira dose da Pfizer, que começou a ser aplicada em maio, quando o calendário de vacinação já tinha contemplado idosos e parte dos grupos com comorbidades. Essa vacina é administrada no país com intervalo de 12 semanas entre as duas doses, e com o baixo número de segundas doses aplicadas no período estudado, a efetividade do esquema vacinal completo da Pfizer não foi avaliada separadamente.

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Plano de imunização

Segundo a pesquisa, a efetividade da primeira dose desse imunizante contra mortes chegou a 89% nas faixas etárias de 40 a 59 anos e, de 60 a 79 anos foi de cerca de 81%. Entre os mais jovens, a efetividade atingiu 86,1% contra mortes e 64,7% contra casos graves.

O estudo também produziu uma análise de efetividade do plano de imunização como um todo, incluindo as três vacinas. Nesse caso, a efetividade dos esquemas vacinais completos contra mortes é de 51,4% nos idosos com mais de 80 anos, de 71,8% na faixa etária de 60 a 79 anos, e de 84,5% para a população de 40 a 59 anos. Esses percentuais caem para 35,9%, 61% e 73,6% na efetividade contra casos graves.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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