ÁGUA BOA

O PREÇO DA VIDA

Homem mata e enterra outro por dívida de apenas R$ 50 no Araguaia

Homicida ainda degolou o desafeto

Publicado em

Vale do Araguaia

O principal suspeito do homicídio ocorrido no final do mês de junho no município de Santa Terezinha (1.312 km a nordeste de Cuiabá) teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (08.07), menos de quinze dias após o início das investigações para apurar o desaparecimento da vítima. O suspeito foi localizado na Ilha do Bananal no estado do Tocantins, onde teve o mandado de prisão cumprido em uma ação integrada da Delegacia de Santa Terezinha e Delegacia de Vila Rica.

O corpo da vítima, Saulo Daniel Alves dos Santos, 30 anos, foi localizado no dia 28 de junho enterrado próximo a saída do Varjão, sendo localizadas vestes queimadas nas proximidades. A equipe da Delegacia de Santa Terezinha deu início as investigações para identificar e prender os autores no crime.

Na madrugada de 30 de junho, a Polícia Militar conduziu dois suspeitos de envolvimento no desaparecimento da vítima que foram ouvidos e liberados por não estarem em situação de flagrante. Segundo o delegado José Ramon Leite, as investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por uma dívida de drogas, porém a informação levantada até o momento é que a vítima subtraiu R$ 50 do suspeito que posteriormente foi cobrar o valor, ocasião em que matou a vítima com diversos golpes de facão.

Leia Também:  Prefeito tampão terá que demitir secretária e "passar facão" em todos parentes de gestores

Após tirar a vida da vítima, o suspeito foi em casa retirou as vestes e retornou ao local, degolou a vítima cortou os membros inferiores e ainda ateou fogo no corpo e o ocultou em uma cova rasa. Com base nos levantamentos, o delegado representou pelo mandado de prisão do suspeito que foi expedido pela Justiça, sendo o suspeito localizada na manhã desta quinta-feira (08), no estado do Tocantins, onde a ordem judicial foi cumprida.

Segundo o delegado a prisão do principal suspeito do crime foi possível graças a um trabalho de inteligência, realizada pela Delegacia de Santa Terezinha com apoio da Delegacia de Vila Rica, em que foram coletados diversos elementos que apontavam a autoria do crime. “Uma investigação de qualidade é baseada em vários elementos de formação que apontam o envolvimento do autor com o crime. As diligências estão em andamento para apurar a participação de outras pessoas no crime”, disse.

Folha Max

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Vale do Araguaia

Acidente áereo que aconteceu próximo a São José do Xingu faz 32 anos

Publicados

em

O acidente aconteceu em 1989, restos do avião ainda estão no local. - Foto: Reprodução Agência da Notícia

O erro na rota de navegação que levou à morte de 12 passageiros em um pouso forçado por falta de combustível e bem longe do destino Belém-Pa

Em 1989, passageiros viveram horas de desespero e ficaram quase dois dias isolados no meio da floresta Amazônica. Saindo de Marabá com destino a Belém, o voo 254 não chegou ao seu destino final. Um grave erro na rota fez com que o avião seguisse para o Mato Grosso e não para a capital paraense.

Após o pouso forçado, em uma localidade próxima de São José do Xingu (MT), no meio da mata fechada na Amazônia, os sobreviventes ficaram isolados e depois de 44 horas foram encontrados pelas Forças Armadas e resgatados. Inclusive a pequena Ariadna, na época com menos de 2 anos de idade, foi encontrada sem qualquer arranhão, sua mãe Regina teve ferimentos leves, mas na época disse estar focada em proteger o seu bebê. Ao todo foram 42 sobreviventes e 12 mortos.

Com a força do impacto muitos acentos se desprenderam e flutuaram dentro do Boeing 737-200. O erro de rota foi algo que nos dias atuais, com equipamentos modernos e GPS, não aconteceriam com facilidade. Em inquérito concluído pela Aeronáutica, o comandante, Cézar Augusto Pádula Garcez, e o copiloto, Nilson de Souza Zille, inseriram a rota no sistema de navegação da aeronave de maneira errada, digitando 270 em vez de 027, que era a rota correta para o trecho Marabá-Belém.

Leia Também:  Acidente entre caminhão e Fiat Uno deixa dois mortos na BR-158 em Vila Rica; veja fotos

O avião ficou perdido e se distanciou muito da rota original, cerca de 1,1 mil km distante de Belém. O pouso forçado aconteceu porque a aeronave não tinha combustível suficiente para chegar em um aeroporto. O piloto Garcez e o copiloto Zille foram condenados a quatro anos de prisão porque, em conclusão da justiça, foram negligentes e colocaram a vida de muitas pessoas em risco. Porém, a pena foi convertida em multa e punição alternativa.

Nélia Ruffeil, ex-repórter e apresentadora da TV Liberal, falou sobre essa tragédia que abalou as famílias que buscavam informações dentro de uma imensa angústia. Mas que para muitas pessoas, essa espera teve um final surpreendente, com cerca de 42 sobreviventes e histórias impressionantes não apenas do acidente aéreo, mas também das horas que ficaram isolados no meio da mata fechada: “E foram três dias de aflição, até que depois, para a surpresa geral de todo mundo, nós descobrimos que tinham sobreviventes e tinha muita gente inclusive que tinha sobrevivido e foi muito emocionante acompanhar, porque ao mesmo tempo que a gente acompanhou a dor das pessoas que perderam os seus familiares, nós também acompanhamos histórias muito emocionantes”.

Leia Também:  SINFRA afirma que ponte de quase 500 metros no Vale do Araguaia será entregue em março de 2022

A telespectadora Angela Souza relembrou este trágico acidente aéreo, que aconteceu não por falha mecânica e sim humana e que matou 12 pessoas. A telespectadora ressaltou principalmente que a fatalidade poderia ter sido evitada pelos responsáveis pelo voo 254: “por uma falta de interação entre piloto e copiloto, por uma falha humana, toda uma tragédia deveria ter sido evitada”.

Olho no Araguaia –  Agência da Notícia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA