NOVA NAZARÉ
Encontro Técnico de Piscicultura promove capacitação e troca de conhecimentos em Nova Nazaré
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A Prefeitura de Nova Nazaré, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a EMPAER, realizou na semana que passou o Encontro Técnico de Piscicultura, na Chácara Imperial. Com o tema “Piscicultura na prática: do tanque á mesa ”, o evento reuniu produtores, técnicos e interessados na área para um dia de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento da cadeia produtiva do peixe no município. A programação contou com palestras ministradas por Carla Simões e Alexandre Scarello, que abordaram desde a produção até a comercialização, trazendo orientações técnicas e práticas para os participantes.Além das palestras, também foi realizado um curso prático de desossa de peixe, conduzido pelo instrutor Lucio Favaretto, proporcionando aos participantes a oportunidade de aprender técnicas que agregam valor ao produto final.Durante o evento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou ainda a distribuição de mudas nativas, incentivando a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. O encontro foi marcado por grande participação e engajamento, sendo considerado um momento muito proveitoso, repleto de conhecimento e aprendizado para todos os presentes.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em apoiar o produtor rural, fomentar a piscicultura e promover ações que contribuam para o desenvolvimento econômico e sustentável de Nova Nazaré.
Cidades
Trump já gastou mais de R$ 100 bilhões em menos de 2 meses só com mísseis contra o Irã; veja modelos e valores
Valor considera apenas gastos com mísseis de ataque e defesa, sem contar o resto dos custos militares. Relatório mostra que parte do arsenal já foi consumida e reposição pode levar anos.
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Na próxima terça-feira (28), a guerra entre Estados Unidos e Irã completará dois meses. Entre cessar-fogos e bombardeios, ambos os países têm gastado muito dinheiro no conflito, sobretudo com armamentos.
Nestes 55 dias desde o início do conflito (sendo 38 até o cessar-fogo, que não foi totalmente cumprido), estima-se que Donald Trump já gastou pouco mais de US$ 20 bilhões em armamentos (cerca de R$ 100 bilhões), segundo dados estimados pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Para efeito de comparação, o valor supera o PIB de alguns países ao redor do mundo, como Guiana, Montenegro e outras nações de menor porte.
Na última terça-feira (21), o CSIS fez um levantamento do estoque bélico dos EUA, analisando sete tipos de armas consideradas essenciais e usadas na ofensiva contra os iranianos.
- Entre elas, estão os mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, além de sistemas de defesa antiaérea.
- Segundo o levantamento, os EUA podem ter usado mais da metade do estoque pré-guerra em quatro dos sete modelos analisados.
- O estudo também aponta que os níveis anteriores ao conflito já eram considerados baixos para um eventual confronto com uma potência militar equivalente, como a China.
Veja abaixo a estimativa do instituto:
Estoque de armas essenciais dos EUA
| Arma | Tipo | Custo de uma unidade | Estoque antes da guerra | Unidades usadas contra o Irã | % usado |
| Tomahawk | Míssil de cruzeiro de longo alcance | US$ 2,6 milhões | 3.100 | cerca de 850 | cerca de 27% |
| JASSM | Míssil de cruzeiro de longo alcance | US$ 2,6 milhões | 4.400 | cerca de 1.000 | cerca de 22% |
| PrSM | Míssil balístico de curto alcance | US$ 1,6 milhão | 90 | de 40 a 70 | de 44,4% a 77,8% |
| SM-3 | Míssil de defesa antimíssil | US$ 28,7 milhões | 410 | de 130 a 250 | de 31,7% a 61% |
| SM-6 | Míssil de defesa antiaérea | US$ 5,3 milhões | 1.160 | de 190 a 370 | de 16,4% a 31,9% |
| THAAD | Sistema de defesa antimíssil | US$ 15,5 milhões | 360 | de 190 a 290 | de 52,8% a 80,6% |
| Patriot | Sistema de defesa antiaérea e antimíssil | US$ 3,9 milhões | 2.330 | de 1.060 a 1.430 | de 45,5% a 61,4% |
Além dos mísseis
Fontes do The New York Times, no entanto, projetam que o gasto total dos norte-americanos com o conflito já ultrapassou US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões).
O Departamento de Defesa não divulgou oficialmente quantas munições foram utilizadas.
Apesar de já terem gasto boa parte de seu poderio bélico, segundo o CSIS, os EUA ainda têm mísseis suficientes para sustentar a guerra, mas podem ficar em posição vulnerável em caso de novos conflitos. Aliados como a Ucrânia também podem ser afetados, já que dependem do fornecimento de armamento norte-americano.
- O estudo aponta ainda que, mesmo com o esgotamento desses armamentos de ponta, o país poderia seguir operando com outros tipos de armas.
- Essas alternativas, porém, têm menor alcance, o que aumentaria o risco das operações, já que exigiriam lançamentos em posições mais próximas do alvo.
Antes mesmo do início da ofensiva, o nível dos estoques já preocupava autoridades de defesa norte-americanos. Poucos dias antes da guerra, o Washington Post revelou que o arsenal dos EUA estava em baixa por causa do apoio aos conflitos na Ucrânia e em Israel.
No início de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a escassez de armamentos de ponta, mas afirmou que o país tem estoques “praticamente ilimitados” de armas de médio e médio-alto alcance.
“Guerras podem ser travadas ‘para sempre’ e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”, disse.
O governo também fechou acordos recentes com a indústria de defesa para ampliar a produção. Ainda assim, segundo o CSIS, a reposição é lenta. Algumas armas levam meses para ficar prontas, e poucas unidades devem ser entregues no curto prazo.
“Historicamente, esse prazo era de cerca de 24 meses, mas, como os pedidos de munição passaram a superar a capacidade de produção nos últimos anos, os prazos de entrega se estenderam para 36 meses ou mais. A produção de todo o lote leva mais 12 meses. No total, são cerca de 52 meses — mais de quatro anos”, diz.
A situação do Irã
Uma reportagem da rede americana CBS News publicada na quarta-feira (22) apontou que o Irã pode ter mais capacidade militar do que os Estados Unidos admitem publicamente. As informações foram obtidas com fontes do governo americano com conhecimento no assunto.
- Oficialmente, Trump afirma que os EUA “aniquilaram” a Marinha e a Força Aérea do Irã.
- O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse no início de abril que os EUA tinham “dizimado” as Forças Armadas iranianas, deixando-as “ineficazes em combate por muitos anos”.
- Os EUA afirmaram ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, enquanto Israel diz ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos.
Autoridades ouvidas pela CBS News afirmaram, no entanto, que o Irã ainda mantém metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento intacta. Não está claro o tamanho do estoque, mas há indícios de que parte das armas esteja escondida em cavernas ou bunkers.
Na terça-feira, por exemplo, o Irã realizou um desfile militar em Teerã e exibiu mísseis balísticos nas ruas. Entre os modelos apresentados estava o Khorramshahr-4, um dos mais avançados do arsenal do país, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros.
Ainda assim, as forças iranianas têm demonstrado sinais de enfraquecimento.
- Dados obtidos pela emissora NBC News apontam que o número de lançamentos de mísseis e drones iranianos caiu drasticamente em relação aos primeiros dias da guerra.
- No fim de março, os EUA sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52, o que indica limitações na defesa aérea do país.
Ainda assim, um relatório feito pelo chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, o tenente-general da Marinha James Adams, aponta que o Irã ainda tem capacidade de causar danos e continua representando um risco. O documento foi entregue a um comitê da Câmara dos EUA.
“O Irã mantém milhares de mísseis e drones de ataque de uso único capazes de ameaçar forças dos Estados Unidos e de parceiros em toda a região, apesar das perdas sofridas tanto por desgaste quanto pelo uso em combate”, diz.
Por outro lado, Adams afirmou que as forças terrestres e aéreas iranianas têm equipamentos ultrapassados e treinamento limitado. Isso, somado aos danos causados pelos ataques dos EUA e de Israel, as torna “quase certamente incapazes de derrotar um adversário tecnologicamente superior”.
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