OPERAÇÃO
Operação Módulo Zero – Polícia Civil deflagra operação contra grupo voltado ao furto e receptação de módulos de caminhão
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A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (26.5), a Operação Módulo Zero, para cumprir 38 ordens judiciais contra um grupo criminoso especializado em furtos, receptações e lavagens de capitais relacionados a módulos de caminhão.
Os mandados, 20 de busca e apreensão, dois de prisão temporária e os demais de quebra de sigilo telefônico e telemático, entre outras medidas, foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Durante o cumprimento dos mandados também houve quatro prisões em flagrante por posse irregular de arma de fogo, adulteração de sinal de veículo e receptação.
Segundo o delegado Ricardo Franco, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), responsável pela investigação, no ano de 2025 foram furtadas cerca de 300 módulos de caminhão somente em Cuiabá e Várzea Grande, sendo que cada um custa R$ 30 mil.
“A Operação Módulo Zero é uma resposta direta da Polícia Civil ao crescimento dos furtos de módulos de caminhão em Cuiabá e Várzea Grande, crimes que vêm causando grandes prejuízos ao setor de transporte. Esta primeira fase foi extremamente positiva, com prisões, apreensões e arrecadação de importantes provas. Agora avançaremos para a segunda fase, com análise do material apreendido e bloqueio patrimonial dos envolvidos, visando desarticular toda a organização criminosa”, afirmou o delegado.
A operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) e contou com apoio de equipes da 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, da Delegacia de Chapada dos Guimarães, da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), da Gerência da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Policial
Saiba quem é o PM preso em operação acusado de líderar esquema de transporte de drogas entre facções criminosas
/ GD
O policial militar Phillippe Thiago Figueiredo, atualmente lotado em Cuiabá, foi identificado como alvo da Operação Tu Quoque, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (27), que investiga um esquema de roubos de cargas de drogas envolvendo as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.
De acordo com a Polícia Civil, o policial militar é acusado de ser um dos líderes do esquema criminoso.
O praça, apontado como principal alvo da operação, seria o responsável pelo roubo dos entorpecentes, saindo da Capital em direção a Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do material ilícito para outra equipe do grupo criminoso, responsável pela distribuição.
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes retirados de pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos. Um deles era responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta: se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
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