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Crime organizado alcança 41% dos brasileiros em seus bairros, diz Datafolha

Levantamento indica que 68,7 milhões de pessoas convivem com a presença de facções; medo de confrontos e controle de serviços básicos alteram rotina local

Publicado em

– CNN

Cerca de 68,7 milhões de pessoas no Brasil alegam conviver diariamente com o crime organizado no bairro onde moram, segundo pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada neste domingo (10). Os números representam 41% da população, segundo estimativas do IBGE.

A pesquisa, que indagou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios brasileiros, revelou que  51% dos entrevistados afirmam que o problema não existe em sua vizinhança, enquanto 7% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Atuação nada discreta

Embora a percepção sobre violência incida sobre parcela expressiva da população, o levantamento mostrou que há discrição na forma como esses grupos atuam.

Localizados principalmente nos centros urbanos — onde a percepção de presença do crime atinge 56% da população — cerca de 35% dos entrevistados avaliam que esses grupos influenciam muito nas decisões e regras do bairro.

Domínio sobre a vida das pessoas

Cerca de 42,2 milhões de pessoas alegam viver em contextos onde o crime é visto como a força que regula a vida local. 

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Na esfera econômica, 12,5% sentem-se obrigados a contratar serviços (internet, energia ou água) indicados pelo crime. E 9% alegam serem compelidos a comprar marcas ou produtos específicos por imposição dessas organizações.

Quando avaliadas por aspectos como liberdade de ir e vir, cerca de 75% evitam circular por determinados locais para fugir da violência.

A pesquisa ainda mostra um drama maior. As famílias, cerca de 71% delas, temem que seus familiares se envolvam com o tráfico de drogas, dando contornos ao poder destes grupos sobre as comunidades.

A pesquisa foi feita em 9 e 10 de março deste ano pelo Datafolha, e foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Ministério da Previdência afasta dezenas de peritos médicos federais por alto índice de indeferimento em processos

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O Ministério da Previdência Social suspendeu o acesso de 167 peritos médicos federais ao sistema Atestmed. A medida cautelar ocorreu após auditorias apontarem que esses profissionais apresentavam taxas de negativas muito acima da média nacional (ultrapassando 70%), com análises documentais suspeitas concluídas em menos de cinco minutos.

O pente-fino da Previdência revelou uma série de irregularidades que colocaram os indeferimentos em xeque:
  • Taxas de recusa abusivas: Enquanto a média nacional de negativas no sistema fica em torno de 46%, os médicos investigados chegaram a recusar quase a totalidade de alguns lotes. Um dos peritos chegou a negar 96,6% dos pedidos de auxílio-doença analisados em um único mês. 
  • Avaliação superficial: As investigações apontaram que os profissionais usavam justificativas padronizadas e concluíam a checagem dos documentos em menos de 5 minutos, o que sugere a falta de análise individualizada dos laudos, exames e históricos médicos. 
Essa situação abre um importante precedente. Se você teve o seu benefício negado pelo antigo auxílio-doença sem passar por uma avaliação minuciosa, a decisão pode ter sido injusta ou irregular. 
Para verificar os próximos passos, acompanhar o seu benefício ou contestar o indeferimento:
  • Acesse a plataforma ou baixe o aplicativo Meu INSS para consultar o status atual do seu requerimento.
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  • Caso sua solicitação tenha sido negada, é possível pedir uma reconsideração na plataforma ou buscar o auxílio de um profissional focado na área para uma análise mais profunda do seu caso.
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