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JAPÃO PELO CAMINHO

Japão empata com a Suécia e será adversário do Brasil na próxima fase

Asiáticos encaram a seleção canarinho na próxima segunda (29), às 14h

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O Japão será adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo. A classificação dos Samurais Azuis (como a seleção nipônica é conhecida) foi assegurada nesta quinta-feira (25), no empate por 1 a 1 com a Suécia, em Dallas (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo F.

O confronto entre brasileiros e japoneses, que terminaram a chave em segundo lugar, com cinco pontos, será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston (Estados Unidos).

Os suecos, com quatro pontos, também avançaram aos 16 avos de final como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos. Eles aguardam o complemento da última rodada para saber quando, onde e quem terão pela frente. Neste momento, a rival seria a França, que está na liderança do Grupo I.

Jogo morno em Dallas

Os dois times vieram a campo com mudanças em relação à rodada anterior e com formações espelhadas, distribuídos com três homens na defesa, quatro no meio e três à frente. No Japão, o lateral Yukinari Sugawara, o zagueiro Ayumu Seko e o meia Daizen Maeda entraram nos lugares do zagueiro Takehiro Tomiyasu e dos meias Junya Ito e Kaishu Sano, que tinham iniciado a goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia.

A Suécia, por sua vez, trocou de goleiros, com Jacob Zetterstrom ficando na vaga de Kristoffer Nordfeld, titular nas primeiras rodadas, inclusive na pesada derrota por 5 a 1 para a Holanda. Além dele, o zagueiro Elliot Stroud e o atacante Anthony Elanga substituíram o volante Jesper Kalstrom e o meia Benjamin Nygren.

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Após jogos movimentados nas rodadas anteriores, suecos e japoneses apresentaram pouco futebol nos 45 minutos iniciais. A primeira etapa foi truncada, com 17 faltas e apenas uma finalização de real perigo. Aos 44, o meia Keito Nakamura recebeu de Maeda na área pela esquerda, girou livre e bateu cruzado, mas Zetterstrom fez a defesa.

Os Samurais Azuis despertaram na volta do intervalo, tomando controle do campo sueco e abrindo o placar aos dez minutos. O meia Ritsu Doan recebeu do atacante Ayase Ueda na intermediária e deu um ótimo passe na diagonal, que deixou Maeda na frente do gol para chutar no cantinho de Zetterstrom.

Foi a vez, então, da seleção escandinava acordar na partida. Seis minutos depois, Elanga foi acionado na direita pelo centroavante Viktor Gyökeres, quase na entrada da área. O atacante trouxe a bola para dentro e bateu cruzado para deixar tudo igual com um golaço.

O Japão sentiu o gol sofrido e quase tomou a virada no lance seguinte, em bobeada de Sugawara na entrada da área. O lateral deixou a bola escapar do controle e foi desarmado pelo atacante Alexander Isak, que chutou forte assim que tomou a posse, mas Suzuki, atento, conseguiu espalmar para escanteio.

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A intensidade do começo do segundo tempo logo arrefeceu, especialmente depois das substituições. Mais inteira fisicamente, a Suécia esboçou uma pressão nos minutos finais, mas parou em Suzuki. Aos 47, o goleiro fez grande defesa em finalização de Elanga na área. Em seguida, desviou a cabeçada de Isak para o travessão, garantindo o empate.

Holanda confirma ponta

No duelo simultâneo a Japão e Suécia, a Holanda venceu a zerada e eliminada Tunísia por 3 a 1 em Kansas City (Estados Unidos) e garantiu a liderança do Grupo F, com sete pontos. A Laranja Mecânica (apelido da seleção europeia) vai encarar Marrocos, que ficou na vice-liderança do Grupo C, o do Brasil. O jogo também será na segunda, mas às 22h, em Monterrey (México).

Logo aos dois minutos, o volante Ellyes Skhiri tentou cortar o cruzamento pela direita do lateral Denzel Dumfries e fez contra. Quatro minutos depois, o meia Tijjani Reijnders cobrou falta na área, o zagueiro Virgil Van Dijk desviou e o atacante Brian Brobbey mandou para as redes, ampliando para a Holanda.

A Tunísia esboçou reação no início do segundo tempo, aos oito minutos, com o atacante Hazem Mastouri descontando para os africanos. Os europeus, porém, retomaram o controle do jogo ao marcarem o terceiro. Aos 16, o zagueiro Jan Paul van Hecke cabeceou para o gol e contou com um desvio no meia Anis Ben Slimane para balançar as redes e fechar o placar.

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Esportes

CBF desiste de prever retorno de Neymar na primeira fase da Copa e reduz clareza sobre o estado do camisa 10

Atacante evolui lentamente e também não deve encarar o Haiti, sexta-feira.

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 / G1

Neymar completa amanhã um mês sem jogar ou treinar no campo, o que também não fez ontem, contrariando as expectativas da comissão técnica da seleção brasileira e fazendo a CBF desistir de prever o seu retorno durante a primeira fase da Copa do Mundo 2026.

Com prazo apertado para ser integrado ainda esta semana ao grupo de jogadores e se preparar para encarar o Haiti, o camisa 10 também deverá ser desfalque na segunda rodada do Grupo C. Se evoluir nos próximos dias poderia encarar a Escócia no terceiro jogo, dia 24.

Hoje, o entendimento nos bastidores é que qualquer risco que Neymar corra de agravar novamente a lesão na panturrilha direita pode ser evitado. E que a sua presença em campo só acontecerá em caso de extrema necessidade, o que só deve ocorrer no mata-mata.

Assim como na semana passada, Neymar foi submetido ontem a novos exames de imagem para avaliar a evolução de sua lesão, que é satisfatória, mas não a ponto de fazê-lo seguir adiante para a próxima etapa do processo de recuperação.

Neste momento, o atacante ainda está entregue ao departamento médico e faz trabalhos complementares de musculação, mas precisa ainda chegar no estágio da preparação física no campo, para depois estar apto a treinar com bola junto aos demais jogadores.

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Mesmo que isso aconteça nos próximos dias, o prazo de recuperação de três semanas previsto pelo médico da seleção, Rodrigo Lasmar, que vence amanhã, ainda não contemplará o melhor de Neymar contra o Haiti.

Menor transparência

Em função do aumento da tensão e da pressão pela volta do camisa 10, a CBF deixou de lado a transparência com que tratou o tema quando recebeu o jogador do Santos, e faz um acompanhamento sem divulgar a evolução do jogador, agora sob os cuidados dos profissionais da seleção. Apenas quando houver de fato um salto qualitativo no tratamento de Neymar é que haverá divulgação, para não aumentar ainda mais a expectativa por um retorno. Essa falta de clareza tem gerado críticas da ala política da CBF.

Na última sexta-feira, antes da estreia contra Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que Neymar estava próximo de retornar ao convívio da seleção brasileira e a expectativa da comissão técnica era contar com o atacante já na próxima semana. Segundo o treinador, o camisa 10 estava focado no trabalho para voltar a ficar à disposição.

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“Neymar está trabalhando, com foco. A expectativa é que recupere e seja integrado ao grupo na próxima semana. Ele tem qualidade técnica indiscutível, mas também experiência, importante para o grupo” afirmou Ancelotti.

É exatamente para evitar que Neymar vire mais uma munição para o mau início da seleção que o tema será tratado com cautela.

As críticas em relação à estreia ruim contra Marrocos fizeram a seleção brasileira se fechar ainda mais para a preparação durante a semana do jogo contra o Hait. Há uma sensação geral nos bastidores de que a transparência das últimas semanas virou munição para ataques ao jogadores do Brasil e ao técnico Carlo Ancelotti. Por isso, a blindagem que já era grande desde a chegada nos Estados Unidos vai aumentar.

A ideia é preservar até alguns jogadores das entrevistas coletivas no CT. O excesso de declarações à Fifa e à imprensa após a estreia causou mal-estar interno. O foco agora será para dentro. Para uma recuperação em campo cada vez mais em foco.

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