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Política

Justiça Eleitoral proíbe candidata de MT de usar sobrenome de ex-presidente na urna

O Ministério Público Eleitoral, por sua vez, pediu que o registro não fosse aceito em razão da insistência em usar nome fora dos parâmetros.

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), proibiu a candidata da deputada estadual Flaviane Ramalho de Oliveira (Novo) de usar o nome “Flaviane do Bolsonaro” na campanha eleitoral. O argumento central do magistrado é que o uso do sobrenome do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) pela advogada poderia causar confusão no eleitor. A decisão é da última sexta-feira (21).

Após a apresentação do pedido de registro da candidatura, a Justiça Eleitoral pediu que a candidata fizesse a correção do chamado “nome de urna”. Flaviane, contudo, questionou a decisão sob a alegação de que “a expressão representaria sua identidade político-ideológica e faria referência a projeto coletivo”. Como prova, ela juntou ao processo matérias jornalísticas e registros em redes sociais.

O Ministério Público Eleitoral, por sua vez, pediu que o registro não fosse aceito em razão da insistência em usar nome fora dos parâmetros.

Na decisão, o magistrado apontou que a candidata está com situação em dia com a Justiça Eleitoral, que não possui condenação criminal, estando devidamente filiada a um partido político como é exigido pela legislação.

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Citando a legislação usada pela candidata em sua defesa, o art. 25 da Resolução TSE nº 23.609/2019, Jean Garcia recordou que o nome de urna deve identificar a pessoa candidata e não constituir elemento que possa gerar dúvida sobre ela. “No caso concreto, “Bolsonaro” não integra o nome civil da requerente e não há notícia de vínculo familiar que justifique a utilização do patronímico”, diz o magistrado na decisão.

Além disso, afirma ele, “não se verifica prova suficientemente robusta” de que o nome “Flaviane do Bolsonaro” fosse usada pela candidata de forma pública e notória ao longo da sua trajetória. Foram citadas publicações nas redes sociais, em que ela não usa o “apelido”, assim como o nome que ela usou quando candidata a deputada estadual em 2022 e vereadora em 2024, quando o nome inscrito na urna foi “Dra. Flaviane Ramalho”.

Nesse sentido, o magistrado confirmou a validade da candidatura, mas proibiu o uso do nome de Bolsonaro pela advogada, devendo ser usado o nome de urna “Dra. Flaviane Ramalho”, como nas duas outras vezes em que foi candidata.

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Por meio da assessoria, a candidata informou que não vai recorrer da decisão por entender que a discussão sobre o nome registrado na urna representaria um gasto de “tempo, energia e recursos”. Ela também deu a entender que acredita que a decisão tenha tido caráter político, já que, conforme ela, outros candidatos podem usar nomes ligados à locais de trabalho e área de atuação sem que exista questionamento.

“Eu poderia recorrer e continuar essa discussão. Mas não vou perder a campanha discutindo meu nome. Todo mundo sabe que sou bolsonarista. Nunca escondi isso e nunca disse que era parente do Bolsonaro. Meu nome na urna muda. Meus princípios não mudam”, afirmou.

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Política

Pivetta terá maior tempo de TV e rádio, Wellington o menor

Os tempos constam do relatório de distribuição elaborado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo de Mato Grosso.

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A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e terá, em Mato Grosso, 3 candidatos ao Governo do Estado com tempo reservado nos blocos em rede. O horário eleitoral do primeiro turno segue até 1º de outubro, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

O maior tempo ficou com o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos). A coligação Mato Grosso Não Pode Parar terá 3 minutos e 14 segundos por bloco.

Na sequência aparece Natasha Slhessarenko (PSD), da coligação Mato Grosso Para Todos, com 3 minutos e 1 segundo.

Já o senador Wellington Fagundes (PL), da coligação Coração da Gente, terá 2 minutos e 43 segundos.

Os tempos constam do relatório de distribuição elaborado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo de Mato Grosso. O documento também estabelece a ordem de veiculação: Natasha será a primeira, Pivetta o segundo e Wellington o terceiro.

Veja o tempo de cada candidato

Otaviano Pivetta (Republicanos): 3min14s
Natasha Slhessarenko (PSD): 3min01s
Wellington Fagundes (PL): 2min43s

A diferença entre Pivetta e Natasha é de 13 segundos, enquanto o governador terá 31 segundos a mais que Wellington. Natasha, por sua vez, terá 18 segundos a mais que o candidato do PL.

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A distribuição considera a representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, conforme os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

No rádio, os programas em rede serão exibidos em dois horários diários, enquanto na televisão haverá duas faixas de veiculação. Em Mato Grosso, os horários seguem o fuso local.

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