DEFESA DAS MULHERES
Governo de MT irá implantar Sala Lilás em Água Boa para atendimento às vítimas de violência contra mulher
Salas são destinadas ao acolhimento e atendimento multidisciplinar de mulheres e meninas em situação de violência de gênero.
/ Secom – MT
Mais duas novas Salas Lilás, espaços destinados ao atendimento humanizado de mulheres vítimas de violência e pessoas vulneráveis, serão inauguradas nos novos prédios das Gerências Regionais da Politec em Nova Mutum e Água Boa.
Nestas salas, os exames periciais de lesões corporais e a constatação de violência sexual são realizados de forma priorizada e acolhedora, 24 horas por dia. O objetivo é oferecer atendimento multidisciplinar a mulheres e meninas em situação de violência de gênero, seguindo as diretrizes de proteção, privacidade e respeito à intimidade previstas na Portaria Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O anúncio foi feito pelo Governo do Estado durante o lançamento do Programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, que integra uma série de medidas para ampliar as estratégias de prevenção, o acolhimento das vítimas e a responsabilização dos autores dos crimes.
O projeto Sala Lilás foi implantado em 2023, no Plantão Metropolitano da Politec de Cuiabá, proporcionando um ambiente seguro e adequado para a produção de provas qualificadas em crimes cometidos contra a mulher, contribuindo efetivamente para as investigações. No ano de 2024, o espaço foi inaugurado na Gerência Regional da Politec de Pontes e Lacerda.
Os atendimentos na Sala Lilás são realizados por médicas e médicos legistas capacitados que buscam, através do exame pericial, evidenciar vestígios de crimes contra a mulher e/ou vulneráveis, notadamente o crime sexual. O ambiente possui mobiliário e equipamentos qualificados para a preservação da cadeia de custódia de vestígios. Conta com brinquedoteca, banheiro exclusivo, kits de roupas e sala de acolhimento humanizado.
O diretor Metropolitano de Medicina Legal, Carlos Henrique Salles, explica que, para além de um espaço físico, a Sala Lilás viabilizou a transformação dos atendimentos, garantindo a assistência pericial à vítima com mais dignidade.
“Neste ambiente, conseguimos, de fato, ter mais qualidade na extração de provas que sejam suficientes para a punição e condenação dos agressores. É um local que traz conforto para um momento de tanta tragédia. Proporciona a separação da vítima do abusador, que por vezes pode estar realizando exames no mesmo prédio. E essa expansão para o interior mostra o comprometimento do Estado frente a isso. Não só o enfrentamento, é como dar realmente à vítima aquilo que ela merece, que é a dignidade”, ressaltou.
A gerente do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual e de Gênero (NAVVs), Verônica Brandão, explica que os atendimentos são realizados a partir de um fluxo construído a fim de garantir que a vítima tenha acesso aos serviços necessários nos casos dos diferentes tipos de violência sofrida.
“Nas Salas Lilás, as vítimas encontram um ambiente acolhedor para que se sintam à vontade para falar sobre a violência sofrida. O ambiente permite que ela saia da recepção comum e esteja em um local mais reservado e fora dos olhares, muitas vezes julgadores ou curiosos. Há casos em que estão muito machucadas e/ou com suas vestes rasgadas, exigindo, portanto, um atendimento diferenciado”.
As vítimas são encaminhadas às unidades de Medicina Legal por meio de requisição para realização de exame de corpo de delito após o registro da ocorrência. E, na sequência, se necessário, são encaminhadas para assistência à saúde buscando reduzir os danos físicos e psíquicos sofridos. O encaminhamento da denúncia também pode ocorrer através dos serviços de saúde às delegacias de polícia, quando constatada a suspeita de um crime.
Agropecuária
Qual será o impacto da China na arroba do boi em maio? Analistas respondem
Brasil deve manter liderança na produção global de carne em 2026 e abastecer países que direcionem a proteína ao mercado asiático.
O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos passaram a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate. Além disso, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.
Em termos de normas regulatórias, Iglesias ressalta que a China está cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no gigante asiático.
O que esperar de maio?
O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, por outro lado, não acredita que a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas de carne vai acabar em maio, apenas em junho.
Segundo ele, outro fator que pode impactar os preços da arroba é a conjuntura da febre aftosa na China. “Por ora, não traz impactos ao mercado, mas se não tiver controle efetivo e sair do eixo, pode levar a uma revisão da pauta exportadora”, diz.
Fabbri lembra que o mês de maio, tradicionalmente, costuma concentrar preços mais baixos para a arroba, independente da questão exportadora.
“O mercado costuma receber o que chamamos de descarte de safra de capim, com clima pesando mais e os pecuaristas tendo que retirar boiada do pasto, então, o movimento de queda, se ocorrer, pode ser considerado relativamente natural para a época”, pontua.
Mesmo com a saída da China como cliente a partir de maio ou junho, com o esgotamento da cota, Fabbri não enxerga derretimento de preços. “Vemos pouco espaço para um boi a R$ 300,00 a arroba em São Paulo, por exemplo.”
Balanço global de carne
O especialista da Scot ressalta que o balanço global de carne bovina está pouco confortável aos compradores em 2026. “Quanto à produção brasileira, mesmo diante da redução de abates projetada, o USDA mantém a posição de maior produtor de carne para o Brasil”, conta.
Desta forma, Fabbri pondera que se a China deixar de comprar, outros destinos tendem a buscar mais a carne brasileira. “Até mesmo os potenciais fornecedores da China durante a ausência brasileira devem exportar mais e, para preencher suas demandas internas, podem comprar mais a nossa carne, caso de Argentina e Uruguai, por exemplo”.
Preços médios do boi gordo
Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de abril:
- São Paulo (Capital): R$ 370, inalterado frente ao final da semana passada;
- Goiás (Goiânia): R$ 360, avanço de 1,41% frente aos R$ 355 registrados no final da semana passada;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 355, aumento de 1,43% ante os R$ 350 registrados no fechamento da última semana;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, aumento de 1,39% frente aos R$ 360 praticados no fechamento da semana passada;
- Rondônia (Vilhena): R$ 335, acréscimo de 1,52% perante os R$ 330 registrados no encerramento da última semana
No mercado atacadista, o mercado se deparou com preços levemente mais altos, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.
“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionada a menor competitividade da carne bovina se comparada às proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, pontua Iglesias.
- Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, aumento de 2,22% frente aos R$ 22,50 por quilo praticados no final da semana passada;
- Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 28 por quilo, avanço de 1,82% ante aos R$ 27,50 encerrados no final da semana passada.
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 591,244 milhões em abril até o momento (7 dias úteis), com média diária de US$ 84,463 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,264 mil toneladas, com média diária de 13,895 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.078,70.
Em relação a abril de 2025, houve alta de 39% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,8% no preço médio.
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