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CRITICAS

‘Lula é inimigo da agricultura’, diz advogada ao criticar nova resolução do crédito rural; vídeo

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A advogada especialista em Direito Agrário e pré-candidata ao Parlamento de Mato Grosso, Flaviane Ramalho, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a aprovação da Resolução nº 5.314/2026, do Conselho Monetário Nacional. Em pronunciamento, ela afirmou que o governo federal tem adotado medidas que prejudicam o setor produtivo e declarou que “Lula é inimigo da agricultura”.

Segundo a advogada, as novas regras restringem as possibilidades de renegociação das dívidas rurais, dificultando tanto os acordos extrajudiciais quanto o acesso dos produtores ao Judiciário para solicitar a prorrogação de financiamentos em situações excepcionais.

Para Flaviane, o problema vai além das propriedades rurais. Ela sustenta que, quando milhares de agricultores enfrentam dificuldades para manter suas atividades, toda a cadeia produtiva acaba sendo afetada.

“O agricultor sofre primeiro, mas quem paga a conta é toda a população. Se produzir fica mais caro ou inviável para parte dos produtores, os alimentos inevitavelmente chegam mais caros ao consumidor”, afirmou.

A advogada defendeu que uma agricultura fortalecida é fundamental para garantir a segurança alimentar, a geração de empregos e a soberania nacional. Na avaliação dela, medidas que reduzem a capacidade de recuperação financeira dos produtores comprometem não apenas o agronegócio, mas também o abastecimento do mercado interno.
Flaviane argumenta que a discussão não deve ser tratada como uma pauta exclusiva do setor rural. Segundo ela, os impactos econômicos alcançam toda a sociedade, uma vez que o aumento dos custos no campo tende a refletir diretamente nos preços pagos pelos consumidores.

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Ao criticar o governo federal, a especialista afirmou que as mudanças representam mais um capítulo de uma política que, em sua avaliação, penaliza quem produz alimentos no país. “Defender o produtor rural é defender a comida na mesa dos brasileiros”, concluiu.

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Agronegócio

Em 20 anos, agronegócio mais que dobrou empregos em Mato Grosso

Segundo o Imea, a geração de emprego no setor saltou de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

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 / Diário de Cuiabá

O agronegócio mato-grossense consolida, ano após ano, sua força como gerador de oportunidades, sustentado por um crescimento consistente no número de trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o total de empregos no setor mais que dobrou, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

O avanço revela não apenas a expansão da produção, mas também a capacidade do agro de absorver mão de obra e acompanhar o desenvolvimento econômico do estado.

Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais intensidade.

A partir de 2021, o setor passou a registrar um ritmo mais acelerado de geração de empregos, refletindo o aumento da produtividade, a ampliação das áreas cultivadas e o fortalecimento da cadeia produtiva.

O cenário reforça o papel estratégico do agro na criação de oportunidades, impactando desde as atividades no campo até os diversos elos que dão suporte à produção, como transporte, armazenagem e serviços.

Nesse contexto, a atuação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) é fundamental para fortalecer o produtor rural e garantir condições para o crescimento sustentável do setor.

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A entidade desenvolve ações voltadas à capacitação, assistência técnica, defesa de interesses e promoção de iniciativas que contribuem para a eficiência da produção.

O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, explica que o agronegócio exerce um papel central na geração de empregos ao impulsionar não apenas as atividades dentro das propriedades rurais, mas toda uma cadeia produtiva que envolve transporte, armazenagem, indústria e serviços.

Segundo ele, esse alcance faz com que o impacto do setor ultrapasse os limites do campo, contribuindo diretamente para a economia dos municípios e para a criação de oportunidades também nas áreas urbanas.

“O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego. Os índices de desenvolvimento são maiores nas áreas agrícolas, mostrando e comprovando que, onde há agro, há pleno emprego e desenvolvimento”, destaca o vice-presidente.

Além da geração de empregos, o agronegócio também se destaca pelo peso na economia mato-grossense, sendo responsável por mais da metade da atividade econômica do estado.

A forte participação do setor evidencia como o desempenho do agro está diretamente ligado ao desenvolvimento regional, impulsionando investimentos, movimentando diferentes segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho.

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O 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, ressalta que, ao apoiar o produtor e atuar em pautas estratégicas, a Aprosoja MT também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva, refletindo diretamente na ampliação de empregos e na geração de renda em todo o estado.

“A Aprosoja MT tem um papel importantíssimo na manutenção do produtor rural, garantindo que ele se mantenha ativo, fortalecido e unido enquanto classe. E, consequentemente, ao manter essa classe produtora em plena atividade, desenvolvendo seu trabalho e gerando riqueza, contribui-se para um agro mais forte, um estado mais fortalecido e uma economia mais pujante”, comple Giacomelli.

Diante desse cenário, o agronegócio reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento de Mato Grosso, não apenas pela força produtiva, mas pela capacidade de gerar oportunidades e sustentar milhares de famílias.

O dados, segundo a entidade, evidenciam que investir no fortalecimento do setor é também investir na criação de empregos, na dinamização da economia e no futuro do Estado, consolidando o agro como peça-chave para um crescimento sólido e contínuo.

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