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INVESTIMENTOS

De estado em crise a referência nacional em investimentos: Governo de MT ampliou em 600% recursos aplicados em obras e ações

Dados da Sefaz mostram que os investimentos liquidados saltaram de R$ 773,5 milhões em 2019 para R$ 5,7 bilhões em 2025

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Os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso cresceram 637,2% entre 2019 e 2025, passando de R$ 773,5 milhões para R$ 5,7 bilhões. Os dados são da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e refletem o equilíbrio das contas públicas, modernização da gestão e aumento da capacidade de execução de políticas públicas vividos pelo Estado nos últimos anos.

Além do crescimento nominal dos investimentos, Mato Grosso também ampliou a participação desses recursos em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), indicador utilizado para medir a saúde financeira dos entes públicos. O percentual passou de 4,5% em 2019 para 15,3% em 2025.

Para o governador Otaviano Pivetta, os resultados refletem a recuperação da capacidade de investimento do Estado e demonstram os efeitos das medidas adotadas para reorganizar as contas públicas.

“Nós devolvemos o Estado de Mato Grosso para os mato-grossenses. Em 2019, quando assumimos, o Estado vivia uma realidade de incerteza e tinha pouca capacidade de investimento. Fizemos as mudanças necessárias e hoje alcançamos patamares próximos de 20% da receita aplicados em investimentos, algo que poucos estados brasileiros conseguem fazer. Isso é resultado de uma gestão responsável e permite que o Estado continue realizando obras, ampliando serviços e melhorando a vida da população”, afirma.

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A evolução ocorreu de forma gradual. Em 2020, os investimentos liquidados chegaram a R$ 1,11 bilhão. No ano seguinte, alcançaram R$ 2 bilhões. Em 2022, o volume ultrapassou R$ 5,5 bilhões e, desde então, manteve-se acima da marca de R$ 5 bilhões, com R$ 6 bilhões em 2023, R$ 5,7 bilhões em 2024 e R$ 5,7 bilhões em 2025.

Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, esse resultado é consequência das medidas adotadas a partir de 2019 para reorganizar as finanças estaduais. Entre elas estão o controle das despesas públicas, a modernização administrativa, o fortalecimento da governança fiscal e o aperfeiçoamento dos mecanismos de arrecadação e gestão dos recursos.

“O equilíbrio fiscal não é um objetivo em si mesmo. Ele é o instrumento que permite ao Estado investir mais, entregar obras, ampliar serviços e melhorar a vida das pessoas. Os números mostram que Mato Grosso construiu uma trajetória sólida de responsabilidade fiscal que hoje se traduz em uma das maiores capacidades de investimento do país”, destaca Pimenta.

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Os números mais recentes reforçam essa trajetória. Embora os investimentos liquidados tenham somado R$ 5,7 bilhões em 2025, os investimentos empenhados alcançaram R$ 6,1 bilhões, equivalente a 16,4% da Receita Corrente Líquida e acima da meta estadual de 15%. Os dados foram apresentados pela Sefaz durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre do ano passado.

Esse desempenho tem permitido ampliar obras e programas em áreas estratégicas para a população. Nos últimos anos, os recursos foram direcionados para a pavimentação e recuperação de rodovias, construção e modernização de unidades de saúde, fortalecimento da rede educacional, investimentos em segurança pública e expansão de programas sociais.

A expectativa para 2026 é manter o elevado nível de investimentos, sustentado pela solidez fiscal construída ao longo dos últimos anos. O resultado consolida Mato Grosso entre os estados com maior capacidade de investimento do país, transformando equilíbrio fiscal em obras, serviços e melhorias concretas para a população.

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STF coloca Mato Grosso e Pará frente a frente em disputa por área bilionária do Araguaia

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), comanda às 9h desta quarta-feira (10) uma audiência de conciliação para discutir a disputa territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará. O ato judicial tem o objetivo de buscar uma solução consensual e avaliar os impactos da definição dos limites territoriais para os municípios e populações envolvidas.

A controvérsia sobre a divisa, que envolve uma área de cerca de 22 mil quilômetros quadrados, ressurge após uma decisão unânime da Suprema Corte em 2020, que havia mantido a demarcação estabelecida oficialmente em 1922.

No entanto, em maio de 2023, o Estado de Mato Grosso ingressou com uma nova ação judicial para questionar esse entendimento. No processo, o governo mato-grossense reivindica o reconhecimento de parte da área, o que inclui o marco geográfico conhecido como Cachoeira das Sete Quedas (anteriormente chamado de Salto das Sete Quedas).[MEIO APROSOJA]A disputa atinge diretamente os territórios de seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.

Além do conflito político e institucional entre os dois estados, uma eventual mudança nos limites geográficos pode gerar severos impactos econômicos e sociais na região.[MEIO GINCO]Entre os principais efeitos apontados estão a perda de arrecadação em áreas produtivas, a insegurança jurídica sobre títulos de terra e propriedades rurais, e os reflexos diretos para os moradores que residem há décadas nas áreas contestadas.

Para a sessão desta quarta-feira, foram intimados a União, as bancadas federais e as assembleias legislativas de Mato Grosso e do Pará. O cronograma do despacho assinala que representantes dos poderes Executivo e Legislativo de cada estado terão 30 minutos para suas manifestações coletivas.

Também foram autorizados a acompanhar e se manifestar o Município de São Félix do Xingu (PA), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e os senadores Jayme Campos (MDB-MT), Wellington Fagundes (PL-MT), Carlos Fávaro (PSD-MT) e Zequinha Marinho (Podemos-PA). Os trabalhos serão encerrados após o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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