Política
Nininho articulará apoio do Estado para ampliar atendimentos do Hospital Santa Maria em Primavera do Leste
Deputado visitou a unidade nesta sexta-feira e defendeu maior participação do Governo de Mato Grosso no custeio dos serviços prestados pelo hospital.
/ Assessoria
A ampliação da oferta de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital e Maternidade Santa Maria, em Primavera do Leste, esteve no centro da visita realizada pelo deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) na tarde desta sexta-feira (29/5). A direção da unidade e representantes do município, o parlamentar se comprometeu a buscar apoio do Governo de Mato Grosso para fortalecer a participação do Estado no custeio dos serviços e contribuir para a expansão da capacidade hospitalar.
A visita contou com a presença da secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, do presidente da Câmara Municipal, Marco Aurélio Salles, e dos dirigentes da instituição, que passa por um processo de reestruturação administrativa após a mudança de gestão. Até recentemente, a unidade operava como Hospital e Maternidade São Lucas.
NOVA FASE
A proposta da nova diretoria é ampliar a participação do hospital na rede pública municipal e regional, aumentar os atendimentos pelo SUS e avançar no processo para obtenção da certificação de entidade filantrópica.
O diretor técnico, Huark Corrêa, relata que as medidas adotadas nos últimos meses para reorganizar os serviços e preparar o hospital para uma nova etapa de crescimento “Estamos trabalhando o ambiente interno, os colaboradores e a qualidade do atendimento. Também estamos investindo na estrutura física da unidade para ampliar nossa capacidade e atender pacientes mais complexos aqui mesmo no município. Hoje temos condições de crescer e ampliar os serviços oferecidos à população”, informa.
Conforme Huark, o hospital abriu 12 novos leitos nos últimos 90 dias e já desenvolve ações para disponibilizar outros 17. A intenção é fortalecer os atendimentos de média e alta complexidade e reduzir a necessidade de encaminhamentos para cidades como Cuiabá e Rondonópolis.
DÉFICIT DE LEITOS
A secretária de Saúde, Laura Leandra, observa que qualquer ampliação de serviços depende de estudos técnicos e da aprovação dos órgãos responsáveis pela pactuação da rede pública de saúde. Ela comenta que a proposta apresentada pela direção será analisada pelas equipes técnicas e pelos colegiados competentes.
“Recebo o pedido do hospital de aumentar a complexidade dos atendimentos com o compromisso de levar para aqueles que fazem parte dessa decisão todos os estudos técnicos e as informações necessárias para avaliar aquilo que pode ser melhorado através dessas mudanças”, pontua.
Laura também chama atenção para o déficit de leitos existente em Primavera do Leste. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, o município possui atualmente cerca de um leito e meio do SUS para cada mil habitantes, índice abaixo da recomendação do Ministério da Saúde, que prevê três leitos por mil moradores.
ARTICULAÇÃO JUNTO AO ESTADO
Nininho avalia que a unidade possui estrutura física e potencial para ampliar significativamente os serviços prestados à população. “Vejo que existe uma estrutura importante e que a nova direção está disposta a fazer as mudanças necessárias. Isso cria uma oportunidade para uma nova pactuação entre o município e o hospital, permitindo ampliar os atendimentos e melhorar ainda mais a assistência prestada à população”, afirma.
O deputado pontua que pretende levar a demanda ao governador Otaviano Pivetta e ao secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, e discutir alternativas para ampliar a participação financeira do Estado nos atendimentos realizados pela unidade.
“O que estiver ao meu alcance, vou ajudar. A saúde é uma das áreas mais sensíveis da gestão pública e não permite demora. Precisamos encontrar caminhos para fortalecer o hospital, ampliar os atendimentos e garantir mais qualidade para a população de Primavera do Leste e toda a região”, diz Nininho.
Política
MT atinge 93,7% de eleitores com biometria e supera média nacional para as Eleições 2026
O Estado conclui o cadastramento de 2,4 milhões de pessoas, superando os índices do país e da região Centro-Oeste; Araguainha lidera ranking com 100% do eleitorado cadastrado.
/ G1
Mato Grosso tem o segundo maior percentual de eleitores com biometria cadastrada no país e aptos a votar nas Eleições 2026, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Ao todo, o estado soma 2.476.993 eleitores com biometria, o equivalente a 93,78% do eleitorado, formado por 2.641.190 pessoas. O índice de Mato Grosso supera a médias nacional de 88,78%, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No recorte regional, Mato Grosso fica acima da média do Centro-Oeste, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que registra 94,05%. Goiás tem 93,52% e Mato Grosso do Sul 87,35%.
Segundo o TRE-MT, em junho de 2025 havia 30 municípios com índice inferior a 75% de cobertura biométrica. O processo ocorreu ao longo de meses, com mutirões e atendimentos itinerantes em diferentes regiões do estado e que não há municípios com índice inferior a 75%. Atualmente, 102 municípios do estado têm índice acima de 90,25%.
Entre os municípios, Araguainha,a 471 km de Cuiabá, tem 100% do eleitorado biometrizado. Com cerca de 997 moradores, a cidade é a menor de Mato Grosso, mas possui eleitores em cidades vizinhas. No total, o município contabiliza 1.225 pessoas aptas a votar, segundo o Tribunal Regional Eleitoral.
Outros municípios que se destacaram foram Ponte Branca, Planalto da Serra, Indiavaí e Vale de São Domingos. Dois municípios apresentaram mudanças significativas como Reserva do Cabaçal, que passou de 45,16% para 92,09%, e Confresa de 33,5% para 79,81%.
Âmbito nacional
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o eleitorado brasileiro apto para as Eleições de 2026 ultrapassa 158 milhões de pessoas. Desse total, 88,78% já possuem biometria cadastrada, o equivalente a cerca de 140 milhões de eleitores.
O levantamento também aponta o avanço contínuo da base eleitoral no país, com cerca de 9 milhões de novos registros biométricos, 8 milhões de revisões cadastrais, 5 milhões de novos alistamentos e 3 milhões de transferências de domicílio eleitoral. No mesmo período, foram registrados 125 mil novos eleitores jovens.
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