NOVO PIX
Pagamento com a Palma da Mão Promete Ser o “Novo Pix” no Brasil.
Nova tecnologia de biometria palmar dispensa o uso de cartões, celulares e senhas, permitindo concluir transações em menos de meio segundo.
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O cotidiano dos caixas de supermercados, farmácias, restaurantes e grandes eventos está prestes a passar por mais uma revolução tecnológica no Brasil. A modalidade de pagamento utilizando a biometria da palma da mão avança a passos largos no país e tem sido apontada por especialistas do setor financeiro como o grande sucessor conceitual e impulsionador do Pix
A novidade — que já ganhou tração em mercados internacionais como na China, onde registra dezenas de milhões de transações mensais — está sendo implementada e testada em território nacional por meio de parcerias estratégicas entre gigantes da tecnologia, como a aliança entre a brasileira Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud (com a solução PalmAI), além de iniciativas de adquirentes, bandeiras de cartões e fintechs focadas em segurança digital.
Como Funciona a Tecnologia?
Diferente de sistemas tradicionais que exigem o manuseio de cartões plásticos ou a abertura de aplicativos em smartphones, o sistema de biometria palmar foca na praticidade e na segurança física do usuário:
* Leitura Avançada de Vasos e Superfície: Os terminais de pagamento utilizam sensores infravermelhos e ópticos para captar não apenas as linhas superficiais da pele, mas também o padrão exclusivo dos vasos sanguíneos localizados abaixo da superfície.
* Rapidez Surpreendente: O processo de identificação do cliente leva, em média, apenas meio segundo (0,5s).
* Segurança e Criptografia: As características capturadas são transformadas instantaneamente em um código matemático irreversível (hash criptografado), o que significa que a imagem real da mão do usuário não fica armazenada nos servidores, garantindo maior proteção contra vazamentos de dados.
Integração com o Pix e Próximos Passos
A palma da mão, por si só, atua como chave de identificação e autenticação biométrica, e não como uma conta bancária isolada. No momento do cadastro inicial (feito uma única vez), o consumidor vincula o padrão de sua mão a uma forma de pagamento de sua preferência — como uma conta integrada ao Pix, cartões de débito ou crédito.
Na hora da compra, basta se aproximar do leitor sem precisar tocar no equipamento. A máquina reconhece o cliente instantaneamente e autoriza o débito no meio de pagamento associado.
Especialistas e executivos do setor estimam que os primeiros pontos comerciais e terminais comecem a operar de forma gradual nos próximos meses, com projeções de consolidação e expansão massiva do modelo no mercado brasileiro prevista para os próximos anos.
Economia
Brasileiros retiraram R$ 10,5 bilhões da poupança em agosto
Em 2026, apenas em maio houve mais depósitos que retiradas
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O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em agosto deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 10,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 357,7 bilhões, contra saques de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.
É o terceiro mês seguido de saques líquidos na poupança. Em 2026, apenas em maio houve mais depósitos que retiradas. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.
Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa está em 14% ano.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% (com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a margem de tolerância da meta.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
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