TOLERÂNCIA ZERO
Gaeco faz operação contra organização criminosa que movimentou R$ 2,8 milhões em Barra do Garças e quatro cidades de MT e GO
Ao todo, foram expedidas 40 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.
/ RDN
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação “Tudo 2 – 3ª Fase”, com o cumprimento de 40 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 2,8 milhões oriundos de atividades ilícitas em Mato Grosso e Goiás.
Segundo o Gaeco, são cumpridos 19 mandados de prisão e 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além do município de Aragarças, em Goiás.
As investigações apontam que o grupo criminoso estaria envolvido com tráfico de drogas, cobrança de taxas de integrantes da facção, exploração de jogos de azar, apostas on-line e golpes virtuais, usados para financiar as atividades criminosas.
Segundo o Gaeco, os investigados movimentaram aproximadamente R$ 2,8 milhões em contas bancárias em cerca de um ano, mesmo sem possuir renda formal. Parte dos suspeitos, conforme a investigação, recebia benefícios sociais.
A operação é um desdobramento da segunda fase da Operação Tudo 2, deflagrada em abril de 2025, que identificou lideranças e integrantes responsáveis pelo gerenciamento financeiro da facção e pela lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça da Comarca de Barra do Garças com base nos elementos reunidos durante a investigação.
A ação conta com apoio da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal de Mato Grosso e Polícia Militar de Goiás, por meio do 47º BPM de Aragarças.
O nome da operação faz referência à simbologia utilizada pela facção criminosa investigada e marca a continuidade das apurações sobre a atuação estruturada do grupo, que possuía divisão de tarefas e arrecadação sistemática de valores ilícitos.


Policial
Operação contra o tráfico de fauna resulta na apreensão de 25 aves silvestres em Nova Xavantina
Foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió com sinais de maus-tratos e indícios de sofrimento.
/ PJC-MT
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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