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AGENDA DE ORIENTAÇÕES

AMM conclui agenda técnica no Araguaia com orientações para fortalecer agricultura familiar e gestões municipais

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A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) concluiu nesta quinta-feira (30) a agenda de visitas técnicas realizada em três municípios da região Araguaia. Entre os dias 28 e 30 de julho, equipe da instituição esteve em Santa Cruz do Xingu, Confresa e Vila Rica, promovendo orientações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à atualização da legislação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e às ações que contribuem para a melhoria dos indicadores municipais relacionados à participação no ICMS. As reuniões foram conduzidas pela gerente de Agricultura Familiar da AMM, Nathacha de Carvalho.

Durante a programação, foram realizadas audiências públicas, com  a participação de gestores públicos, vereadores, produtores rurais, representantes de associações e cooperativas, com o objetivo de apresentar informações, esclarecer dúvidas e orientar sobre medidas que podem ampliar as oportunidades para a produção local e fortalecer as políticas públicas voltadas ao setor.

Em Santa Cruz do Xingu e Confresa, a equipe da AMM tratou da importância da alteração da legislação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), adequando os procedimentos municipais às normas nacionais. A atualização prevê a inclusão de um capítulo específico para a agroindústria de pequeno porte e para a produção artesanal, possibilitando a desburocratização dos processos e criando melhores condições para que pequenos produtores realizem o processamento de produtos de origem animal de forma adequada, respeitando as características da produção artesanal. A expectativa é que a proposta de alteração da legislação seja encaminhada para votação na próxima sessão da Câmara Municipal.

Já em Vila Rica, a agenda foi direcionada à gestão municipal, com a participação do prefeito, primeira-dama e representantes das secretarias de Educação, Agricultura, Assistência Social, Saúde, Meio Ambiente e Finanças. A equipe da AMM apresentou orientações relacionadas ao Índice de Participação dos Municípios (IPM) no ICMS que considera ações desenvolvidas pelas prefeituras em diferentes áreas. Durante o encontro, foram destacadas as ações da agricultura que podem contribuir para o desempenho municipal, como a oferta de assistência técnica e extensão rural, a elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar, a aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede municipal e os investimentos realizados no setor.

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A gerente de Agricultura Familiar da AMM, Nathacha de Carvalho, disse que a agenda foi muito positiva, pois possibilitou orientar gestores, vereadores, produtores e representantes da sociedade sobre a atualização da legislação do SIM e as oportunidades para a agroindústria de pequeno porte e a produção artesanal. “Estamos na expectativa de que a legislação do SIM seja aprovada pelas Câmaras Municipais, permitindo que produtores, gestores e a população sejam beneficiados pelos avanços que a medida proporciona, especialmente com a ampliação das oportunidades de comercialização. A AMM permanece à disposição dos municípios para apoiar iniciativas que fortaleçam a agricultura familiar, setor fundamental para milhares de famílias mato-grossenses”, afirmou.

Oportunidade para os municípios
As visitas técnicas abriram espaço para diálogo, esclarecimento de dúvidas e apresentação de caminhos para aprimorar políticas públicas. Para os gestores municipais, o apoio da AMM é fundamental para fortalecer a agricultura familiar, ampliar oportunidades aos produtores e melhorar o desempenho dos municípios.

A prefeita de Santa Cruz do Xingu, Joraildes Soares de Souza, destacou a importância da audiência pública promovida com apoio da AMM para esclarecer dúvidas de vereadores, produtores e da população sobre a implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Segundo ela, a iniciativa representa uma oportunidade para ampliar os mercados dos produtores locais. “Foi uma audiência muito produtiva, que tirou dúvidas e vai abrir uma porta para que nossos produtores possam comercializar seus produtos com a documentação adequada”, ressaltou.

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O presidente da Câmara de Confresa, Elton Messias, destacou a importância das orientações repassadas durante a audiência pública e afirmou que a implantação do SIM poderá ampliar as possibilidades de comercialização dos produtores rurais, inclusive para a alimentação escolar. “Queremos agradecer o presidente da AMM por essa reunião, que trouxe esclarecimentos importantes para que possamos avançar e fortalecer os produtores do município. Creio que vamos chegar ao objetivo final, que é aderir ao SIM  juntamente com os outros municípios que já aderiram”, afirmou.

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Vila Rica, Rafael Gallo, ressaltou a contribuição da AMM para o fortalecimento da agricultura familiar e para o aprimoramento das ações municipais. “Agradecemos a associação por nos dar esse suporte e por ter fortalecido toda agricultura familiar em Mato Grosso por meio do apoio técnico para que as prefeituras possam trabalhar de forma organizada. A palestra foi muito esclarecedora para que possamos fortalecer o desempenho de Vila Rica no índice de participação dos municípios e no repasse do ICMS”, assinalou.

Com o encerramento da agenda, a AMM reforçou a importância da aproximação com os municípios e do diálogo direto com gestores, produtores e organizações locais. A instituição dará prosseguimento às orientações para fortalecer iniciativas que estimulam o desenvolvimento da agricultura familiar e ampliam as oportunidades para os produtores rurais.

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Vale do Araguaia

Nova resolução estabelece regras para áreas úmidas e amplia segurança jurídica aos produtores rurais em Mato Grosso

Famato orienta produtores rurais sobre norma que regulamenta o uso sustentável das áreas do Araguaia e do Guaporé e define procedimentos para atividades agropecuárias

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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre as mudanças trazidas pela Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) nº 36, publicada em 30 de junho de 2026. A norma estabelece procedimentos para o uso sustentável das áreas úmidas e de uso restrito nas planícies do Araguaia e do Guaporé, conferindo maior previsibilidade e segurança jurídica aos produtores rurais e à sociedade, além de definir critérios para atividades produtivas, licenciamento ambiental e regularização dessas áreas.

A resolução adota como referência um mapa elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com base em dados de solos hidromórficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) na escala 1:250.000, para identificar preliminarmente as áreas de uso restrito. O documento também harmoniza a legislação estadual com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei Federal nº 15.190/2025), estabelecendo um marco regulatório para essas áreas no estado.

A norma também estabelece procedimento destinado ao aperfeiçoamento da identificação e classificação das áreas ambientalmente sensíveis. Caso o produtor comprove, por meio de laudo técnico de solo e hidrologia, que determinada área não apresenta características de área úmida nem sofre influência de inundações, ela poderá ser retirada da base de uso restrito da Sema, permitindo sua utilização conforme as regras do Código Florestal.

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Nas áreas classificadas como de uso restrito, permanece proibido o cultivo de culturas anuais em larga escala, exceto quando forem utilizadas espécies adaptadas à umidade e sem o uso de defensivos agrícolas.

Para a pecuária, a resolução permite a substituição de vegetação campestre nativa por pastagens plantadas com espécies forrageiras adaptadas, desde que sejam respeitadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o percentual de Reserva Legal. A criação em sistema de confinamento permanece proibida, com exceção de pequenos produtores para fins de subsistência.

A norma também estabelece critérios para obras de drenagem. Os drenos poderão ter profundidade máxima de 1,5 metro e não poderão atingir o horizonte plíntico do solo. Empreendimentos em solos hidromórficos com área superior a 260 hectares deverão apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para obtenção do licenciamento.

Os produtores que já possuem sistemas de drenagem implantados terão prazo de 18 meses, contados a partir de 1º de julho de 2026, para solicitar a regularização junto à Sema. O descumprimento poderá resultar em multas e outras sanções administrativas.

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Outro ponto previsto é a criação de uma faixa de distanciamento de 100 metros entre áreas secas e áreas úmidas dentro do perímetro de uso restrito. Nesse espaço, fica proibida a aplicação aeroagrícola de defensivos e o armazenamento de produtos químicos.

A resolução esclarece ainda que suas disposições não se aplicam ao Pantanal, que continua submetido à legislação específica prevista na Lei Estadual nº 8.830/2008. Dessa forma, o Araguaia e o Guaporé passam a contar com um marco regulatório próprio, que estabelece procedimentos claros para o uso sustentável dessas áreas, garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para a produção rural e para a conservação ambiental.

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