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MAIOR APREENSÃO DA HISTÓRIA

Operação apreende 130 toneladas de madeira com cocaína líquida em MT

Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína.

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Uma operação conjunta entre a Receita Federal, autoridades dos Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia identificou indícios de um esquema internacional que utilizava cargas de madeira para esconder cocaína em estado líquido. Em Mato Grosso, 4 caminhões carregados com aproximadamente 130 toneladas de madeira foram retidos em Cáceres, enquanto outros 4 veículos foram interceptados em Corumbá, Mato Grosso do Sul.

Batizada de Operação Timber Shield, a ação teve início após troca de informações de inteligência entre os 3 países e contou com apoio da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Bolívia. O monitoramento na faixa de fronteira ocorreu desde sexta-feira (19) e resultou na retenção dos 8 caminhões neste domingo (21).

Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína. A suspeita é de que a droga tenha sido misturada à estrutura da madeira, método semelhante ao identificado recentemente em uma apreensão realizada no Chile.

Ao todo, cerca de 260 toneladas de madeira estão sob fiscalização. Com base em casos anteriores envolvendo o mesmo tipo de ocultação, as autoridades estimam que entre 10% e 20% da carga possa ser composta por substância ilícita. Caso a hipótese seja confirmada, o volume poderá variar entre 20 e 50 toneladas de cocaína, configurando a maior apreensão da droga já registrada no Brasil.

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A Polícia Federal assumiu a custódia do material e conduz as análises técnicas que irão determinar a quantidade exata do entorpecente e identificar os responsáveis pelo esquema criminoso.

Mato Grosso está entre os estados que mais apreendem cocaína no país. Em 2024, as forças de segurança retiraram de circulação 23,6 toneladas da droga, segundo o Mapa da Segurança Pública de 2025, ficando atrás apenas de São Paulo. Somando cocaína e maconha, o volume total apreendido no Estado chegou a 41,2 toneladas.

Entenda o caso

A Receita Federal informou que o esquema utilizava madeira para camuflar cocaína líquida, alterando a aparência da substância para dificultar a identificação em fiscalizações. Conforme informações repassadas pelos Estados Unidos, as apreensões feitas no Chile no início do mês e a operação realizada na fronteira entre Brasil e Bolívia têm relação entre si e apontam para uma mesma origem de produção em território boliviano.

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Policial

Facção mata jovem por engano e enterra corpo; 3 estão presos

Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial (Politec) atuaram na ocorrência, retiraram o cadáver do local.

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Corpo de Silvestre Gomes da Silva Conceição Júnior, 18, foi encontrado enterrado em uma mata de Jaciara (144 km ao sul de Cuiabá), no sábado (20), após 5 dias desaparecido. Ele foi confundido como membro de facção rival da que ‘domina’ a região. Investigação da Polícia Civil identificou que 6 pessoas participaram do crime, sendo que 3 já estão presas na Operação Alvo Errado.

Conforme as informações, a polícia começou a investigar o desaparecimento do rapaz no dia 15 de junho e conseguiu descobrir no sábado, com a ajuda de familiares, que Silvestre foi assassinado por faccionados e teve o corpo ocultado em uma área da zona rural da cidade.

Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial (Politec) atuaram na ocorrência, retiraram o cadáver do local e encaminharam para os exames que vão auxiliar na investigação. Cena do crime foi isolada.

Investigação

Durante a apuração dos fatos, a polícia realizou análise de imagens de monitoramento, oitiva e várias diligências que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e identificar os autores.

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Foi constatado pelos policiais que a vítima foi confundida pelos faccionados como membro de uma facção rival. Ele foi sequestrado e submetido a uma sessão de tortura. Em seguida, foi assassinado.

Até o momento, 6 pessoas foram identificadas como autoras do crime. Três delas, com idades de 34, 21 e 18 anos, já estão presas em flagrante por ocultação de cadáver. Uma adolescente de 15 anos foi apreendida. Agora, a polícia procura os outros suspeitos.

As investigações apontam indícios da prática dos crimes de homicídio, sequestro, tortura e ocultação de cadáver. Os elementos colhidos indicam que os envolvidos atuaram em diferentes etapas da ação criminosa, desde a abordagem e privação da liberdade da vítima até a execução e posterior ocultação do corpo.

“A Operação Alvo Errado evidencia a eficiência do trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil, que, por meio de técnicas de inteligência, análise de provas, cruzamento de informações e diligências especializadas, conseguiu esclarecer o crime em poucos dias, identificar os envolvidos e apresentar uma resposta rápida e efetiva à sociedade, reafirmando seu compromisso com a defesa da vida, o combate às organizações criminosas e a promoção da justiça”, informou a polícia.

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