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Rio teve queda de óbitos por covid-19 em maio, aponta mapa

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O estado do Rio de Janeiro registrou queda no número de óbitos por covid-19 na 20ª semana epidemiológica do ano, compreendida entre os dias 16 e 22 de maio. As mortes caíram 25% em relação à 18ª semana epidemiológica, que vai de 02 a 08 de maio.

Na comparação com os dois períodos, também houve redução de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), complicação cuja alta incidência desde o ano passado é decorrente da covid-19. A ocupação de leitos caiu 21%.

Os dados constam no novo mapa de risco divulgado hoje (11) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). Diante dos números, a pasta manteve a bandeira laranja, que significa risco moderado.

Também não houve alteração na classificação de nenhuma região. Apenas o Norte Fluminense se situa na bandeira amarela, com baixo risco. As outras oito regiões registram risco moderado ou alto. A região metropolitana I, que abrange a capital e a Baixada Fluminense, está classificada na bandeira vermelha, com risco alto.

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O mapa é usado para auxiliar os gestores públicos na tomada de decisão e serve de referência para a adoção de medidas restritivas. Segundo a SES-RJ, em todo o estado, estão ocupados 83% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 56% dos leitos de enfermaria.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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Butantan deve iniciar nesta semana pré-cadastro para teste da ButanVac

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Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado uma primeira fase de testes clínicos em humanos com a vacina ButanVac, o Instituto Butantan pretende iniciar, ainda nesta semana, um pré-cadastro de voluntários para testar essa vacina.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o governo paulista deve lançar, até o fim desta semana, um site onde os voluntários poderão preencher um pré-cadastro.

A fase inicial de estudos em humanos busca avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. Para uma vacina ser aplicada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. A Anvisa autorizou apenas a realização da fase A, a primeira etapa dos testes em humanos, da qual vão participar 400 voluntários.

Os testes serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

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Poderão participar dos testes pessoas com idades acima de 18 anos. Nesses testes poderão fazer parte, inclusive, adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19. “São três categorias [que serão incluídas nos testes]: o grupo que não teve contato com o vírus, o grupo que já teve contato e o grupo já vacinado”, falou Covas.

“Houve autorização da Anvisa para o início do estudo clínico. Essa semana temos ainda a fase de aprovação ética: os comitês de pesquisa [dos hospitais envolvidos] tem que aprovar [o estudo] e, posteriormente a Comissão de Ética em Pesquisa. Esta semana está previsto iniciar um pré-cadastro dos voluntários. É um estudo de fase 1, nesse momento, para avaliar a segurança da vacina”, explicou Dimas Covas.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, as vantagens da ButanVac são o custo reduzido e a fabricação local, ou seja, não será necessário importar insumo farmacêutico ativo (IFA) de outros países para a produção da vacina.

O imunizante

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle geneticamente modificado. O vetor viral contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do Butantan, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

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A Doença de Newcastle é uma infecção que afeta aves e, por isso, segundo o Butantan, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de Influenza do Butantan.

O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, o que poderia, segundo o Butantan, ser uma alternativa muito segura na produção. Ele é inativado para a formulação da vacina.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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