REGIÃO DE MATA
Jovem desaparecido é encontrado morto em cova após amigo confessar participação
Ao todo, 3 pessoas foram presas por envolvimento no assassinato.
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Um jovem de 21 anos, que estava desaparecido desde o dia 1º de abril, foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (29), em uma região de mata no bairro Poção, em Sorriso (420 km ao Norte). Ele foi identificado como David Fernandes de Souza.
A vítima foi localizada em uma cova profunda. Segundo informações, o corpo foi encontrado após a prisão de um dos suspeitos, que era amigo do jovem, em Lucas do Rio Verde. Ele teria confessado a participação no crime e indicado o local onde o corpo estava.
Ao todo, 3 pessoas foram presas por envolvimento no assassinato. Duas delas já estavam detidas por tráfico de drogas e também devem responder pelo homicídio.
Os restos mortais foram recolhidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
O caso segue sob investigação para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.
Policial
Suspeito sacou R$ 350 mil e entrou em carro que seria de Deputado Elizeu
João Nery Chiroli também levou dinheiro ao Florais Itália, onde teria se encontrado com vereador.
/ Mídia News
A investigação da Operação Emenda Oculta revelou que o empresário João Nery Chiroli, proprietário da Chiroli Esportes, realizou três saques totalizando R$ 720 mil no intervalo de 36 dias.
Em uma das ocasiões, em 16 de dezembro passado, segundo o inquérito, logo após o saque de R$ 350 mil em uma agência do Sicoob, Chiroli entrou em um veículo que seria do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo).
“Quanto ao episódio de 16 de dezembro de 2025, o Relatório Técnico consignou o comparecimento de João Nery Chiroli à agência Sicoob Integração, portando mochila, bem como posterior ingresso em veículo atribuído, em tese, a Elizeu Francisco do Nascimento, após contato prévio com João Batista de Almeida da Silva. A narrativa foi corroborada pelo Relatório Técnico, mediante análise de imagens externas e internas e dados oriundos de reconhecimento facial”, diz trecho da decisão judicial da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Turma de Câmaras Criminais Reunidas.
Em outro episódio, no dia 21 de janeiro deste ano, ele saiu da agência após sacar R$ 120 mil, e se dirigiu ao Condomínio Florais Itália, onde teria se encontrado com o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento (Novo), irmão de Elizeu – “circunstância apontada como possível reiteração do padrão operacional anteriormente identificado”, segundo decisão judicial.
Os três foram alvos da Operação Emenda Oculta, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30).
“No tocante ao evento de 21 de janeiro de 2026, os Relatórios Técnicos consignaram novo comparecimento de João Nery Chiroli à agência bancária e posterior deslocamento ao Condomínio Florais Itália, onde teria ocorrido encontro com José Cesar Nascimento, conhecido como “Cezinha”, diz a decisão.
A investigação é conduzida pelo Grupo Operacional do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga o suposto desvios de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace). A ação é um desdobramento da Operação Gorjeta, que apurou o desvios de verbas do vereador Chico 2000 (PL) por meio do Instituto Ibrace.
R$ 2,8 milhões
O relatório também aponta que repasses públicos oriundos de emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 2,8 milhões, foram autorizados para pagamento em 5 de dezembro de 2025, poucos dias antes dos saques, o que, segundo o MPE, reforça a necessidade de apuração sobre a movimentação financeira.
“Os Relatórios de Inteligência Financeira expedidos pelo COAF/UIF e juntados aos autos noticiaram sucessivos saques em espécie de expressivo valor, atribuídos a João Nery Chiroli, na condição de responsável pela pessoa jurídica Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., nos montantes de R$ 250.000,00, em 16 de dezembro de 2025; R$ 350.000,00, em 23 de dezembro de 2025; e R$ 120.000,00, em 21 de janeiro de 2026, circunstância que, em análise perfunctória, evidencia movimentação financeira atípica e compatível com a necessidade de aprofundamento investigativo”, consta na decisão.
No período entre esses dois saques, em 23 de dezembro de 2025, o MPE apontou que Chiroli foi a uma agência bancária e saiu com uma sacola plástica escura, que colocou no carro que utilizava. Ainda conforme a investigação, a entrega de dinheiro em espécie ao empresário foi confirmada por imagens internas da agência.
“Em conjunto, tais elementos indicam monitoramentos velados, análise de imagens, acompanhamentos presenciais e movimentações financeiras atípicas que, em tese, convergem para a hipótese investigativa de circulação de numerário em espécie entre os envolvidos”, escreveu a magistrada.
A Operação
Além de João Nery Chiroli, Elizeu Nascimento (PL) e o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento, foram alvos da Emenda Oculta Samara Regina Lucas Barbosa, presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat); Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e o assessor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), João Batista de Almeida e Silva.
De acordo com as investigações, os recursos eram repassados à empresa Chiroli Esportes (Sem Limite Esporte e Evento Ltda). Após o recebimento dos valores, a empresa devolvia parte do montante aos parlamentares responsáveis pelas emendas.
Na decisão, a desembargadora ainda autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos investigados. Durante a ação, foram cumpridas ordens de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular a oito pessoas físicas e jurídicas, entre elas os parlamentares. Os nomes dos demais alvos não foram divulgados até o momento.
Nas diligências, os investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro na casa dos irmãos Nascimento, além de celulares, notebooks e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações.
O MPE pediu o afastamento da função pública de Elizeu e seu irmão, mas a desembargadora não acolheu e determinou que os irmãos Nascimento cumprissem medidas cautelares por 90 dias, como a proibição de indicação de emendas parlamentares; e de contato entre os investigados, inclusive por meios indiretos.
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