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Vale do Araguaia

SINFRA afirma que ponte de quase 500 metros no Vale do Araguaia será entregue em março de 2022

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Esta será a maior ponte de concreto de Mato Grosso e está sendo construída sobre o Rio das Mortes

Já considerada como a concretização de um sonho da região Araguaia, em Mato Grosso, a ponte sobre o Rio das Mortes, na rodovia MT-326, entre Cocalinho e Nova Nazaré, será concluída até o mês de março de 2022. A garantia é dada pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Segundo ele, a determinação do governador Mauro Mendes é de concluir as obras que forem iniciadas, independentemente do seu tamanho ou localização. A ponte terá 484 metros de extensão e é considerada a maior ponte de concreto sendo construída em Mato Grosso.

“Vamos terminar o que já estamos começando. O custo de se deixar uma obra inacabada é muito alto. É uma demonstração clara de incompetência. Nós não podemos fazer politicagem. Temos que fazer políticas corretas e necessárias para levarmos o desenvolvimento”, disse o secretário, durante vistoria nas obras da ponte.

A ponte está na fase de execução dos serviços de infraestrutura, com as obras avançando rapidamente. Estão previstos investimentos de R$ 52 milhões nessa obra, que vai transformar a realidade de todos os usuários da MT-326. Hoje, a travessia pelo rio é realizada apenas por balsa, que suporta somente um veículo de carga pesada por viagem.

Com isso, a espera para fazer uma simples travessia demora dias e a fila de veículos aguardando chega a quilômetros de extensão.  Rotina que irá mudar com a realização da obra da ponte, que vai garantir o fluxo contínuo de veículos, sem nenhuma parada, garantindo maior fluidez na chamada “Rodovia do Calcário”, que interliga vários municípios do Araguaia.

De acordo com o secretário Marcelo de Oliveira, a construção da ponte é a concretização de um compromisso feito pelo governador Mauro Mendes – e aliada a outras obras de ponte e pavimentação na rodovia vai assegurar o crescimento e desenvolvimento econômico de toda a região Araguaia. Ao todo, estão sendo investidos cerca de R$ 146,7 milhões em obras na MT-326.

“Toda essa região precisa de um auxílio da Sinfra. Eu acredito que vai ampliar muito mais a produção. Vai chegar mais desenvolvimento. As cidades vão crescer. A qualidade de vida vai melhorar. Isto é o que o governador Mauro Mendes deseja para o Estado de Mato Grosso: que cresça, desenvolva, que o direito de ir e vir do cidadão seja em boas estradas, que seja um estado que gire a economia. O governador está investindo em infraestrutura de logística rodoviária. É um governo transformador. Não tenho dúvidas de que traremos ainda mais ação para essa região”, disse o secretário.

Além da ponte sobre o Rio das Mortes, o secretário vistoriou ainda outras pontes que complementam o investimento em infraestrutura rodoviária feito na região. Foram vistoriadas as pontes sobre os Rios Água Limpa, Água Suja, Corixão, Corixinho, Borecaia e Água Preta, além de dois lotes de obras de pavimentação em Cocalinho.

Está em andamento a pavimentação de um trecho de 41,2 quilômetros entre o entroncamento da MT-411 e a Estaca 2062. Outro lote de obras vai da Estaca 2062 até a Estaca 3825, somando mais 35,2 quilômetros de extensão em obras na MT-326.

Segundo o secretário, a conclusão dessas obras, somada à manutenção nos demais trechos não-pavimentados da rodovia, vão garantir maior trafegabilidade pelas estradas da região, uma vez que também estão em andamento obras na MT-100, outra rodovia importante na rota de escoamento da produção agrícola do Araguaia.

“Nós estamos soltando agora neste mês de maio um procedimento licitatório em que dividimos o Estado em 13 regiões e, nessas regiões, faremos serviços de manutenção de rodovias pavimentadas e não-pavimentadas que vão atender a todo o Estado. Tenham a certeza que até o final do ano não teremos buracos na estrada”, disse o secretário.

Em Cocalinho, a pavimentação nem foi concluída, mas já está mudando a vida da cidade.  “Essa é uma obra que foi anunciada aqui há muito tempo, mas só agora vemos realmente acontecendo. O governador Mauro Mendes está de parabéns. A sociedade aqui de Cocalinho agradece imensamente”, disse o prefeito de Cocalinho, Marcio Conceição.

Vistoria no Araguaia

Essas vistorias fazem parte de uma grande fiscalização que o secretário Marcelo de Oliveira realizou, ao longo da última semana, nas obras que estão em andamento na região do Araguaia. Ao todo, ele percorreu as cidades de Rondonópolis, Guiratinga, Alto Garças, Araguaínha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Pontal do Araguaia,  Araguaiana, Barra do Garças, Cocalinho, Água Boa,  Canarana, Paranatinga e Primavera do Leste.

Foram vistoriadas obras de construção de pontes, pavimentação e restauração executadas pelo Governo de Mato Grosso.  Além do secretário, o acompanharam ainda a superintendente de Execução e Fiscalização de Obras da Sinfra, Paula Janayna Fenerich, e engenheiros das empresas executoras das obras na rodovia, além de prefeitos municipais.

Olho no Araguaia – Repórter MT
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Vale do Araguaia

Nova resolução estabelece regras para áreas úmidas e amplia segurança jurídica aos produtores rurais em Mato Grosso

Famato orienta produtores rurais sobre norma que regulamenta o uso sustentável das áreas do Araguaia e do Guaporé e define procedimentos para atividades agropecuárias

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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre as mudanças trazidas pela Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) nº 36, publicada em 30 de junho de 2026. A norma estabelece procedimentos para o uso sustentável das áreas úmidas e de uso restrito nas planícies do Araguaia e do Guaporé, conferindo maior previsibilidade e segurança jurídica aos produtores rurais e à sociedade, além de definir critérios para atividades produtivas, licenciamento ambiental e regularização dessas áreas.

A resolução adota como referência um mapa elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com base em dados de solos hidromórficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) na escala 1:250.000, para identificar preliminarmente as áreas de uso restrito. O documento também harmoniza a legislação estadual com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei Federal nº 15.190/2025), estabelecendo um marco regulatório para essas áreas no estado.

A norma também estabelece procedimento destinado ao aperfeiçoamento da identificação e classificação das áreas ambientalmente sensíveis. Caso o produtor comprove, por meio de laudo técnico de solo e hidrologia, que determinada área não apresenta características de área úmida nem sofre influência de inundações, ela poderá ser retirada da base de uso restrito da Sema, permitindo sua utilização conforme as regras do Código Florestal.

Nas áreas classificadas como de uso restrito, permanece proibido o cultivo de culturas anuais em larga escala, exceto quando forem utilizadas espécies adaptadas à umidade e sem o uso de defensivos agrícolas.

Para a pecuária, a resolução permite a substituição de vegetação campestre nativa por pastagens plantadas com espécies forrageiras adaptadas, desde que sejam respeitadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o percentual de Reserva Legal. A criação em sistema de confinamento permanece proibida, com exceção de pequenos produtores para fins de subsistência.

A norma também estabelece critérios para obras de drenagem. Os drenos poderão ter profundidade máxima de 1,5 metro e não poderão atingir o horizonte plíntico do solo. Empreendimentos em solos hidromórficos com área superior a 260 hectares deverão apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para obtenção do licenciamento.

Os produtores que já possuem sistemas de drenagem implantados terão prazo de 18 meses, contados a partir de 1º de julho de 2026, para solicitar a regularização junto à Sema. O descumprimento poderá resultar em multas e outras sanções administrativas.

Outro ponto previsto é a criação de uma faixa de distanciamento de 100 metros entre áreas secas e áreas úmidas dentro do perímetro de uso restrito. Nesse espaço, fica proibida a aplicação aeroagrícola de defensivos e o armazenamento de produtos químicos.

A resolução esclarece ainda que suas disposições não se aplicam ao Pantanal, que continua submetido à legislação específica prevista na Lei Estadual nº 8.830/2008. Dessa forma, o Araguaia e o Guaporé passam a contar com um marco regulatório próprio, que estabelece procedimentos claros para o uso sustentável dessas áreas, garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para a produção rural e para a conservação ambiental.

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