NO ARAGUAIA
CRM-MT determina interdição ética de IML no Araguaia após irregularidades sanitárias
Entre as irregularidades encontradas estão a presença de produtos químicos vencidos há mais de 10 anos,
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O plenário do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) aprovou, por unanimidade, nesta semana, a interdição ética do Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Garças, após fiscalização que identificou graves irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na unidade.
A vistoria foi realizada pelo Departamento de Fiscalização do Conselho no dia 25 de março deste ano e apontou problemas considerados incompatíveis com o exercício seguro da medicina legal e com a proteção dos pacientes, vítimas e profissionais que atuam no local.
Entre as irregularidades encontradas estão a presença de produtos químicos vencidos há mais de 10 anos, materiais utilizados em exames com prazo de validade expirado, ausência de água potável adequada para consumo, inexistência de banheiro para os profissionais, falta de repouso médico, ausência de itens básicos de higiene, além do armazenamento inadequado de ossos humanos em recipiente aberto dentro de uma sala utilizada para depósito de material de limpeza.
O relatório também identificou ausência de equipamentos obrigatórios, falhas na acessibilidade da unidade, inexistência de alvará sanitário e de prevenção contra incêndio válidos, além da falta de registro da unidade junto ao CRM-MT e ausência de diretor técnico formalmente constituído.
Segundo o presidente do CRM-MT, Adriano Pinho, a medida foi necessária diante do risco às condições mínimas para a realização do ato médico. “A interdição ética é uma medida extrema, adotada quando o Conselho constata que não existem condições mínimas de segurança, estrutura e dignidade para o exercício da medicina. O que encontramos no IML de Barra do Garças é incompatível com a assistência adequada à população e também coloca em risco os próprios profissionais que atuam na unidade”, afirmou.
A interdição ética é um instrumento previsto pelo Conselho Federal de Medicina e ocorre quando as condições de funcionamento de uma unidade comprometem a segurança do ato médico, dos pacientes ou dos profissionais. Na prática, a medida impede a realização de atendimentos médicos no local nas condições atuais, até que as irregularidades sejam sanadas.
O CRM-MT destaca que a decisão tem como objetivo proteger a população e assegurar condições adequadas para o exercício da medicina legal.
De acordo com Adriano Pinho, outras unidades do Instituto Médico Legal em Mato Grosso também já foram fiscalizadas pelo Conselho e os relatórios produzidos deverão ser analisados pelo plenário nos próximos dias.
“Já realizamos fiscalizações em outras unidades do IML no estado e novas interdições éticas poderão ser debatidas pelo plenário do Conselho em breve, caso sejam confirmadas irregularidades semelhantes”, declarou.
O relatório da fiscalização aponta ainda ausência de equipamentos de proteção individual adequados, falhas no gerenciamento de resíduos infectantes, falta de estrutura apropriada para exames de violência sexual e precariedade em ambientes destinados à necropsia e armazenamento de amostras biológicas.
Cidades
Equipe do projeto ambiental Rio Limpo Rindo vistoria APPs de rios em Nova Xavantina
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Em atendimento à solicitação do Ministério Público de Nova Xavantina, com referência ao processo 00001021320178110012, membros do projeto ambiental Rio Limpo Rio Lindo realizaram uma vistoria nas APPs (Áreas de Proteção Permanente) em chácaras que fazem divisa com o Rio das Mortes, localizadas no perímetro urbano de NX, do bairro Deus é Amor até o Córrego do Murtinho.
No bojo da solicitação encaminhada à diretoria da Associação, está a necessidade de verificação de possíveis passivos ambientais nas referidas propriedades, com a consequente degradação ambiental oriunda da inobservância do limite de 30 metros para desmatamentos próximos às margens de rios e córregos.
MULTAS
A boa notícia é que a situação foi considerada normal por técnicos e biólogos. O não cumprimento da legislação ambiental pode resultar em multas pesadíssimas aos infratores pelo Poder Judiciário.
A equipe produzirá um relatório minucioso e detalhado ao Ministério Público de Nova Xavantina, relatando todos os detalhes da visita, que aconteceu na manhã desta quinta feira, 28, e contou com as presenças de biólogos e membros da diretoria do projeto Rio Limpo Rio Lindo, além de proprietários das chácaras.
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