Cidades
Mesmo com deficiência na saúde, secretária é aplaudida na Câmara
A secretária expôs números quase impossíveis para a realidade local.
/ Semana 7
A sessão da Câmara Municipal de Barra do Garças, serviu para uma prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa de sua titular Salete Terezinha Lauermann, assim como de seu staff administrativo que compareceram munidos dos devidos documentos prontos para responderem as arguições dos vereadores.
Ao contrário do que apostavam alguns dos presentes, Salete foi muitíssimo aplaudida enquanto o vereador Allan Construtor (Podemos) entregava-lhe uma homenagem por seus trabalhos prestados no comando da Secretaria que tem sido nos últimos meses objeto de críticas em função do atraso em salário de médicos e atendimento que deixa a desejar dado o tempo de espera para uma consulta tanto nas UBS’s, no Pronto-Socorro, assim como na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Convenhamos, portanto, que o momento não está para aplausos, mas para consertos, em viabilizar o atendimento de modo que não canse a população que procura, por direito, a saúde pública. Pelo contrário desta visão, a quase unanimidade dos vereadores aplaudem, como se viu na sessão de segunda-feira. É como se quisesse tampar o sol com uma peneira, porque a realidade desejada está longe de alcançar um grau estável de atendimento.
Paras corroborar com esta tendência, a de viabilizar o atendimento público, a polemista vereadora Bianca Freitas (MDB) subiu à tribuna para registrar descontentamento no que diz respeito a este item que versa sobre presteza, agilidade, entre outros, para em seguida ser alvo de pesadas críticas do também emedebista Zé Gota, que até dias destes presidia o Legislativo barra-garcense.
Na versão de Salete Terezinha, conforme sua farta exposição, os recursos que aportam em sua Secretaria são insuficientes para atender a demanda que não se restringe somente a Barra do Garças, mas a várias dezenas de municípios da região. Ano passado, para se ter um exemplo, o Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck gastou R$ 53 milhões enquanto a UPA injetou, outros R$ 13 milhões.
Ainda seguindo sua diretriz, a secretária expôs números quase impossíveis para a realidade local. Com despesas médicas para o município de General Carneiro, a Secretaria de Saúde de Barra do Garças atendeu 122 pessoas e obteve um gasto de 167 mil reais; Araguaiana, 110 e 147 mil, Água Boa, 21 pacientes e 26 mil, Nova Xavantina, 96 e 292 mil, Pontal do Araguaia 211 pessoas, 191 mil e Aragarças (GO) 55 e 81 mil reais, apenas para citar um ligeiro exemplo pelo qual Salete se desculpou.
Cidades
Mato Grosso tem 2º maior aumento no consumo de energia elétrica do país
Consumo médio chegou a 1.605,6 MWm em agosto; dados da CCEE também mostram alta de 18% na comparação com o mesmo período de 2025.
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Mato Grosso teve o segundo maior crescimento no consumo de energia elétrica do país na primeira quinzena de agosto, com alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025. O estado ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul, onde o avanço foi de 22,5%. Os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram uma trajetória de crescimento praticamente contínua.
Em junho, o consumo médio avançou para 1.469,9 MWm. No mês seguinte, subiu novamente e alcançou 1.508,4 MWm, antes de chegar aos 1.605,6 MWm registrados em agosto.
A alta também aparece na comparação com o ano passado, com crescimento de 18% no consumo de energia em Mato Grosso em relação ao mesmo período de 2025.
Com esse resultado, Mato Grosso apresentou o segundo maior crescimento percentual entre os estados analisados pela CCEE naquele período. Ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que avançou 22,5%, e à frente do Amazonas, com crescimento de 17,5%.
Consumo cresce acima da média nacional
O avanço registrado em Mato Grosso ficou bem acima do observado no Sistema Interligado Nacional (SIN). Na primeira metade de agosto, o consumo de energia no país cresceu 7% na comparação com o mesmo período de 2025.
No mercado regulado, que concentra principalmente consumidores atendidos pelas distribuidoras, a alta nacional chegou a 10,1%. Já no mercado livre de energia, o crescimento foi de 3,1%.
Entre os setores econômicos acompanhados pela CCEE, serviços tiveram a maior expansão no consumo, de 14,9%, seguidos pelo comércio, com 11,3%, e pelo transporte, com 7,3%. Na outra ponta, houve redução nos segmentos têxtil, de minerais não metálicos e de manufaturados diversos.
A tendência de maior demanda ocorre em um período em que temperaturas elevadas podem manter o consumo pressionado em setembro, especialmente com o uso mais intenso de equipamentos de refrigeração, como aparelhos de ar-condicionado e ventiladores.
Os números da CCEE referentes a agosto são dados prévios de medição. O levantamento considera, entre outros fatores, consumidores do mercado regulado e do mercado livre de energia.
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