FORA DA LEI
Atualizada – Médico atira contra policiais, é ferido e preso após negociação em Aragarças
Durante buscas na residência, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, munições, arcos, flechas, balestras e outros objetos.
/ RDN
Um médico de 52 anos efetuou disparos de arma de fogo contra policiais militares durante uma ocorrência registrada na tarde desta terça-feira (14), no Setor Ceará, em Aragarças. Ele foi ferido de raspão durante o confronto, socorrido e segue internado.
Segundo a Polícia Civil, ele foi preso em flagrante, porém os detalhes sobre a custódia, ainda serão definidos devido à falta de efetivo da Polícia Penal.
De acordo com a Polícia Militar, a situação teve início após dois trabalhadores procurarem o 47º Batalhão solicitando apoio para retirar equipamentos de trabalho da residência do médico.
Eles relataram que prestavam serviços no local e estavam sendo acusados pelo proprietário de furto de objetos, além de afirmarem terem sofrido ameaças.
Com receio, os trabalhadores pediram acompanhamento policial até o imóvel.
Durante a tentativa de diálogo, o médico efetuou um disparo de arma de fogo em direção ao portão, colocando em risco a vida dos trabalhadores e dos policiais que estavam em frente à residência. O projétil atingiu o portão, mas não deixou feridos.
Diante da situação, as equipes iniciaram o cerco ao local e passaram a ordenar que o suspeito se rendesse. No entanto, ele desobedeceu às ordens e voltou a atacar os policiais, desta vez utilizando arco e flecha. Uma flecha chegou a atravessar o portão da residência.
Ainda conforme a polícia, o médico continuou resistindo e realizou novos disparos contra as equipes, que revidaram para cessar a agressão.
Após o confronto, ele se manteve dentro da casa, e a negociação só avançou após a chegada do advogado do suspeito. Depois de horas de tensão, o médico se rendeu e foi preso pelas equipes policiais.
Ele apresentava ferimento na região do rosto, possivelmente causado durante o confronto, sendo encaminhado inicialmente ao hospital em Aragarças e, posteriormente, transferido para uma unidade de saúde em Barra do Garças, onde permanece internado.
Durante buscas na residência, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, munições, arcos, flechas, balestras e outros objetos.
Policial
Quatro suspeitos de fazer família refém para roubar banco são presos
Crime aconteceu no fim de junho de 2025 em Cuiabá; um dos suspeitos morreu em confronto com a Polícia Militar.
/ Rd News
O grupo que invadiu uma casa, vizinha de uma unidade do banco Sicoob, localizado no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá e fez uma família refém para tentar roubar a agência, foi alvo da Operação Passagem Oculta, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) nesta quinta-feira (16). Quatro pessoas foram presas.
Segundo a Polícia Civil, nesta quinta, são cumpridas 12 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá
O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de junho. Como informado na época, o grupo invadiu uma casa do bairro Recanto dos Pássaros que fazia divisa estrutural com a agência do Sicoob. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, que foi recebida a tiros pelos suspeitos.
No tiroteio, um membro do grupo criminoso acabou baleado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte do homem ainda no local. Outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
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