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Mato Grosso é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

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Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

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Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

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Mato Grosso

BR-158 Abandonada: Mauro detona corte de verbas: ‘Vamos apertar o pescoço do Governo Federal’

Ex-governador e candidato ao Senado critica retirada de R$ 100 milhões previstos para a rodovia e cobra compromisso assumido com Mato Grosso

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O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União) subiu o tom contra o Governo Federal após o corte de R$ 100 milhões da dotação destinada às obras da BR-158, no Araguaia. Ele classificou a decisão como um “desrespeito” a Mato Grosso e afirmou que, se eleito, vai pressionar Brasília para garantir a conclusão da rodovia.

“Pode ter certeza, se eu for senador da República, nós vamos apertar o pescoço do Governo Federal para que honre esse compromisso e faça essa obra tão importante para o Araguaia”, afirmou Mauro.

A retirada dos recursos consta na Portaria nº 397 do Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta semana. O ato cancelou R$ 100 milhões que estavam previstos para a construção da BR-158 entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A medida atingiu o empreendimento que inclui os 195 km de contorno de Terra Indígena Marãiwatsédé. Além disso, foram cortados cerca de R$ 9 milhões para as obras na BR-242 e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).

Mauro lembrou que a BR-158 estava entre as obras apresentadas por Mato Grosso ao presidente Lula  (PT) no início do atual mandato presidencial, quando governadores foram chamados a Brasília para indicar projetos considerados prioritários em seus estados.

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“Uma vergonha, só posso dizer isso. Fazer 12 quilômetros em quase quatro anos e a verba que estava prevista este ano ser cortada. Isso é um desrespeito a Mato Grosso, é um desrespeito ao Araguaia e a milhares de mato-grossenses que trabalham, produzem e vivem ali”, declarou.

A pavimentação da BR-158 busca eliminar um dos principais gargalos no Estado, já que motoristas ainda enfrentam trecho não pavimentado em uma rota utilizada para o transporte da produção agropecuária do Araguaia.

“Ali tem acidentes, tem mortes, tem sofrimento e o Governo Federal não faz essa obra. Eu já disse uma vez: passa para o Governo de Mato Grosso. Não faz e fica submetendo a nossa população do Araguaia a esse sofrimento”, criticou.

O candidato também comparou o ritmo das obras federais na BR-158 com os investimentos rodoviários realizados durante sua gestão no Governo de Mato Grosso. Segundo Mauro, o Estado asfaltou mais de 7 mil quilômetros de rodovias em sete anos, sendo aproximadamente 4,5 mil quilômetros nos últimos quatro anos.

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“Vamos comparar os últimos quatro anos: o Governo de Mato Grosso fez mais de 4 mil, 4,5 mil quilômetros, contra 12 quilômetros do Governo Federal. E agora corta o investimento. É um desrespeito a Mato Grosso. Se não tinha condição de fazer, então passasse para a gente”, concluiu.

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