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Paraguaio é identificado entre os 3 mortos em queda de avião em Água Boa

A identidade da terceira vítima ainda não foi divulgada, no entanto, segundo a perícia, ela também era de nacionalidade paraguaia.

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Foi identificado como Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, uma das três vítimas que morreram na queda de um avião na zona rural de Água Boa, a 730 km de Cuiabá, no dia 10 de setembro, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O dono da aeronave, Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado na última quinta-feira (17).
Luis era natural de Assunção, capital do Paraguai. Ainda não se sabe o que ele fazia dentro do veículo. Já Vanderlei era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A identidade da terceira vítima ainda não foi divulgada, no entanto, segundo a perícia, ela também era de nacionalidade paraguaia.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a aeronave tinha como destino a Venezuela e pode ter sido usada no tráfico internacional de drogas.
A Polícia Civil também investiga a origem e o destino do voo, além das circunstâncias da queda e de um possível envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.
Segundo a Polícia Civil, o avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos pontos investigados é justamente a compra da aeronave. Levantamentos apontam que o avião teria sido adquirido por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme a investigação, não seria compatível com a negociação.
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O pagamento teria ocorrido parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor. A polícia identificou que esse veículo já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.
Além disso, um dos ocupantes do avião tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional, conforme a investigação. Os nomes investigados não foram divulgados pela Polícia Civil para não prejudicar a apuração.
A investigação aponta ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem documentação válida, autorização ou plano de voo aprovado. Essas circunstâncias são consideradas pela polícia como indícios que reforçam a hipótese de que se tratava de uma operação clandestina.
A análise do itinerário indica que o avião poderia seguir para um país vizinho, com possível destino à Venezuela. Segundo a Polícia Civil, familiares dos passageiros também relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que viajaria para o país.
Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução
Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução
Queda e incêndio
O avião pegou fogo após cair em uma região isolada de Água Boa e foi destruído pelas chamas. Os três ocupantes foram identificados preliminarmente como um brasileiro e dois paraguaios.
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A partir da reconstrução do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os investigadores chegaram aos familiares dos ocupantes, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.
Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução
A Polícia Civil ressalta, porém, que a identificação definitiva depende dos exames periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Por questões de logística, os corpos foram encaminhados à Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, em Cuiabá.
As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente os relacionados à identificação técnica das vítimas. A polícia também continua analisando a compra da aeronave, a forma de pagamento, o itinerário e as circunstâncias do voo para esclarecer se o avião estava relacionado ao tráfico internacional de drogas.
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Acidente

Corpos do cantor Rick e outros 4 mortos em queda de helicóptero em SC são retirados com ajuda de cordas

Na aeronave, estavam o cantor Rick, um empresário, um videomaker, piloto e copiloto. Bombeiros e PM auxiliaram na operação de retirada dos corpos na Serra catarinense.

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Os corpos dos cinco ocupantes do helicóptero que caiu em Urubici, na Serra de Santa Catarina, foram resgatados na tarde desta terça-feira (22), informou a Polícia Científica. Aeronaves dos bombeiros e da Polícia Militar (PM) ajudaram na operação.

Estavam no helicóptero o cantor Rick, da dupla Rick e Renner; o empresário Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo; e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Ninguém sobreviveu.

Por ser uma região de difícil acesso, a retirada dos corpos foi feita de forma aérea, com uso de cordas. Eles foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, onde chegaram por volta das 18h e passarão por exames periciais.

A área de Santa Bárbara, onde caiu o helicóptero, tem muitos morros e mata fechada. O caminho até o acesso mais próximo é por estrada de terra, bloqueada pela PM por questão de segurança.

A altitude na região se aproxima de 1.700 metros, uma das mais altas de Santa Catarina, informou o prefeito, Leandro de Souza Corrêa. “Realmente é só quem conhece o local lá, que anda a cavalo, para chegar nas matas, nas trilhas”, declarou o prefeito.

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Os transportes de São Joaquim para o IML serão feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB). Em Florianópolis, os corpos vão passar pelos exames periciais necessários.

Destroços foram encontrados nesta terça

A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21) após decolar de Porto Belo, no Litoral Norte, durante a manhã. O destino era São Joaquim, na Serra, em uma viagem de cerca de 190 quilômetros.

A região onde os destroços foram encontrados tem áreas que variam entre montanha, planície e mata fechada.

A operação de buscas contou com uma aeronave, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas, e drones com capacidade de identificação térmica.

O helicóptero é um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está com a situação regular e tem certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027.

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