QUERÊNCIA
Prefeitura de Querência é notificada a apurar assédio sexual de servidor
Notificação determina apuração na Secretaria de Saneamento e Serviços Urbanos e dá 80 dias para o município comprovar as providências, sob risco de ação judicial
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A recomendação tem origem em inquérito civil que reúne peças de informação sobre o caso. Pelo documento, o município deve não apenas investigar a denúncia específica, mas também manter canal para receber relatos, com garantia de anonimato e sigilo a quem denuncia, e adotar procedimentos para ouvir as vítimas e, quando cabível, aplicar sanções aos responsáveis. A Procuradoria pede ainda que a prefeitura promova, em até 60 dias, treinamento sobre assédio sexual nas relações de trabalho voltado aos servidores da pasta, incluindo os do Departamento de Água e Esgoto e os que ocupam cargos de gestão, e divulgue internamente material de orientação e os canais de denúncia.
No texto, o Ministério Público define assédio sexual como qualquer comportamento indesejado de caráter sexual, em forma verbal, não verbal ou física, capaz de constranger a pessoa ou criar ambiente hostil, e registra que a conduta da vítima, a forma de se vestir ou de se expressar são irrelevantes para a caracterização do assédio. A Procuradoria observa que o município pode ser responsabilizado civilmente pelos danos sofridos pelas vítimas, em razão da responsabilidade objetiva do poder público prevista na Constituição, e que a omissão diante da recomendação pode servir como marco da responsabilidade civil e criminal dos envolvidos.
A prefeitura tem prazo de 80 dias para comprovar o cumprimento das medidas, com a juntada de documentos que demonstrem a abertura e o resultado do processo disciplinar, os treinamentos e as divulgações realizadas, além do acompanhamento da conduta de gestores e demais servidores. O Ministério Público advertiu que o descumprimento da recomendação ou a falta de resposta levará à adoção de medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis, incluindo eventual ação civil pública.
Policial
Mulher é assassinada com tiro na cabeça; suspeito, marido foge levando as filhas do casal
Logo após matar a companheira, marido teria telefonado aos pais para avisar sobre o crime.
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Um homem de 28 anos, que não teve a identidade divulgada, é suspeito de matar a esposa, Valquiria Araújo Lopes da Silva, de 29 anos, com um tiro na cabeça, no bairro Vila Operária, em Aripuanã (MT). Após o crime, o homem fugiu com as duas filhas do casal, que não foram encontradas.
De acordo com a Polícia Civil, logo após matar a companheira, o homem teria ligado aos pais para avisar. A filha mais velha, que mora com os avós paternos, ouviu a conversa e contou para a segunda avó e mãe da mulher, que acionou a polícia.
Quando a Polícia Militar chegou na residência do casal, encontrou a mulher sem sinais vitais. O óbito foi confirmado pela equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O homem fugiu em um Fiat Strada vermelho e levou as duas filhas do casal que estavam na casa e presenciaram o crime. A Polícia Civil não informou qual a idade das vítimas.
O caso está sob investigação, enquanto o homem é procurado pelas autoridades.
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