EXPORTAÇÃO
A unidade da JBS em Pontes e Lacerda está localizada em uma das principais regiões de pecuária de corte do Estado, o Oeste Foto: Divulgação
Unidades da JBS, em Pontes e Lacerda, e da Frialto, em Matupá, tiveram exportações interrompidas pelo Governo chinês
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A China suspendeu, temporariamente, as compras de carne bovina de três frigoríficos brasileiros, incluindo duas importantes plantas instaladas em Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país.
A medida atinge unidades da JBS, em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá), e da Frialto, em Matupá (695 km ao Norte), além de uma planta da PrimaFoods, em Minas Gerais.
A suspensão foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que informou que a decisão chinesa tem caráter preventivo e temporário.
Segundo a entidade, foram identificados resíduos considerados incompatíveis com os requisitos sanitários do mercado asiático.
De acordo com a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), as cargas continham resíduos de acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético utilizado na medicina veterinária para controle reprodutivo de animais e proibido pelo Governo chinês.
Mato Grosso, líder nacional na produção e exportação de carne bovina, acompanha o caso com preocupação.
O Estado tem forte dependência do mercado externo, especialmente da China, principal compradora da proteína bovina brasileira.
As duas plantas suspensas têm peso relevante na cadeia pecuária mato-grossense.
A unidade da JBS em Pontes e Lacerda está localizada em uma das principais regiões de pecuária de corte do Estado.
Já a Frialto, em Matupá, atua no Norte mato-grossense, importante polo de expansão agropecuária.
Em nota, a Abiec informou que o objetivo da suspensão é permitir rastreabilidade da matéria-prima e adoção de medidas técnicas corretivas pelas empresas e autoridades brasileiras.
“O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, afirmou a entidade.
A restrição ocorre justamente em um momento de intensificação das negociações comerciais entre os dois países.
Nesta semana, representantes do Governo brasileiro estiveram em Pequim, solicitando autorização para habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação.
Segundo a Abiec, o Brasil pediu a liberação de 20 frigoríficos de carne bovina, 11 unidades de aves e duas de carne suína para ampliar as vendas ao mercado chinês.
Atualmente, 63 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina à China.
Apesar da suspensão das unidades de Mato Grosso, especialistas avaliam que a medida não deve representar fechamento do mercado chinês ao produto brasileiro, mas sim uma ação sanitária pontual.
O coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, afirmou que a decisão provavelmente está ligada a questões técnicas específicas.
“Eu tenho certeza de que a China não vai apertar o cerco por razões econômicas. Isso deve ter relação com problemas sanitários que realmente tenham ocorrido”, avaliou.
MAIOR CLIENTE – A China é, atualmente, o principal destino da carne bovina brasileira.
Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil exportou mais de 612 mil toneladas de carne bovina in natura para o país asiático, respondendo por quase 57% das importações chinesas do produto.
Os números demonstram a importância estratégica do mercado chinês para Mato Grosso, estado que lidera o rebanho bovino nacional e concentra grande parte da produção exportadora do país.
O setor agora aguarda o desfecho das análises técnicas e a eventual retomada das habilitações das plantas mato-grossenses junto às autoridades chinesas.
Economia
Governo de MT barra repasses voluntários às prefeituras até fim das eleições
Orientação faz parte de cartilha elaborada pela CGE e pela PGE para orientar os agentes públicos estaduais sobre as regras do período eleitoral
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A transferência voluntária de recursos do Estado para os municípios fica proibida a partir de 4 de julho de 2026 até a realização das eleições. A restrição vale até 4 de outubro, no caso de primeiro turno, ou até 25 de outubro, se houver segundo turno.
A orientação faz parte de cartilha elaborada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para orientar os agentes públicos do Governo de Mato Grosso sobre as regras do período eleitoral.
A vedação inclui convênios, acordos de cooperação, auxílios e outros repasses financeiros que não sejam obrigatórios por lei. Também ficam proibidos: repasses aos municípios para novas obras, para eventos e festividades e para convênios iniciados durante o período eleitoral.
A cartilha explica que apenas transferências obrigatórias podem continuar normalmente. É o caso dos repasses constitucionais e legais, como as cotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Também são permitidos os repasses para obras e serviços que já estavam em execução antes de 4 de julho de 2026, desde que o cronograma físico e financeiro já tenha sido iniciado.
Outra possibilidade é a assinatura de convênios e instrumentos de parceria durante o período eleitoral. Porém, o dinheiro só poderá ser liberado após o fim da restrição eleitoral.
Em casos de emergência ou calamidade pública, o Estado também pode transferir recursos aos municípios, desde que os valores sejam usados diretamente no enfrentamento da situação emergencial.
As orientações seguem a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pareceres jurídicos da PGE.
O descumprimento das regras pode gerar multas, responsabilização administrativa, cassação de registro ou diploma, inelegibilidade e outras penalidades previstas na legislação eleitoral e na Lei da Ficha Limpa.
Em caso de dúvidas, os agentes públicos devem consultar formalmente a CGE ou a PGE. Acesse AQUI a cartilha.
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