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Viana, no Espírito Santo, vacinará população de 19 a 49 anos

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Toda a população de 18 a 49 anos do município de Viana, na Grande Vitória, no Espírito Santo, será vacinada contra a covid-19 com meia dose da vacina AstraZeneca, no dia 13 de junho. O público alvo do projeto Viana Vacinada é de 35 mil pessoas.

A ação tem o apoio do Ministério da Saúde, que disponibilizou as doses do imunizante, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Espírito Santo, além da coordenação dos governos do estado e do município de Viana.

Segundo a coordenadora do estudo, a médica Valéria Valim, a aplicação de meia dose é justificada pela falta de vacinas para imunização em massa, realidade observada ao redor do mundo. Além disso, a AstraZeneca já realizou estudos com essa dosagem, como ela detalha a pesquisadora.

Valéria Valim, também destacou que a estimativa de redução de incidência da covid-19 com meia dose é de 60% ao longo de seis meses após a vacinação.

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Ao anunciar o projeto, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacou que a experiência no município de Viana pode ajudar o Brasil e até outros países.

Renato Casagrande também lembrou que a utilização de dose ajustada já se mostrou eficaz no Brasil com a vacina da febre amarela.

O governo do Espírito Santo ressalta que a participação no estudo é voluntária, e que caso não seja confirmada a efetividade da imunização, a população que fará parte do projeto receberá uma dose de reforço.

Moradores de Viana poderão fazer o agendamento da vacina pela internet.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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Butantan deve iniciar nesta semana pré-cadastro para teste da ButanVac

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Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado uma primeira fase de testes clínicos em humanos com a vacina ButanVac, o Instituto Butantan pretende iniciar, ainda nesta semana, um pré-cadastro de voluntários para testar essa vacina.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o governo paulista deve lançar, até o fim desta semana, um site onde os voluntários poderão preencher um pré-cadastro.

A fase inicial de estudos em humanos busca avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. Para uma vacina ser aplicada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. A Anvisa autorizou apenas a realização da fase A, a primeira etapa dos testes em humanos, da qual vão participar 400 voluntários.

Os testes serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

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Poderão participar dos testes pessoas com idades acima de 18 anos. Nesses testes poderão fazer parte, inclusive, adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19. “São três categorias [que serão incluídas nos testes]: o grupo que não teve contato com o vírus, o grupo que já teve contato e o grupo já vacinado”, falou Covas.

“Houve autorização da Anvisa para o início do estudo clínico. Essa semana temos ainda a fase de aprovação ética: os comitês de pesquisa [dos hospitais envolvidos] tem que aprovar [o estudo] e, posteriormente a Comissão de Ética em Pesquisa. Esta semana está previsto iniciar um pré-cadastro dos voluntários. É um estudo de fase 1, nesse momento, para avaliar a segurança da vacina”, explicou Dimas Covas.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, as vantagens da ButanVac são o custo reduzido e a fabricação local, ou seja, não será necessário importar insumo farmacêutico ativo (IFA) de outros países para a produção da vacina.

O imunizante

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle geneticamente modificado. O vetor viral contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do Butantan, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

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A Doença de Newcastle é uma infecção que afeta aves e, por isso, segundo o Butantan, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de Influenza do Butantan.

O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, o que poderia, segundo o Butantan, ser uma alternativa muito segura na produção. Ele é inativado para a formulação da vacina.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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