Cidades
Justiça Eleitoral inicia vistorias em locais de votação de Mato Grosso
Em visitas feitas nesta terça-feira (21), a 51ª Zona Eleitoral fez observações em quatro unidade escolares.
/ TRE-MT
A Justiça Eleitoral está vistoriando as escolas de todo o estado, com o objetivo de garantir que os locais de votação em Mato Grosso estejam prontos para receber os eleitores, nas Eleições Gerais de 2026. A 51ª Zona Eleitoral, que abrange parte de Cuiabá, inspecionou quatro unidades escolares, nesta terça-feira (21), sob a coordenação do juiz eleitoral, Jurandir Florêncio de Castilho.
As observações feitas focam na infraestrutura dos prédios e na acessibilidade para receber o eleitorado que necessite de rampas de acesso ou elevadores. O magistrado explicou que o cronograma foi antecipado após mudanças recentes em locais de votação. “Nós tivemos algumas alterações de locais de votação e o nosso objetivo é justamente verificar esses espaços que estão sendo transferidos para outras escolas, se há acessibilidade e se está com estrutura para receber as urnas”, afirmou o juiz eleitoral.
De acordo com ele, as estruturas das unidades escolares observadas apresentaram condições dentro do parâmetro, contendo braille, sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, para que elas consigam se localizar, além de rampas de acesso, salas com sistema de refrigeração e tetos e paredes dentro dos padrões necessários para uso pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). “Eu acredito que temos estruturas acessíveis, que irão facilitar muito no dia da eleição. Até o momento, nenhuma delas apresentou algum tipo de problema”, disse o juiz Jurandir Florêncio de Castilho.
A ação não é isolada, já que todos os Cartórios Eleitorais do estado realizarão vistorias, nas respectivas Zonas Eleitorais, para garantir a tranquilidade do pleito. A iniciativa observa a parte elétrica, qualidade da internet, acessibilidade e a integridade dos telhados para evitar goteiras em caso de chuvas.
As vistorias integram o planejamento das Eleições Gerais de 2026 e, conforme a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, são uma etapa essencial para o sucesso do pleito. “Cada vistoria representa um compromisso com a qualidade e a segurança do processo eleitoral. Ao verificarmos antecipadamente as condições dos locais de votação, conseguimos identificar necessidades, planejar melhorias e garantir que eleitoras e eleitores encontrem uma estrutura adequada para exercer o direito ao voto. Esse trabalho preventivo reforça a transparência, a organização e a eficiência que orientam a atuação da Justiça Eleitoral”.
Cidades
Queda nos preços e alto custo de produção preocupa suinocultores do Estado
Custo foi um dos principais temas debatidos no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso.
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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).
Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.
Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.
Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.
“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.
Gestão eficiente será decisiva
O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.
Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.
Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.
Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.
Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.
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