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Vinte oito cidades do Araguaia possuem menos de 20 mil habitantes

Mato Grosso tem 101 municípios com menos de 20 mil habitantes e 28 deles ficam na região do Vale do Araguaia

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Vale do Araguaia

Com 903.207 km² e 3.567.234 habitantes Mato Grosso tem baixa densidade demográfica: 3,94 habitantes por km². Sua base territorial é formada por 141 municípios, dos quais 101 com população inferior a 20 mil residentes, deste total 28 estão localizados na região do Araguaia.

A lista dos municípios da região Araguaia com menos de 20 mil habitantes é a seguinte: Alto Araguaia tem (19.714 habitantes), Querência (18.386), Campinápolis (16.223),  Porto Alegre do Norte 9 12 685), Alto Garças (12.323), São Félix do Araguaia (11.934), Ribeirão Cascalheira (10.450), Santa Terezinha (8.547), Gaúcha do Norte (7.913), Alto Boa Vista (7.092), Pontal do Araguaia (6.972, Nova Lacerda (6.861), Bom Jesus do Araguaia (6.830), General Carneiro (5.726), Cocalinho (5.716), São José do Xingu (5.646), Novo São Joaquim (4.837), Canabrava do Norte (4.711), Nova Nazaré (4.013), Torixoréu (3.487), Araguaiana (3.064), Novo Santo Antônio (2.769), Santa Cruz do Xingu (2.700), Ribeirãozinho (2.439), Luciara (2.036), Serra Nova Dourada (1.705), Ponte Branca (1.525) e Araguainha (909).

De 2020 para 2021 o crescimento populacional estadual foi de 1,15%. As pequenas localidades, em média, no mesmo período, cresceram 1,12% saltando de 837.192 para 847.192 mato-grossenses, sendo que em 40 houve redução populacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Nos 101 municípios a população varia de 909, em Araguainha, a 19.714 em Alto Araguaia. Torixoréu teve a maior redução populacional no período, caindo de 3.824 para 3.487 (-8,82%); Campinápolis baixou de 16.919 para 16.223 habitantes (-4,12%). Nos demais, a oscilação foi pequena para mais e para menos: Barão de Melgaço perdeu um morador; Vale de São Domingos, dois; Rio Branco, três. Santo Afonso subiu de 3.155 para 3.164; e Santa Cruz do Xingu saltou de 2.633 para 2.720 (2,49%).

Desse grupo, dois fazem fronteira com a Bolívia: Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade. A faixa limítrofe tem 983 quilômetros de extensão, dos quais 730 em solo firme e se estende também a Poconé, Cáceres e Comodoro. Menor município de Mato Grosso e terceiro menor do Brasil, Araguainha despencou de 946 para 909 habitantes (-4%).

Administrativamente Pontal do Araguaia é uma cidade com 6.972 moradores, mas forma conturbação com Barra do Garças (61.702) e a goiana Aragarças (20.410), o que resulta numa população de 89.084 residentes. Também em conturbação, Alto Araguaia com 19.714 e Santa Rita do Araguaia (9.110) em Goiás constituem uma comunidade separada apenas pelo rio Araguaia, que na área tem volume de água de ribeirão.

Campinápolis é um município onde a população indígena é maior que a sociedade envolvente. Em razão da pandemia do novo coronavírus o censo de 2020 foi substituído por estimativa da população e o mesmo acontece em 2021. O último censo é de 2010, que registrou 7.621 indivíduos Xavante e 6.684 residentes na cidade e zona rural, numa população à época de 14.305 habitantes.

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As áreas territoriais dos municípios vão de 344.330 km² em São Pedro da Cipa – a menor de Mato Grosso – a 20.489 km² em Apiacás mesclando pequenas, médias e grandes extensões. Gaúcha do Norte tem 10.908 km² e Arenápolis 417.337. São Félix do Araguaia tem 16.682 km² e Ponte Branca 701.138 km². Marcelândia tem 12.286 km² e Dom Aquino 2.214. São José do Xingu tem 5.646 km² e Campos de Júlio 6.792 km².

O grupo tem fortes desníveis sociais. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Santa Rita do Trivelato é um dos melhores em Mato Grosso: 0,735. Em posição intermediária no IDH, Alto Garças, Marcelândia e Araguainha, com 0,701. Os quatro piores no estado são: Campinápolis, 0,538; Nova Nazaré, 0,595; Porto Estrela, 0,599; e Barão de Melgaço, 0,600.

No indicador renda per capita o desnível também é grande: Campos de Júlio, R$ 206.666,65; Santa Rita do Trivelato, R$ 177.534,25; Nova Ubiratã, R$ 92.588,46; São José do Povo, R$ 11.079,32; São Pedro da Cipa, R$ 11.653,08; e Pontal do Araguaia, R$ 13.144,45.

A maioria é formada por novos municípios, sendo que 76 foram emancipados após a divisão territorial que em 1977 criou Mato Grosso do Sul. Itanhangá e Ipiranga do Norte foram instalados em janeiro de 2005. Bom Jesus do Araguaia, Santo Antônio do Leste, Curvelândia, Conquista D’Oeste, Rondolândia, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Santa Rita do Trivelato, Vale de São Domingos, Novo Santo Antônio, Santa Cruz do Xingu e Serra Nova Dourada, em 2001. Vila Bela da Santíssima Trindade que puxa a fila das 25 cidades antigas foi fundada em 1752 para ser capital.

Poucos entre os pequenos municípios têm atividade industrial significativa, mas Nobres há uma fábrica de cimento; dentre outros há frigoríficos bovinos em Araputanga, São José dos Quatro Marcos e Matupá; laticínios em Araputanga, Juscimeira, Campinápolis e Terra Nova do Norte; frigorífico de aves em Nova Marilândia. Na produção agrícola alguns são destaques, a exemplo de Nova Ubiratã, Querência, Itiquira, Santa Rita do Trivelato, Campos de Júlio, Santa Carmem e Ipiranga do Norte. Vila Bela da Santíssima Trindade tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil. Tapurah ostenta o título de Capital da Suinocultura.

Há terminais ferroviários da Ferrovia Senador Vicente Vuolo operados pela Rumo em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira. Essa ferrovia liga Rondonópolis ao porto de Santos, por onde Mato Grosso exporta grande parte de suas commodities agrícolas.

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A maior usina hidrelétrica (UHE) de Mato Grosso é a Teles Pires, no rio do mesmo nome, em Paranaíta, na divisa de Mato Grosso e Pará. Com cinco turbinas essa UHE gera 1.820 MW, energia suficiente para a demanda residencial de 5 milhões de consumidores. Seu reservatório tem 95 km² e o rio sofre represamento em 70 quilômetros. A altura máxima é de 80 metros com queda bruta de 59 metros e extensão de 1.650 metros. Seu raio direto tem 84% em Paranaíta e 16% em Jacareacanga (PA).

Vila Bela da Santíssima Trindade, São Félix do Araguaia, Barão de Melgaço, Cocalinho, Santa Terezinha e Luciara estão entre os roteiros turísticos mais visitados em Mato Grosso. Araguainha precisa de infraestrutura para explorar o Domo de Araguainha, que é a maior cratera de impacto de meteorito da América do Sul, com diâmetro de 40 quilômetros. Ponte Branca também aguarda por infraestrutura para ativar o roteiro do turismo de aventura no cânion do Araguaia, ao lado da cidade, onde o rio é afunilado entre rochas numa extensão superior a 3 km.

Esses números apurados pelo IBGE e divulgados em 27 de agosto servem de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular os repasses constitucionais aos estados e municípios. O último censo aconteceu em 2010, mas em 2020 o governo federal não teve recursos orçamentários para sua realização e o transferiu para 2021, o que também não aconteceu.

MULHERES no COMANDO – Mulheres administram 13 municípios nesse grupo. Marilza Sperandio em Alto Taquari, Seluir Peixer (Arupuanã), Margareth de Munil (Barão de Melgaço), Carmen Martines (Carlinda), Maria Lúcia Porto (Conquista D’Oeste), Gheysa Borgato (Glória D’Oeste), Marilza de Oliveira (Nova Brasilândia), Luzia Brandão (Ribeirão Cascalheira), Francieli Magalhães (Santo Antônio de Leverger), Janailza Taveira (São Félix do Araguaia), Ana Maria Casagrande (Nova Maringá) e Jô Soares (Santa Cruz do Xingu).

MAIORES CIDADES – Mato Grosso tem apenas cinco municípios com população acima de 100 mil habitantes: Cuiabá, com 623.614, Várzea Grande (290.614), Rondonópolis (239.613), Sinop (107.631) e Tangará da Serra (107.631). Em 11 o número de moradores fica em 41 mil e 94 mil: Sorriso (94.941), Cáceres (93.339), Lucas do Rio Verde (69.671), Primavera do Leste (63.876), Barra do Garças (61.702), Alta Floresta (52.105), Nova Mutum (48.222), Pontes e Lacerda (46.105), Campo Verde (44.033), Juína (41.190) e Colniza (41.117). Em 24 considerados médios municípios, oscila entre 20 mil e 36 mil.

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TJ condena vereador de cidade do Araguaia por incompatibilidade de horário

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José Marques Figueiredo de Souza cumpriu jornada incompatível entre 2013 e 2017

O vereador de Pontal do Araguaia (a 512 km de distância de Cuiabá), José Marques Figueiredo de Souza (DEM), o “Marquinhos”, que tinha carga-horária incompatível trabalhando como escriturário em uma instituição financeira foi condenado a pagar multa no valor de 10 vezes de sua maior remuneração no cargo eletivo. O caso foi julgado pela Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo.

De acordo com o processo, o parlamentar mantinha um emprego na cidade de Guarantã do Norte situada a mais de 1200 quilômetros de Pontal do Araguaia onde precisava cumprir suas obrigações como legislador municipal. “Marquinhos” manteve as duas atribuições no período de janeiro de 2013 a julho de 2017.

Na época dos fatos, o apelado deveria cumprir carga horária de 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira, como escriturário, no período compreendido entre as 10 horas às 16h15mins (horário de Brasília). Todavia, como vereador no Município de Pontal do Araguaia, deveria comparecer aos horários de funcionamento da Câmara Municipal, que nos anos de 2013 e 2014 era das 7 horas às 11 horas e das 13 horas às 17 horas, passando, a partir de 2015, para as 07 horas às 11 horas e das 14 horas às 18 horas, além das sessões ordinárias toda segunda-feira, no período entre as 20 horas e 22h30min.

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O relator do caso na segunda instância, Gilberto Lopes Bussiki, ponderou que o dolo do apelado foi comprovado nos autos, pois na qualidade de vereador, o apelado tinha perfeita consciência quanto aos ditames legais, cabendo-lhe, diante da incompatibilidade de horários, ter se afastado do cargo de agente escriturário. “Mormente, quando o exercício de tal atividade era em município diverso, cuja localização geográfica impedia sua locomoção constante. Destarte, em observância à gravidade e a lesividade da conduta concluo que a cominação de multa civil de 10 vezes a remuneração no cargo de vereador e a suspensão de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, por cinco anos, mostra-se suficiente ao caso concreto”, disse o magistrado mantendo a decisão de 1ª Instância.

Olho no Araguaia – Folha Max

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