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Família é alvo de operação da Polícia Civil por extorsão digital no Araguaia

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária, além de buscas e apreensões.

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF-BG) cumpriu dez ordens judiciais no âmbito da Operação “Pressão Velada”, que investiga um esquema de extorsão praticado por meio digital em Barra do Garças.

As medidas foram executadas entre a semana passada e esta terça-feira (28) e incluíram mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão.

As investigações tiveram início em março, após uma vítima procurar a polícia e relatar que havia sido enganada por criminosos. Utilizando um perfil falso em um aplicativo de mensagens, os suspeitos passaram a exigir dinheiro sob ameaça de divulgar imagens íntimas.

Diante da pressão, a vítima realizou transferências via PIX para diferentes contas bancárias. Após novas exigências, decidiu acionar a Polícia Civil de Mato Grosso, que deu início às diligências.

Durante a apuração, os investigadores identificaram as contas utilizadas para o recebimento dos valores, que estariam vinculadas a duas mulheres. O aprofundamento das investigações apontou que os envolvidos possuem vínculo familiar, sendo mãe, filho e companheira.

Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial representou por medidas cautelares, que foram autorizadas pela Justiça.

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Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária, além de buscas e apreensões. Uma das prisões temporárias foi posteriormente convertida em preventiva.

A operação foi concluída com a localização e prisão do terceiro investigado, encerrando a primeira fase dos trabalhos. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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Suspeito sacou R$ 350 mil e entrou em carro que seria de Deputado Elizeu

João Nery Chiroli também levou dinheiro ao Florais Itália, onde teria se encontrado com vereador.

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 / Mídia News

A investigação da Operação Emenda Oculta revelou que o empresário João Nery Chiroli, proprietário da Chiroli Esportes, realizou três saques totalizando R$ 720 mil no intervalo de 36 dias.

Em uma das ocasiões, em 16 de dezembro passado, segundo o inquérito, logo após o saque de R$ 350 mil em uma agência do Sicoob, Chiroli entrou em um veículo que seria do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo).

“Quanto ao episódio de 16 de dezembro de 2025, o Relatório Técnico  consignou o comparecimento de João Nery Chiroli à agência Sicoob Integração, portando mochila, bem como posterior ingresso em veículo atribuído, em tese, a Elizeu Francisco do Nascimento, após contato prévio com João Batista de Almeida da Silva. A narrativa foi corroborada pelo Relatório Técnico, mediante análise de imagens externas e internas e dados oriundos de reconhecimento facial”, diz trecho da decisão judicial da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Turma de Câmaras Criminais Reunidas.

Em outro episódio, no dia 21 de janeiro deste ano, ele saiu da agência após sacar R$ 120 mil, e se dirigiu ao Condomínio Florais Itália, onde teria se encontrado com o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento (Novo), irmão de Elizeu – “circunstância apontada como possível reiteração do padrão operacional anteriormente identificado”, segundo decisão judicial.

Os três foram alvos da Operação Emenda Oculta, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30).

“No tocante ao evento de 21 de janeiro de 2026, os Relatórios Técnicos consignaram novo comparecimento de João Nery Chiroli à agência bancária e posterior deslocamento ao Condomínio Florais Itália, onde teria ocorrido encontro com José Cesar Nascimento, conhecido como “Cezinha”, diz a decisão.

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A investigação é conduzida pelo Grupo Operacional do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga o suposto desvios de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace). A ação é um desdobramento da Operação Gorjeta, que apurou o desvios de verbas do vereador Chico 2000 (PL) por meio do Instituto Ibrace.

R$ 2,8 milhões 

O relatório também aponta que repasses públicos oriundos de emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 2,8 milhões, foram  autorizados para pagamento em 5 de dezembro de 2025, poucos dias antes dos saques, o que, segundo o MPE, reforça a necessidade de apuração sobre a movimentação financeira.

“Os Relatórios de Inteligência Financeira expedidos pelo COAF/UIF e juntados aos autos noticiaram sucessivos saques em espécie de expressivo valor, atribuídos a João Nery Chiroli, na condição de responsável pela pessoa jurídica Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., nos montantes de R$ 250.000,00, em 16 de dezembro de 2025; R$ 350.000,00, em 23 de dezembro de 2025; e R$ 120.000,00, em 21 de janeiro de 2026, circunstância que, em análise perfunctória, evidencia movimentação financeira atípica e compatível com a necessidade de aprofundamento investigativo”, consta na decisão.

No período entre esses dois saques, em 23 de dezembro de 2025, o MPE apontou que Chiroli foi a uma agência bancária e saiu com uma sacola plástica escura, que colocou no carro que utilizava. Ainda conforme a investigação, a entrega de dinheiro em espécie ao empresário foi confirmada por imagens internas da agência.

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“Em conjunto, tais elementos indicam monitoramentos velados, análise de imagens, acompanhamentos presenciais e movimentações financeiras atípicas que, em tese, convergem para a hipótese investigativa de circulação de numerário em espécie entre os envolvidos”, escreveu a magistrada.

A Operação 

Além de João Nery Chiroli, Elizeu Nascimento (PL) e o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento, foram alvos da Emenda Oculta Samara Regina Lucas Barbosa, presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat); Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e o assessor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), João Batista de Almeida e Silva.

De acordo com as investigações, os recursos eram repassados à empresa Chiroli Esportes (Sem Limite Esporte e Evento Ltda). Após o recebimento dos valores, a empresa devolvia parte do montante aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

Na decisão, a desembargadora ainda autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos investigados. Durante a ação, foram cumpridas ordens de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular a oito pessoas físicas e jurídicas, entre elas os parlamentares. Os nomes dos demais alvos não foram divulgados até o momento.

Nas diligências, os investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro na casa dos irmãos Nascimento, além de celulares, notebooks e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações.

O MPE pediu o afastamento da função pública de Elizeu e seu irmão, mas a desembargadora não acolheu e determinou que os irmãos Nascimento cumprissem medidas cautelares por 90 dias, como a proibição de indicação de emendas parlamentares; e de contato entre os investigados, inclusive por meios indiretos.

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