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LEVANTAMENTO

Infraestrutura em colapso: estudo internacional coloca o asfalto brasileiro entre os piores do mundo

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Especialistas em infraestrutura viária e engenharia de transportes consolidaram dados de um estudo internacional que classificou o asfalto brasileiro como o segundo pior do mundo. A pesquisa de mercado avaliou a malha rodoviária global com base em parâmetros técnicos específicos, indicando que o pavimento do Brasil superou em termos de precariedade apenas o da Rússia na amostragem geral.

Tecnicamente, as auditorias e matrizes comparativas levaram em conta fatores críticos como a durabilidade do revestimento asfáltico frente a intempéries, os custos de manutenção mecânica gerados nos veículos e os riscos operacionais diretos para a segurança no trânsito.

​Do ponto de vista da logística de transportes e da macroeconomia, as falhas estruturais crônicas na malha de rodovias geram gargalos que impactam diretamente a eficiência de distribuição física e a integridade dos cidadãos. Os testes de rodagem e monitoramento apontam prejuízos financeiros severos devido ao desgaste precoce de componentes de suspensão e pneus nas frotas de carga. O cenário de baixa resistência mecânica do polímero asfáltico nacional exige investimentos constantes em remendos superficiais de baixa durabilidade, o que impede a estabilização de um padrão logístico de longo prazo e perpetua índices elevados de sinistros nas estradas.

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Brasil

Crime organizado alcança 41% dos brasileiros em seus bairros, diz Datafolha

Levantamento indica que 68,7 milhões de pessoas convivem com a presença de facções; medo de confrontos e controle de serviços básicos alteram rotina local

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– CNN

Cerca de 68,7 milhões de pessoas no Brasil alegam conviver diariamente com o crime organizado no bairro onde moram, segundo pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada neste domingo (10). Os números representam 41% da população, segundo estimativas do IBGE.

A pesquisa, que indagou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios brasileiros, revelou que  51% dos entrevistados afirmam que o problema não existe em sua vizinhança, enquanto 7% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Atuação nada discreta

Embora a percepção sobre violência incida sobre parcela expressiva da população, o levantamento mostrou que há discrição na forma como esses grupos atuam.

Localizados principalmente nos centros urbanos — onde a percepção de presença do crime atinge 56% da população — cerca de 35% dos entrevistados avaliam que esses grupos influenciam muito nas decisões e regras do bairro.

Domínio sobre a vida das pessoas

Cerca de 42,2 milhões de pessoas alegam viver em contextos onde o crime é visto como a força que regula a vida local. 

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Na esfera econômica, 12,5% sentem-se obrigados a contratar serviços (internet, energia ou água) indicados pelo crime. E 9% alegam serem compelidos a comprar marcas ou produtos específicos por imposição dessas organizações.

Quando avaliadas por aspectos como liberdade de ir e vir, cerca de 75% evitam circular por determinados locais para fugir da violência.

A pesquisa ainda mostra um drama maior. As famílias, cerca de 71% delas, temem que seus familiares se envolvam com o tráfico de drogas, dando contornos ao poder destes grupos sobre as comunidades.

A pesquisa foi feita em 9 e 10 de março deste ano pelo Datafolha, e foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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