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SUPER EL NIÑO

ABM lança guia prático para municípios se prepararem contra Super El Niño

A iniciativa busca ampliar a integração entre diferentes áreas da administração municipal.

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 / Radar 364

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) divulgou um guia orientador direcionado aos gestores municipais. O material visa preparar prefeituras para possíveis eventos climáticos extremos nos próximos meses. O documento reúne estratégias de prevenção, resposta emergencial e recuperação pós-desastres.

A iniciativa busca ampliar a integração entre diferentes áreas da administração municipal. A ABM utiliza a expressão “Super El Niño” para designar a possível intensificação muito forte do fenômeno climático.

Perspectivas climáticas alarmantes

Dados mais recentes da agência americana NOAA, divulgados em 13 de agosto, indicam cenário preocupante. A probabilidade ultrapassa 90% para um El Niño muito forte durante outono e inverno de 2026-27 no Hemisfério Norte. A chance de episódio histórico, com intensidade superior desde 1950, atinge 69%.

Estratégia municipal integrada

O “Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos” foi elaborado como ferramenta auxiliar. Prefeituras, secretarias e equipes técnicas poderão organizar medidas antes, durante e após emergências climáticas. A proposta prioriza antecipação aos riscos em vez de resposta reativa pós-desastre.

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A ABM rejeita a visão de que a Defesa Civil deve atuar isoladamente. A entidade destaca necessidade de integração entre gabinete do prefeito, procuradoria, planejamento, saúde, assistência social, infraestrutura, mobilidade, educação, meio ambiente, comunicação e finanças.

“Os efeitos das mudanças climáticas são vivenciados com maior intensidade nos municípios”, afirma Eduardo Tadeu Pereira, diretor-executivo da ABM. “O guia busca apoiar equipes locais na proteção populacional antes, durante e após eventos extremos.”

Impactos regionalizados esperados

Os efeitos de um El Niño variam conforme localização geográfica, segundo projeções da ABM. Norte e Nordeste podem enfrentar redução pluviométrica, estiagens prolongadas, declínio em níveis de rios e pressão no abastecimento de água.

O Centro-Oeste enfrenta risco elevado com calor intenso e baixa umidade do ar. Essas condições favorecem incêndios florestais, especialmente na região do Pantanal. Já o Sudeste pode vivenciar períodos de calor extremo, umidade reduzida e chuvas irregulares.

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Cidades

Bombeiros combatem 12 incêndios em MT; Ribeirão Cascalheira está entre cidades atingidas

Estado registrou 41 focos de calor em 24 horas; uso do fogo permanece proibido nas áreas rurais de Mato Grosso.

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O Corpo de Bombeiros Militar combateu, nesta sexta-feira (21), 12 incêndios florestais em dez municípios de Mato Grosso. Entre as cidades com ocorrências ativas está Ribeirão Cascalheira, no Vale do Araguaia.

Além de Ribeirão Cascalheira, havia incêndios ativos em municípios como Jangada, Santo Antônio de Leverger, Paranatinga e Peixoto de Azevedo. Outros quatro focos foram extintos e três estavam controlados, mas continuavam sendo monitorados pelas equipes.

De acordo com informações divulgadas pelo RDM Online, em Jangada, uma das operações mobilizava 17 militares, sete viaturas e duas aeronaves. Aproximadamente 146 mil litros de água já haviam sido lançados sobre as áreas atingidas para conter o avanço das chamas e proteger propriedades rurais.

Os incêndios considerados extintos foram registrados em Feliz Natal, Colniza, Santa Terezinha e Matupá. Já ocorrências em Paranatinga e Nova Santa Helena permaneciam sob acompanhamento devido ao risco de o fogo voltar a se espalhar.

Nas últimas 24 horas, Mato Grosso registrou 41 focos de calor, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 25 estavam localizados no Cerrado e 16 na Amazônia.

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O Corpo de Bombeiros reforçou ainda que o uso do fogo está proibido nas áreas rurais dos três biomas de Mato Grosso até 30 de novembro de 2026. O monitoramento de possíveis queimadas ilegais também é realizado por meio da Operação Infravermelho.

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