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BOM SENSO

Casal devolve mais de R$ 10 mil encontrados em caixa de sapato jogada no lixo em MT

Segundo o empresário, a dona do montante estava de mudança e só percebeu dias depois que havia descartado a caixa errada.

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O empresário Daniel Marques dos Santos Bezerra, de 37 anos, e a esposa dele devolveram, nessa segunda-feira (25), R$ 10.050 em dinheiro à dona, após encontrar o montante escondido dentro de uma caixa de sapato jogada em uma caçamba de lixo perto do próprio trabalho, em Nova Mutum, a 242 km de Cuiabá.
Um vídeo gravado pela esposa de Daniel, dentro do carro a caminho da devolução, mostra ela segurando várias notas de R$ 200 e R$ 50.
Daniel relatou que, no último sábado (23), esteve na construtora e pediu à locadora que esvaziasse a caçamba posicionada em frente à empresa. Em seguida, decidiu mexer em uma caixa de sapato e, para sua surpresa, encontrou diversas notas de dinheiro.

“Fiquei assustado ao ver aquele dinheiro. Apesar de estar acostumado a lidar com valores no trabalho, encontrar várias notas jogadas no lixo não é algo normal”, afirmou.

Segundo o empresário, ao perceber que as notas eram verdadeiras, ligou imediatamente para a esposa e levou o dinheiro para casa, sem comentar com mais ninguém. Em seguida, ele e a mulher decidiram guardar o valor, na esperança de que o verdadeiro dono aparecesse.
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De acordo com Daniel, na segunda-feira, uma mulher entrou em contato por meio dos funcionários pedindo o contato da empresa responsável pela caçamba. O empresário desconfiou que pudesse ser a dona do dinheiro e, após conversar com ela e confirmar a situação, decidiu entregar o valor pessoalmente.
“Ela falou para mim que estava de mudança e havia jogado alguns documentos dentro de umas caixas. Perguntei se era só documento ou havia dinheiro, e ela confirmou que tinha as notas”, explicou.
O empresário, acompanhado da esposa, disse que não hesitou em fazer a devolução. Segundo ele, a dona estava abalada e demonstrou profunda gratidão pelo gesto.
“Ficamos muito felizes em devolver o dinheiro. Foi um sentimento de alívio, porque me coloquei no lugar dela e pensei em como eu me sentiria naquela situação. Sabia que aquele dinheiro não era meu, por mais que era achado”, destacou.
Daniel contou que, mesmo tendo recusado inicialmente, após muita insistência da dona do dinheiro, ela acabou enviando R$ 500 via Pix a ele como forma de agradecimento pela devolução.

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*Sob supervisão de Kessillen Lopes

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Cidades

PGR diz que Silval tenta ‘postergar’ pagamento de delação, dá 30 dias para que ex-governador quite R$ 32 milhões e levanta possibilidade de rescisão de acordo

Segunda a PGR, o valor atualizado é de R$ 32.667.991,18.

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 / Olhar Direto

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contrariamente ao pedido do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, para realizar um novo parcelamento do saldo remanescente de seu acordo de colaboração premiada. Em parecer assinado em 26 de maio de 2026, o órgão ministerial defende que o colaborador cumpra o prazo de 30 dias úteis, determinado anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para quitar a dívida que, em valores atualizados, atinge a cifra de R$ 32 milhões.

O acordo de colaboração de Silval Barbosa, firmado em 2017, previa o pagamento total de R$ 70 milhões. Deste montante, R$ 46 milhões foram quitados mediante a entrega de bens móveis e imóveis. O saldo restante, de aproximadamente R$ 23,4 milhões, deveria ter sido depositado em conta judicial em cinco parcelas anuais, com vencimentos entre 2018 e 2022.

A defesa do ex-governador argumentou que houve uma “expectativa legítima” de que o restante da dívida também pudesse ser quitado com a entrega de novos imóveis, uma vez que o Ministério Público Federal (MPF) chegou a realizar perícias técnicas nessas propriedades. Contudo, a PGR esclareceu que tais tratativas nunca se formalizaram em uma alteração do contrato original e que o órgão sempre exigiu o “cumprimento integral do pacto, nos exatos termos em que homologado”.

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No parecer recente, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, foi enfático ao rejeitar a tentativa de Barbosa de renegociar o pagamento em mais cinco anos. Para o Ministério Público, a solicitação não passa de uma estratégia para adiar o cumprimento de deveres antigos. “O novo pedido de reparcelamento constitui tentativa de postergar, mais uma vez, o adimplemento de obrigações que já deveriam estar quitadas há anos”.

O documento reforça que o atraso no pagamento das parcelas em dinheiro (pecúnia) já se estende por quase uma década, e que a decisão judicial que estabeleceu o prazo de 30 dias para a quitação total não deve ser flexibilizada.

Segunda a PGR, o valor atualizado é de R$ 32.667.991,18.

Próximos Passos

A manifestação da PGR ocorre após a defesa de Silval Barbosa alegar que a exigência de pagamento único de R$ 23 milhões (valor sem a atualização citada pela PGR) seria “inviável na prática” por falta de liquidez imediata, solicitando que fosse mantido o cronograma de cinco parcelas previsto no acordo original.

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Com o parecer contrário do Ministério Público, o caso retorna à análise do ministro relator no STF, Dias Toffoli. Caso o magistrado siga o entendimento da PGR, o ex-governador terá que efetuar o depósito integral do valor atualizado sob pena de esvaziamento da autoridade da decisão judicial e possíveis sanções previstas no acordo de colaboração. Além da cobrança financeira, a PGR solicitou informações atualizadas à 2ª Vara Criminal de Cuiabá sobre a situação dos bens já entregues pelo colaborador.

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