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TRAGÉDIA NO AR

Acidente áereo que aconteceu próximo a São José do Xingu faz 32 anos

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Vale do Araguaia

O acidente aconteceu em 1989, restos do avião ainda estão no local. - Foto: Reprodução Agência da Notícia

O erro na rota de navegação que levou à morte de 12 passageiros em um pouso forçado por falta de combustível e bem longe do destino Belém-Pa

Em 1989, passageiros viveram horas de desespero e ficaram quase dois dias isolados no meio da floresta Amazônica. Saindo de Marabá com destino a Belém, o voo 254 não chegou ao seu destino final. Um grave erro na rota fez com que o avião seguisse para o Mato Grosso e não para a capital paraense.

Após o pouso forçado, em uma localidade próxima de São José do Xingu (MT), no meio da mata fechada na Amazônia, os sobreviventes ficaram isolados e depois de 44 horas foram encontrados pelas Forças Armadas e resgatados. Inclusive a pequena Ariadna, na época com menos de 2 anos de idade, foi encontrada sem qualquer arranhão, sua mãe Regina teve ferimentos leves, mas na época disse estar focada em proteger o seu bebê. Ao todo foram 42 sobreviventes e 12 mortos.

Com a força do impacto muitos acentos se desprenderam e flutuaram dentro do Boeing 737-200. O erro de rota foi algo que nos dias atuais, com equipamentos modernos e GPS, não aconteceriam com facilidade. Em inquérito concluído pela Aeronáutica, o comandante, Cézar Augusto Pádula Garcez, e o copiloto, Nilson de Souza Zille, inseriram a rota no sistema de navegação da aeronave de maneira errada, digitando 270 em vez de 027, que era a rota correta para o trecho Marabá-Belém.

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O avião ficou perdido e se distanciou muito da rota original, cerca de 1,1 mil km distante de Belém. O pouso forçado aconteceu porque a aeronave não tinha combustível suficiente para chegar em um aeroporto. O piloto Garcez e o copiloto Zille foram condenados a quatro anos de prisão porque, em conclusão da justiça, foram negligentes e colocaram a vida de muitas pessoas em risco. Porém, a pena foi convertida em multa e punição alternativa.

Nélia Ruffeil, ex-repórter e apresentadora da TV Liberal, falou sobre essa tragédia que abalou as famílias que buscavam informações dentro de uma imensa angústia. Mas que para muitas pessoas, essa espera teve um final surpreendente, com cerca de 42 sobreviventes e histórias impressionantes não apenas do acidente aéreo, mas também das horas que ficaram isolados no meio da mata fechada: “E foram três dias de aflição, até que depois, para a surpresa geral de todo mundo, nós descobrimos que tinham sobreviventes e tinha muita gente inclusive que tinha sobrevivido e foi muito emocionante acompanhar, porque ao mesmo tempo que a gente acompanhou a dor das pessoas que perderam os seus familiares, nós também acompanhamos histórias muito emocionantes”.

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A telespectadora Angela Souza relembrou este trágico acidente aéreo, que aconteceu não por falha mecânica e sim humana e que matou 12 pessoas. A telespectadora ressaltou principalmente que a fatalidade poderia ter sido evitada pelos responsáveis pelo voo 254: “por uma falta de interação entre piloto e copiloto, por uma falha humana, toda uma tragédia deveria ter sido evitada”.

Olho no Araguaia –  Agência da Notícia

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Vale do Araguaia

Chefe do Incra de cidade do Araguaia é afastado do cargo após assediar mulher em motel

Caso ocorreu em julho deste ano; ele teria levado a vítima a um motel e a assediado

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A Justiça Federal determinou o afastamento, por tempo indeterminado, do chefe da unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Araguaia Xingu, na cidade de Confresa.

A decisão atende um pedido do Ministério Público Federal (MPF), por meio da unidade em Barra do Garças.

De acordo com uma ação civil de improbidade administrativa, no dia 27 de julho deste ano, o chefe do Incra adentrou nas dependências de um motel, localizado na cidade de Confresa durante o horário de expediente.

Ele teria levado uma empresária ao local a força, por meio de “atos concretos de assédio”. O episódio foi amplamente divulgado na imprensa do Vale do Araguaia.

Segundo o MPF, o agente público praticou atos de improbidade administrativa que importam em ofensa aos princípios da Administração Pública, bem como maculou a imagem da Administração perante a sociedade.

O MPF pediu a concessão de medida liminar para determinar o afastamento do servidor, pelo risco de o mesmo continuar praticando condutas ilícitas no desempenho da função.

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A Justiça Federal acatou o pedido e determinou o afastamento cautelar do servidor da função de chefe da Unidade do Incra Araguaia Xingu em Confresa (MT), por tempo indeterminado.

Olho no Araguaia/Araguaia Noticia

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