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Julho Verde alerta para prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

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A campanha Julho Verde, lançada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, chama a atenção para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço, responsável por cerca de 10 mil mortes a cada ano no país.

Especialistas e entidades médicas querem conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce. “Isso é o mais urgente, principalmente porque o medo do novo coronavírus levou muitas pessoas a parar de fazer a prevenção”, disse à Agência Brasil o médico Bruno Albuquerque, da Seção de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e do Hospital Central da Aeronáutica.

A campanha foi iniciada em 2016 pela sociedade e o Inca, que centraliza a parte do controle oncológico no país, e acabou sendo um dos grandes propagadores da prevenção, disse o médico. O câncer de cabeça e pescoço é o quinto mais incidente no Brasil tanto em homens quanto em mulheres.

O dia 27 de julho foi escolhida para lembrar o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, definido durante o 5º Congresso Mundial da Federação Internacional das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço, realizado em Nova Iorque (EUA), em 2-14. O evento reuniu especialistas de todo o mundo.

Pacientes

O Inca estima que, no total, devem ser diagnosticados 685 mil novos casos de câncer no Brasil no triênio 2020-2022, incluindo todas as áreas da doença. O médico Bruno Albuquerque afirmou que cânceres de cabeça e pescoço representam 8% e 10% do total, e abrangem a cavidade oral: língua e boca, laringe, faringe, seios paranasais, cavidade nasal, glândulas salivares, ossos da face, tireoide e pele.

O principal tipo de câncer nos homens é o de boca e, nas mulheres, o de tireoide. Para o câncer de boca, o principal é evitar tabagismo (fumo) e etilismo (álcool). Somados, os fatores aumentam em mais de 30 vezes a chance de ter câncer na cavidade oral.

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“A melhor forma de evitar é eliminar o tabagismo e o etilismo e manter uma boa higiene na cavidade oral, evitando também a desnutrição, que é um dos fatores que podem desencadear mutações genéticas e desenvolver o câncer nessa região.”

Outra recomendação é evitar o uso de próteses dentárias mal adaptadas, que causam trauma crônico na região da boca e podem ter uma cicatrização viciosa. “Também podem ser fator de risco.”

O médico comentou que, devido ao retardo no diagnóstico por desconhecimento da população, 70% dos pacientes já são diagnosticados em estado avançado e, por isso, os médicos não conseguem agregar nenhum tipo de tratamento curativo.

Segundo Albuquerque, qualquer lesão na boca e na garganta que dure mais de três semanas merece uma investigação por parte do profissional que trata de saúde bucal. O mesmo ocorre em relação ao surgimento de qualquer caroço no pescoço, que também dure mais de três semanas.

“São lesões suspeitas que vão necessitar de avaliação de especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.”

Como cabeça e pescoço são áreas muito sujeitas à exposição solar, o médico recomendou que se evite, ao máximo, a exposição ao sol nos períodos de maior intensidade da radiação, principalmente pessoas com peles mais claras, que acabam sendo peles mais sensíveis para esse tipo de tumor. O uso do protetor solar e a redução da exposição ao sol são medidas muito eficazes, segundo ele..

Mitos

Albuquerque assegurou que é um mito que o uso de enxaguantes bucais provoque câncer de boca e garganta. Ele sugere, porém, que se evitem enxaguantes bucais com base em álcool, porque o álcool pode causar danos na mucosa da cavidade oral, da orofaringe. Ele disse que essa é apenas uma orientação e que não há comprovação científica que enxaguantes bucais com álcool provoquem câncer.

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Em relação a cirurgias de retirada da laringe, o risco de a pessoa não voltar a falar vai depender da localização e da fase de envolvimento do tumor. “Hoje em dia temos terapêuticas que são minimamente invasivas e que conseguem preservar a parte funcional. Mas, no geral, quando os tumores são detectados em uma fase mais avançada, não é possível haver a preservação da voz. 

De acordo com o médico, há opções de cirurgia com preservação funcional da laringe, as chamadas cirurgias parciais ou subtotais. Além disso, há diversas formas de reabilitação que auxiliam na adequação do processo fonatório, mas a voz natural não existe mais, disse o especialista.

A campanha terá, durante todo o mês de julho, uma série de lives (transmissão ao vivo pela internet), cursos, congressos, simpósios, reuniões, divulgação por panfletos e outras atividades. “O objetivo é orientar não só a população geral, mas os próprios profissionais de saúde a auxiliarem no processo de detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço e, até mesmo, atuar na prevenção”, apontou Bruno Albuquerque.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de cabeça e pescoço é o nono tipo de câncer mais comum no mundo.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Rio: 24 cidades estão sem mortes por covid-19 há duas semanas    

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Dos 92 municípios do estado do Rio, 24 estão há duas semanas sem registrar mortes por covid-19. O levantamento é de técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta sexta-feira (30). A análise levou em consideração dados das semanas epidemiológicas 27 e 28, período de 4 a 17 de julho.

As cidades sem óbitos provocados pela doença são: Aperibé, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cambuci, Cantagalo, Cardoso Moreira, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Cordeiro, Duas Barras, Italva, Itaocara, Laje do Muriaé, Macuco, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Rio das Flores, Santa Maria Madalena, São José de Ubá, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Trajano de Moraes e Varre-Sai.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe disse que é importante destacar que essa análise não pode ser feita com semanas tão próximas. “É preciso respeitar 15 dias, ao menos, para que as informações estejam mais consolidadas. O resultado é consequência da vacinação no estado do Rio de Janeiro, que já atingiu mais de 50% de toda população fluminense adulta com ao menos uma dose da vacina”, avaliou.

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A secretaria informou ainda que muitos casos são notificados após a data do óbito. Por essa razão, desde o início da pandemia, recomenda-se que a análise das informações seja feita pela data de ocorrência da morte; e não pela data de notificação ou confirmação.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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