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Governo de Mato Grosso abre licitação de contratação de empresa para manutenção da MT-322

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Vale do Araguaia

Dependendo da época, trechos da MT-322 se tornam intrafegáveis por causa de buracos e atoleiros Foto: Reprodução

O critério de julgamento para escolha da empresa será por menor preço

O Governo do Estado de Mato Grosso – através da Secretaria de Estado e Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), abriu oficialmente o processo de licitação que visa a contratação de empresa para manutenção e conservação da MT-322, nos trechos entre a Br-158 e a MT-437, com extensão de 190,35km.

Conforme o documento enviado para o Olhar Alerta, o modo de disputa será aberto, com valor estimado em R$ 16.397.465,35 (dezesseis milhões, trezentos e noventa e sete mil, quatrocentos e sessenta e cinco reais e trinta e cinco centavos), mas a empresa será escolhida por critério de menor preço.

O edital completo poderá ser retirado gratuitamente no site www.sinfra.mt.gov.br, ou solicitado pelo e-mail: [email protected]. Você pode visualizá-lo também clicando aqui.

Olho no Araguaia – Olhar Alerta

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Vale do Araguaia

Acidente áereo que aconteceu próximo a São José do Xingu faz 32 anos

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O acidente aconteceu em 1989, restos do avião ainda estão no local. - Foto: Reprodução Agência da Notícia

O erro na rota de navegação que levou à morte de 12 passageiros em um pouso forçado por falta de combustível e bem longe do destino Belém-Pa

Em 1989, passageiros viveram horas de desespero e ficaram quase dois dias isolados no meio da floresta Amazônica. Saindo de Marabá com destino a Belém, o voo 254 não chegou ao seu destino final. Um grave erro na rota fez com que o avião seguisse para o Mato Grosso e não para a capital paraense.

Após o pouso forçado, em uma localidade próxima de São José do Xingu (MT), no meio da mata fechada na Amazônia, os sobreviventes ficaram isolados e depois de 44 horas foram encontrados pelas Forças Armadas e resgatados. Inclusive a pequena Ariadna, na época com menos de 2 anos de idade, foi encontrada sem qualquer arranhão, sua mãe Regina teve ferimentos leves, mas na época disse estar focada em proteger o seu bebê. Ao todo foram 42 sobreviventes e 12 mortos.

Com a força do impacto muitos acentos se desprenderam e flutuaram dentro do Boeing 737-200. O erro de rota foi algo que nos dias atuais, com equipamentos modernos e GPS, não aconteceriam com facilidade. Em inquérito concluído pela Aeronáutica, o comandante, Cézar Augusto Pádula Garcez, e o copiloto, Nilson de Souza Zille, inseriram a rota no sistema de navegação da aeronave de maneira errada, digitando 270 em vez de 027, que era a rota correta para o trecho Marabá-Belém.

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O avião ficou perdido e se distanciou muito da rota original, cerca de 1,1 mil km distante de Belém. O pouso forçado aconteceu porque a aeronave não tinha combustível suficiente para chegar em um aeroporto. O piloto Garcez e o copiloto Zille foram condenados a quatro anos de prisão porque, em conclusão da justiça, foram negligentes e colocaram a vida de muitas pessoas em risco. Porém, a pena foi convertida em multa e punição alternativa.

Nélia Ruffeil, ex-repórter e apresentadora da TV Liberal, falou sobre essa tragédia que abalou as famílias que buscavam informações dentro de uma imensa angústia. Mas que para muitas pessoas, essa espera teve um final surpreendente, com cerca de 42 sobreviventes e histórias impressionantes não apenas do acidente aéreo, mas também das horas que ficaram isolados no meio da mata fechada: “E foram três dias de aflição, até que depois, para a surpresa geral de todo mundo, nós descobrimos que tinham sobreviventes e tinha muita gente inclusive que tinha sobrevivido e foi muito emocionante acompanhar, porque ao mesmo tempo que a gente acompanhou a dor das pessoas que perderam os seus familiares, nós também acompanhamos histórias muito emocionantes”.

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A telespectadora Angela Souza relembrou este trágico acidente aéreo, que aconteceu não por falha mecânica e sim humana e que matou 12 pessoas. A telespectadora ressaltou principalmente que a fatalidade poderia ter sido evitada pelos responsáveis pelo voo 254: “por uma falta de interação entre piloto e copiloto, por uma falha humana, toda uma tragédia deveria ter sido evitada”.

Olho no Araguaia –  Agência da Notícia

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