FORÇAS ARMADAS
Exército dá posse à 1ª mulher general: ‘Competência não tem gênero’
Autoridades classificaram a nomeação da médica Cláudia Lima Gusmão como um marco para o país.
/ UOL
O Exército deu hoje posse à médica Cláudia Lima Gusmão, primeira mulher a se tornar general na história da Força.
A oficial afirmou que a promoção é um reconhecimento por quase 30 anos de trabalho. Durante a solenidade em Brasília, a general de brigada lembrou que “responsabilidade e competência não têm gênero”. Em fevereiro, a colunista do UOL Carla Araújo antecipou que o Exército faria a promoção.
Autoridades classificaram a nomeação como um marco para o país. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a escolha ocorreu por “absoluto merecimento” e representa uma homenagem às mulheres, sem abrir mão do critério técnico.
Cláudia Lima Gusmão, 57, é natural do Recife, médica pediatra e ingressou no Exército em 1996. Antes da promoção, comandou o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande.
Múcio destacou que a ascensão de Cláudia reflete mudanças recentes nas Forças Armadas. O ministro citou a ampliação do espaço feminino, incluindo promoções de mulheres à Marinha e à Aeronáutica, além da criação do serviço militar feminino neste ano.
Segundo o ministro, a expectativa é que a presença feminina cresça nos próximos anos. Ele afirmou que, com o ingresso de mulheres no serviço militar e em áreas operacionais, o país deve ver, no futuro, mulheres também no Alto Comando do Exército.
A general Cláudia disse que recebeu a promoção com sentimento de gratidão e reconhecimento. Segundo ela, a nomeação é resultado de uma trajetória de quase 30 anos, desde o ingresso como aspirante médica até alcançar o posto de oficial-general.
“É a gratidão de um esforço, de uma trajetória que foi acontecendo aos poucos. Não é tarde nem cedo. Foi o tempo necessário desde a minha entrada até chegar hoje” – Cláudia Gusmão, oficial-general do Exército Brasileiro.
A militar reforçou a importância da liderança pelo exemplo. Segundo ela, o avanço feminino na carreira militar depende de preparo e qualificação. Cláudia incentivou mulheres a ingressarem na Força.
A general ressaltou ainda os desafios de conciliar carreira e vida pessoal. Segundo ela, o apoio da família e de amigos foi fundamental para conseguir desempenhar funções como médica, militar e mãe ao longo da carreira.
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, classificou a promoção como um “avanço histórico”. Ele destacou que a entrada de mulheres em diferentes áreas operacionais deve ampliar ainda mais a participação feminina na Força.
Paiva afirmou que a integração ocorre de forma gradual, com inclusão em comunicações, logística e áreas operacionais. Segundo ele, o objetivo é preparar a estrutura militar para ampliar a presença feminina com segurança e planejamento.
Atualmente, as mulheres representam cerca de 10% do efetivo das Forças Armadas. A meta, segundo o Ministério da Defesa, é dobrar a participação feminina em dez anos, chegando a cerca de 20% do contingente militar.
Investimento nas Forças Armadas
Múcio reiterou a importância de investimentos da ordem de R$ 800 bilhões nas Forças Armadas. O plano já foi apresentado ao presidente Lula (PT).
O objetivo, segundo o ministro, é defender a soberania e o patrimônio do país. “Nós ainda não temos a forma que o governo vai aplicar este plano”, disse.
O ministro afirmou que a pasta precisa “recompor o que não foi feito”. “Nós investimos 1% em defesa. Tem vizinhos nossos que investem 2%, 3%. O mundo está investindo nisso. Não é pensando em conflito, é pensando em preservar o que nós temos”, declarou Múcio.
Brasil
Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril
A manutenção da bandeira é resultado do volume de chuvas registrado em março, que garantiu níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Esse panorama permite uma geração de energia eficiente, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.
Entenda o Mecanismo
Implementado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador do custo real da energia no país. A classificação (verde, amarela ou vermelha) varia de acordo com:
- disponibilidade de recursos hídricos;
- avanço das fontes renováveis;
- necessidade de acionamento de fontes térmicas.
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