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SEM PALANQUE MISTO

Flávio descarta apoio a Pivetta e oficializa Fagundes para governo; ‘Vamos pedir votos’

O nosso pré-candidato ao governo aqui em Mato Grosso é o Wellington Fagundes.

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O senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL), deixou claro que o Partido Liberal não pretende dividir palanque em Mato Grosso e confirmou que o nome da sigla para disputar o governo do Estado segue sendo o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração foi feita nesta quarta-feira (22), durante visita à Norte Show, em Sinop (500 km de Cuiabá).

Em entrevista à imprensa pouco antes de entrar na feira, Flávio, que é pré-candidato a presidência da República, afirmou que há algum tempo a rota inteira do partido já foi traçada em Brasília e enterrou, por ora, a possibilidade de apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que vem ascenando ao grupo desde o ano passado.

Flávio também reforçou que o deputado federal José Medeiros (PL) é o único pré-candidato do partido ao Senado e afirmou que o grupo bolsonarista irá pedir votos abertamente para os dois durante a campanha.

“O nosso pré-candidato ao governo aqui em Mato Grosso é o Wellington Fagundes. O nosso pré-candidato ao Senado é José Medeiros. […] Os nossos oficiais são eles. É óbvio que nós vamos pedir votos para eles”, afirmou.

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Apesar de descartar um dos pré-candidatos, Flávio afirma que seguirá buscando alianças, como a do próprio Republicanos no estado, mas com o único objetivo: derrotar o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro.

“Na candidatura à presidência da República, a gente não tem que escolher apenas alguns candidatos. Os nossos oficiais são eles, é óbvio que nós vamos pedir votos para eles. Mas, todos os apoios são bem-vindos e todas as demais lideranças aqui, em especial aquelas que estão unidas para resgatar o Brasil das mãos sujas do PT”.

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Política

Dr. Eugênio cobra revisão de demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

Presidente dares no estadoa Comissão Parlamentar de Saúde, o deputado convocou a SES para discutir mudanças na gestão dos atendimentos pré-hospital

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

 

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