ÁGUA BOA
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Cidades

MPF apura destruição de vegetação natural em unidade de conservação próxima ao Rio Araguaia

Órgão propôs termo de ajustamento de conduta para assegurar a recuperação da área degradada e o pagamento de indenização pelos danos.

Publicado em

 / MPF – MT

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis infrações ambientais na unidade de conservação de uso sustentável Área de Proteção Ambiental (APA) dos Meandros do Rio Araguaia, em Mato Grosso. O procedimento foi iniciado a partir de auto de infração registrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e encaminhado ao MPF.

“Determinamos a abertura deste inquérito para apurar possíveis danos ambientais e este é mais um dentre outros abertos este ano para apurar crimes ambientais na APA. Existem indícios de irregularidades em diferentes áreas da propriedade rural, como desvio de cursos d’água e ocupação ilegal em área protegida”, informa o procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins.

O MPF determinou um prazo para que os investigados pelas infrações ambientais se manifestem sobre a possibilidade de firmar um termo de ajustamento de conduta (TAC), que inclui medidas como a recuperação de áreas degradadas, o pagamento de indenizações e a suspensão de atividades irregulares. Caso não haja acordo, o MPF poderá propor ação judicial para responsabilizar os envolvidos.

De acordo com o procurador da República, foi identificada ainda a necessidade de realizar diligências a fim de obter novos elementos de prova para adoção das medidas judiciais e/ou extrajudiciais cabíveis.

Leia Também:  Trabalhador é morto a tiros após discussão por valor de diária em MT

Outras investigações

Em julho deste ano, o MPF abriu outros seis inquéritos para apurar um padrão que os investigadores consideram sistemático de degradação. O alvo principal é uma rede de proprietários de ranchos irregulares na Fazenda Araguaia Canarana, no município de Cocalinho (MT).

A degradação ambiental na APA dos Meandros do Rio Araguaia, criada em 1998 e que abrange áreas nos estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, busca conciliar a proteção ambiental com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.  “Contudo, o conflito de interesses com outros grupos sociais é uma preocupação crescente. Desmatamento, expansão agropecuária, o uso inadequado da água e a poluição são problemas que afetam diretamente a biodiversidade, a qualidade da água e a saúde dos ecossistemas locais”, assevera Gabriel Infante.

Segundo o procurador, é fundamental o monitoramento constante do uso dos recursos e das atividades realizadas na APA, para garantir o cumprimento das normas e a efetividade da conservação. “É nosso dever promover práticas sustentáveis, essenciais para iniciativas como esta, e, para além disso, lidar com os conflitos entre diferentes usos da terra e os desafios relacionados à degradação ambiental, caso específico deste inquérito”, explicou.

Leia Também:  Maiara e Maraisa voltam à cidade natal após anúncio de série documental sobre a dupla

Áreas de Proteção Ambiental

Áreas de proteção ambiental (APAs) são unidades de conservação, que visam harmonizar a convivência humana com o meio ambiente natural, preservando espaços de relevância ecológica definidos pela legislação brasileira que regula a matéria.

Um dos aspectos interessantes no estabelecimento das APAs é o fato de que não ocorre desapropriação de terras. Elas são estabelecidas em áreas de domínio privado, conforme uma estratégia de gerenciamento que visa compatibilizar as atividades humanas com a conservação da vida silvestre, a proteção dos recursos ambientais e a melhoria da qualidade de vida da população.

No caso específico da APA Meandros do Rio Araguaia, a preocupação ambientalista decorre da característica de polo turístico de que se reveste, principalmente, a região próxima a Ilha do Bananal, com utilização intensa de rios e lagos – especialmente no período entre maio/novembro –, interferindo de forma preocupante nos ecossistemas daquela bacia fluvial.

Advertisement

Cidades

Maiara e Maraisa voltam à cidade natal após anúncio de série documental sobre a dupla

Published

on

 / GD

A dupla sertaneja Maiara e Maraisa, gêmeas de 38 anos, naturais de São José dos Quatro Marcos (315 km a Oeste), voltou na segunda-feira (21) à cidade de Juruena (880 km a Noroeste), onde passaram a infância e o início da carreira. A visita ao município acontece após anúncio nas redes sociais sobre a produção de uma série documental da dupla, com estreia prevista para 2027, no Prime Vídeo.

As gêmeas se mudaram, logo após o nascimento, para Juruena. No município, a dupla passou partes importantes da infância e subiu ao palco pela primeira vez, durante o Festival da Canção, na cidade.

Durante a estadia, as cantoras visitaram pontos importantes do começo de suas vidas, como a instituição de ensino em que estudaram, o Pestalozzi de Juruena, e fizeram uma breve passagem no Bar do Bilela, onde interagiram com fãs locais.

A série documental contará a trajetória da dupla, da infância ao sucesso. Em vídeo de divulgação do projeto no Instagram, as sertanejas anunciam: “Vocês sempre pedem para acompanhar nossos bastidores, nosso dia a dia, tudo que acontece quando a gente sai do palco, e agora vocês vão poder acompanhar tudo de pertinho”.

Leia Também:  Trabalhador é morto a tiros após discussão por valor de diária em MT

“Vai ter de tudo. Bastidor, risada, perrengue, choro e festa”. As irmãs citam que o documentário também irá registrar os preparativos do casamento de Maraisa.

 

 

Continuar lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA