ELEIÇÕES 2026
PL de MT rebate Botelho e diz que Wellington será candidato; VIDEO
Ananias desmentiu fala de deputado, que comentou sobre senador estar fora da disputa ao Paiaguás.
/ Midia News
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, rebateu na tarde desta quarta-feira (10) a declaração do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) de que o senador Wellington Fagundes poderia desistir da disputa pelo Governo do Estado em 2026. Segundo Ananias, a pré-candidatura do parlamentar está mantida.
Mais cedo, Botelho afirmou que há fortes conversas de bastidores indicando a possibilidade de o nome de Wellington ser retirado da corrida ao Palácio Paiaguás.
Ao MidiaNews, Ananias garantiu que o cenário não procede. “Hoje tive uma conversa com o presidente Valdemar [Costa Neto] na hora do almoço. Almocei com ele e ele foi categórico: em Mato Grosso nós temos pré-candidato a governador, que é Wellington Fagundes”, afirmou.
O dirigente também ressaltou que o PL ainda não iniciou qualquer diálogo com o MDB sobre uma eventual composição para a eleição estadual.
“Com o MDB, até hoje, nós não sentamos para discutir candidatura ao Governo. Então o senhor [Botelho] só pode falar de bastidores, mas de bastidores de baixo clero. Da prateleira alta, o senhor ainda não foi chamado para discutir”, ironizou.
Reunião do PL
Ananias acrescentou que o próprio Wellington esteve reunido, em Brasília, com o presidente nacional do partido nesta segunda-feira (8) para tratar do planejamento da campanha da sigla em Mato Grosso. Ele também participou da reunião.
Ele reforçou ainda que estão mantidas tanto a pré-candidatura de Wellington ao Governo quanto a do deputado federal José Medeiros ao Senado.
Nas últimas semanas, cresceram as especulações de bastidores sobre uma articulação de lideranças políticas para que o PL apoie a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Na semana passada, Wellington confirmou ao MidiaNews que a pressão para que o partido abra mão de uma candidatura própria ao Governo ocorre desde abril de 2025. Na ocasião, houve uma mobilização de lideranças da direita e aliados no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, entre eles o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o governador Pivetta.
Sem citar nomes, o senador afirmou que integrantes desse grupo teriam pedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro para que o PL não lançasse candidato ao Governo em Mato Grosso.
Política
CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos
Proposta avançou por 44 votos a 18 e ainda precisa passar por comissão especial e pelo Plenário da Câmara em dois turnos.
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A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), por 44 votos a 18, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32 e apensadas ) que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade.
A análise da admissibilidade pela CCJ é apenas o primeiro passo na tramitação do tema na Câmara. Se aprovada, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial e pelo Plenário, em dois turnos de votação.
A proposta principal (PEC 32/15), do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE), previa originalmente a plena maioridade civil e penal aos 16 anos. Isso significa que, além de responderem por crimes como adultos, os jovens passariam a ter todos os direitos da vida adulta: poderiam casar, celebrar contratos e obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto tornava ainda o voto obrigatório aos 16 anos e reduzia a idade mínima para se candidatar a cargos como o de vereador.
Mas o parecer do relator da medida na CCJ, deputado Coronel Assis (PL-MT), retirou as modificações na esfera civil, prevendo exclusivamente a punição criminal de jovens com mais de 16 anos. Assis explicou que retirou a parte dos direitos civis para garantir que a PEC tratasse apenas de um assunto, evitando “confusão jurídica”, segundo ele.
Além da proposta principal, Assis também recomenda, no parecer, a admissibilidade de duas outras PECs apensadas.
Uma delas (PEC 8/26) sugere a redução da maioridade penal apenas em casos excepcionais, como crimes hediondos ou crueldade extrema, após avaliação técnica do jovem. Já a outra (PEC 9/26) propõe a redução geral para 16 anos em todos os crimes e estabelece que adolescentes de 12 a 16 anos também respondam criminalmente se cometerem crimes com violência, grave ameaça ou contra a vida.
Segundo Coronel Assis, a aprovação da proposta atende à vontade da população. “Aqui existem representantes do povo que não querem fazer a vontade do povo. Qual é a diferença no clamor por justiça da pessoa que tem um ente querido vítima de homicídio por uma pessoa de 18 ou 19 anos ou de uma pessoa de 17 ou 16 anos?” indagou o relator.
Crítica às mudanças
A deputada Samia Bomfim (Psol-SP) criticou as mudanças feitas por Coronel Assis. Segundo ela, o texto original era “menos pior”. “Porque, ao menos nele, havia uma redução da maioridade não só do ponto de vista penal, mas também do ponto de vista eleitoral. Nessa ele restringiu somente para penal”.
Ela classificou a mudança como “aberração”. “Porque ele (o adolescente) vai ser tratado como adulto do ponto de vista penal, mas do ponto de vista cível, vai seguir sendo lido, tratado pela justiça brasileira como um adolescente, que ele é”, explicou.
O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) citou dados de um levantamento nacional de 2023 para explicar que a minoria dos jovens infratores, 12%, comete assassinatos.
Segundo ele, a justificativa de que é a população que pede a mudança não é suficiente. “A população pede, muitas vezes, que o Congresso e aqueles que roubam aqui dentro também sejam presos, e nem por isso são presos. A população pede que não tenhamos mais emendas parlamentares. O que o povo quer nessa hora não vale”, criticou.
Crescimento da violência
O deputado Mendonça Filho (PL-PE) lembrou que outra proposta do mesmo teor já foi aprovada na Câmara, mas arquivada no Senado. “E eu, mais uma vez, defendo a PEC da redução da maioridade penal. A sociedade brasileira hoje se vê sitiada, ilhada pelo crescimento da violência”, afirmou.
Segundo ele, hoje, 25% da população brasileira vive sob a influência direta de milícias, do tráfico de drogas e de organizações criminosas que dominam territórios. “Infelizmente, boa parte do exercício do comando dessas organizações criminosas se faz inclusive com aliciamento de menores de 18 anos”, disse.
O que diz o ECA
Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Essas medidas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionam como ferramentas de responsabilização e reinserção social para jovens de 12 a 18 anos.
O ECA estabelece seis medidas principais, que progridem conforme a gravidade da conduta: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida — executadas em regime aberto —, além dos regimes de semiliberdade e internação, este último restrito a crimes com violência ou reiteração grave.
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