CRISE
Agronegócio enfrenta cenário de pressão com queda das commodities e risco de paralisações
Preços em baixa, dólar instável, custos elevados e possível greve dos caminhoneiros ampliam os desafios para o produtor rural brasileiro
![]()
O mercado agrícola iniciou esta quarta-feira (18) sob forte pressão, com queda generalizada nas principais commodities negociadas nas bolsas internacionais. Produtos como soja, milho, café e algodão operam em baixa, refletindo um cenário global marcado por incertezas econômicas, tensões geopolíticas e volatilidade nos mercados financeiros.
Na Bolsa de Chicago, a soja recuou para cerca de US$ 11,50 por bushel, enquanto o milho também registrou leve queda. Já em Nova York, o café e o açúcar seguiram o mesmo movimento negativo. Esse ambiente de retração impacta diretamente o produtor brasileiro, que já enfrenta margens apertadas.
Além da pressão externa, fatores internos agravam ainda mais a situação. O câmbio tem sido um dos principais pontos de atenção.
A valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade das exportações e diminui o valor recebido pelo produtor, afetando diretamente a rentabilidade no campo.
Outro fator crítico é o aumento dos custos logísticos, impulsionado principalmente pelo preço elevado do diesel. A recente alta no combustível e a possibilidade de uma greve dos caminhoneiros aumentam a preocupação no setor, especialmente em um momento estratégico de escoamento da safra de soja.
Apesar da confirmação da paralisação, ainda não há uma data definida para o início do movimento. A orientação inicial das lideranças é de que os caminhoneiros permaneçam em casa, evitando o bloqueio de rodovias. Ainda assim, o impacto pode ser significativo, comprometendo o transporte de grãos e insumos em todo o país.
No campo, a realidade é de baixa liquidez nas negociações. Em algumas regiões, o preço da soja já caiu abaixo de R$ 100 por saca, dificultando a comercialização. Muitos produtores encontram dificuldades para aproveitar as janelas de oportunidade, que têm sido cada vez mais curtas diante da volatilidade do mercado.
O cenário é ainda mais preocupante quando se observa o aumento no custo dos insumos, especialmente fertilizantes, considerados o principal gargalo para a próxima safra.
Com crédito mais caro e margens reduzidas, o planejamento da safra 2026/27 se torna um desafio adicional.
Diante desse contexto, especialistas reforçam a importância da gestão de risco no agronegócio. Em um ambiente de incertezas, fatores como câmbio, geopolítica, custos logísticos e demanda internacional passam a ter peso decisivo na formação de preços.
Com múltiplas variáveis pressionando o setor, o produtor rural brasileiro enfrenta um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos, exigindo cautela, estratégia e adaptação constante para manter a sustentabilidade da atividade no campo.
Agricultura
Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro
Brasil tem mais de 250 espécies do inseto, que produzem méis raros e com sabores únicos — alguns lembram até madeira ou queijo.
/ G1
Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão.
Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.
“O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural.
Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos).
Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis.
Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto.
Mel de abelhas com e sem ferrão
Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo.
Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá
Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel.
Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga.
Os principais tipos de mel
🐝Méis de abelha sem ferrão
Borá
Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe.
Jataí
Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país.
Mandaçaia
É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste.
Tiúba ou Uruçu-cinzenta
Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará.
🐝Méis de abelha com ferrão
Laranjeira
De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais.
Eucalipto
De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste.
Bracatinga
Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil.
Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A).
Silvestre
Quando rotulado como silvestre, significa que o mel é produzido a partir de diversas flores.
É encontrado em todo o Brasil, especialmente em apiários próximos a vegetação nativa.
Cipó-uva
Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais.
-
Policial4 dias agoIrregularidade no trânsito e briga de casais durante o fim de semana
-
Cidades4 dias agoÁgua Boa – Atenção para novos horários de vacinação contra a Covid-19 em crianças
-
Educação4 dias agoNova Nazaré é destaque no Programa AVALIA/MT e reforça compromisso com a qualidade da educação
-
GERAL4 dias agoCâmara avança em projeto que amplia porte de arma a atiradores desportivos
-
Policial3 dias agoPM prende suspeito de tráfico de drogas em flagrante em Cocalinho
-
Policial1 dia agoMais de 1 tonelada de supermaconha é incinerada em Alto Araguaia
-
Agua Boa1 dia agoEscolas indígenas de Água Boa celebram a Páscoa em momento de confraternização
-
Economia1 dia agoCasa Branca critica Brasil por Pix, Mercosul e “taxa das blusinhas”







