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BR-158 Abandonada: Mauro detona corte de verbas: ‘Vamos apertar o pescoço do Governo Federal’

Ex-governador e candidato ao Senado critica retirada de R$ 100 milhões previstos para a rodovia e cobra compromisso assumido com Mato Grosso

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O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União) subiu o tom contra o Governo Federal após o corte de R$ 100 milhões da dotação destinada às obras da BR-158, no Araguaia. Ele classificou a decisão como um “desrespeito” a Mato Grosso e afirmou que, se eleito, vai pressionar Brasília para garantir a conclusão da rodovia.

“Pode ter certeza, se eu for senador da República, nós vamos apertar o pescoço do Governo Federal para que honre esse compromisso e faça essa obra tão importante para o Araguaia”, afirmou Mauro.

A retirada dos recursos consta na Portaria nº 397 do Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta semana. O ato cancelou R$ 100 milhões que estavam previstos para a construção da BR-158 entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A medida atingiu o empreendimento que inclui os 195 km de contorno de Terra Indígena Marãiwatsédé. Além disso, foram cortados cerca de R$ 9 milhões para as obras na BR-242 e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).

Mauro lembrou que a BR-158 estava entre as obras apresentadas por Mato Grosso ao presidente Lula  (PT) no início do atual mandato presidencial, quando governadores foram chamados a Brasília para indicar projetos considerados prioritários em seus estados.

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“Uma vergonha, só posso dizer isso. Fazer 12 quilômetros em quase quatro anos e a verba que estava prevista este ano ser cortada. Isso é um desrespeito a Mato Grosso, é um desrespeito ao Araguaia e a milhares de mato-grossenses que trabalham, produzem e vivem ali”, declarou.

A pavimentação da BR-158 busca eliminar um dos principais gargalos no Estado, já que motoristas ainda enfrentam trecho não pavimentado em uma rota utilizada para o transporte da produção agropecuária do Araguaia.

“Ali tem acidentes, tem mortes, tem sofrimento e o Governo Federal não faz essa obra. Eu já disse uma vez: passa para o Governo de Mato Grosso. Não faz e fica submetendo a nossa população do Araguaia a esse sofrimento”, criticou.

O candidato também comparou o ritmo das obras federais na BR-158 com os investimentos rodoviários realizados durante sua gestão no Governo de Mato Grosso. Segundo Mauro, o Estado asfaltou mais de 7 mil quilômetros de rodovias em sete anos, sendo aproximadamente 4,5 mil quilômetros nos últimos quatro anos.

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“Vamos comparar os últimos quatro anos: o Governo de Mato Grosso fez mais de 4 mil, 4,5 mil quilômetros, contra 12 quilômetros do Governo Federal. E agora corta o investimento. É um desrespeito a Mato Grosso. Se não tinha condição de fazer, então passasse para a gente”, concluiu.

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Suposta invasão indígena no Araguaia ganha novo capítulo após documentos oficiais

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Um vídeo que vem circulando nas redes sociais e gerando forte repercussão na região de Luciara no Araguaia colocou ainda mais tensão em uma disputa envolvendo indígenas e produtores rurais. Nas imagens, homens abordam e filmam indígenas em uma área rural, enquanto a narrativa apresentada classifica a presença deles como uma suposta “invasão”.

A versão, porém, passou a ser questionada após a análise de documentos oficiais relacionados à área. Informações publicadas no Diário Oficial da União indicam a existência de atos federais envolvendo a questão indígena e a situação fundiária do local, contrariando a ideia de que se trataria simplesmente de uma ocupação sem qualquer respaldo ou procedimento oficial.

Outro ponto que chama atenção é a informação de que placas oficiais fornecidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) teriam sido retiradas da região. A circunstância ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades, inclusive para identificar quem teria realizado a retirada e em quais circunstâncias.

Produtores temem que situação termine em confronto

Do outro lado da disputa, produtores rurais afirmam estar preocupados com o aumento da tensão. Antônio, vice-presidente de uma associação de moradores, declarou que teme que a continuidade das ocupações e dos atritos entre os grupos possa resultar em um conflito de maiores proporções.
Segundo ele, teria existido um entendimento para que indígenas e moradores evitassem confrontos enquanto a situação das terras fosse analisada pelas instituições responsáveis.

“No dia que houver qualquer coisa maior, houver um conflito entre nós e eles, a Justiça não vai poder acusar nós”, afirmou.
Antônio também relatou ter procurado as autoridades policiais e disse ter registrado a situação em Luciara. Ele solicitou providências ao Ministério Público Federal, à Funai, às forças de segurança e a representantes políticos de Mato Grosso.

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O que precisa ser esclarecido

A disputa envolve questões fundiárias e indígenas que não podem ser definidas apenas pelas imagens divulgadas nas redes sociais ou pelos relatos de uma das partes.
Enquanto produtores questionam a presença indígena e alegam não ter recebido determinadas notificações, documentos oficiais apontam para a existência de procedimentos e atos federais relacionados à área.
Agora, caberá aos órgãos competentes esclarecer a situação jurídica do território, as decisões eventualmente já tomadas, a existência de notificações aos ocupantes e a procedência da informação sobre a retirada das placas oficiais.

O caso ganhou proporções ainda maiores justamente porque ocorre em um cenário de tensão entre os grupos. Qualquer novo episódio de confronto poderá agravar a situação e exigir uma intervenção mais efetiva das autoridades.

O Portal Agência da Notícia continuará acompanhando o caso e buscará posicionamentos oficiais do Ministério Público Federal, Funai, Polícia Federal, Justiça Federal e demais órgãos envolvidos para esclarecer os fatos e apresentar a versão de todas as partes.

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