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Juiz é apontado por presos como ‘incentivador de tortura’

Publicado em

/ GD

Juiz da comarca de Sinop é apontado como incentivador de tortura em relatos colhidos durante inspeção realizada na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como Ferrugem, em Sinop (500 km ao Norte). Procurado, o Tribuna de Justiça (TJMT) não comentou o caso.

Segundo depoimentos de presos reunidos no relatório de inspeção, o magistrado Walter Tomaz da Costa da 3ª Vara Criminal teria, mesmo após ouvir denúncias de abusos, supostamente incentivado a continuidade de agressões físicas e o uso de força excessiva por policiais penais, além de ser citado em um contexto de omissão diante da negativa de atendimento médico aos custodiados.

“Quando a gente relata os abusos, ele incentiva o diretor a usar tiros e gás de pimenta”, afirmou um dos presos, acrescentando que o juiz “sempre está lá para apoiar o diretor e o subdiretor”.

Além das denúncias de violência, a inspeção constatou um cenário descrito como de omissão de socorro sistêmica, em que a falta de assistência à saúde vai além de falhas administrativas e configura um padrão de violação de direitos. De acordo com os relatos, a enfermaria é praticamente inacessível e, quando há atendimento, o protocolo se limita à entrega de analgésicos simples, independentemente da gravidade do quadro clínico.

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A equipe responsável pelo relatório não conseguiu apurar quantos médicos atuam na unidade nem se há atendimento regular. O que ficou evidente, segundo o relatório, é que “o atendimento não está chegando aos presos”.

O ponto mais grave identificado foi o abandono de internos com transtornos mentais. A ausência de medicamentos controlados e de acompanhamento especializado tem levado presos a surtos psicóticos e a atos de automutilação. Durante a inspeção, custodiados com transtornos psiquiátricos foram vistos com cortes e lesões recentes provocadas por eles mesmos.

Segundo os relatos, a resposta da unidade a essas crises não é médica, mas repressiva. “Em vez de atendimento, atiram bala de borracha”, relatou um preso. Há registros de internos em surto sendo atingidos por múltiplos disparos de munição menos letal.

Também foram documentados casos de negligência física grave, com presos portadores de infecções severas, sacos de colostomia e até exposição óssea sem curativos adequados. Alguns relataram que utilizam sacolas plásticas amarradas ao corpo para proteger feridas abertas, diante da falta de insumos básicos e da negativa de cirurgias.

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Outros internos relataram rejeição de placas metálicas ortopédicas há meses, dores crônicas intensas, dificuldades alimentares e até casos de custodiados urinando sangue, sem realização de exames ou acesso a especialistas.

Um dos presos, apresentou duas lesões causadas por disparos de bala de borracha, uma no dedo e outra na perna, ocorridas há cerca de um mês. Segundo ele, os disparos aconteceram quando presos gritavam por atendimento médico. “A gente começou a gritar porque precisava de socorro, aí eles entraram atirando”, afirmou.

Ele relatou ainda que tem epilepsia e que, durante crises, os presos precisam gritar por ajuda. “A polícia só aparece quando quer”, disse.

As denúncias constam em relatório de inspeção e seguem sob análise das autoridades competentes.

A reportagem do GD procurou o TJMT que até o momento não se manifestou.

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Músico morre após sofrer infarto durante subida da Escadaria da Fé em Barra do Garças

Joel Cunha Lima sofreu infarto durante tradição da Sexta-feira Santa e não resistiu após atendimento.

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 / Semana 7

O músico Joel Cunha Lima morreu na manhã desta Sexta-feira Santa (3), após sofrer um infarto enquanto participava da tradicional subida da Escadaria da Fé, em Barra do Garças.

A escadaria, localizada na Serra Azul, leva ao Cristo Redentor de Barra do Garças e conta com mais de 1.400 degraus. O trajeto é frequentemente percorrido por moradores durante o período religioso, especialmente na Sexta-feira Santa.

Joel participava da caminhada quando passou mal durante a subida e caiu no percurso. Equipes de resgate foram acionadas rapidamente e iniciaram os primeiros atendimentos ainda no local, realizando manobras de reanimação.

Após o atendimento inicial, ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu.

Conhecido no cenário do pagode local, Joel integrou por vários anos a banda “Combinação Perfeita”, sendo uma figura bastante presente na música em Barra do Garças. Além da carreira artística, também atuava no comércio e já havia trabalhado com serviços ligados à área de comunicação, incluindo apoio à imprensa no Estádio Zeca Costa.

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Integrante de uma família tradicional na região, ele deixa familiares e amigos, além de uma trajetória marcada pela música e participação ativa na comunidade.

A morte do músico gerou comoção entre moradores e pessoas próximas, especialmente por ocorrer durante um momento simbólico e tradicional para a cidade.

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