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INVESTIGAÇÃO

Após denúncia, MP apura suposto uso de trator da Prefeitura de Campinápolis em terra particular

Equipes do Ministério Público e Polícia Militar foram até local para averiguar situação, na última sexta-feira (26)

Publicado em

Semana 7

O Ministério Público vai apurar o suposto uso de máquinas públicas em uma propriedade particular localizada em Campinápolis – MT após uma denúncia anônima protocolada na Promotoria de Justiça. O órgão solicitou apoio da Polícia Militar para averiguar a situação, na última sexta-feira (26).

Conforme a ocorrência policial, durante a averiguação as equipes da PM e do MPMT avistaram de longe um trator arando campo no Sítio Floresta, propriedade localizada na Estrada da Bica e que pertence ao secretário de Assuntos Indígenas, Osmar Vieira da Silva. Após percorrerem quase 4 km a pé no relevo acidentado, apenas a grade aradora foi encontrada no local, pois o condutor do trator teria fugido com o veículo ao perceber a presença da polícia.

As equipes realizaram o registro fotográfico e retornaram à cidade.

Cerca de duas horas depois, outra denúncia informou que o condutor e um servidor público municipal foram vistos saindo da propriedade com o trator da prefeitura. Posteriormente, policiais e funcionários do Ministério Público flagraram a máquina entrando no Departamento Municipal de Estradas de Rodagem (DMER). Segundo eles, seria o mesmo veículo usado horas antes na terra particular.

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Segundo o motorista e um funcionário da Prefeitura, o trator e o implemento agrícola utilizado (grade aradora) estavam realizando serviços na propriedade do secretário há três dias. O servidor ainda declarou que havia recebido ordem de Osmar para arar seu terreno e depois ir ao sítio para levá-lo de volta ao pátio do DMER.

Novo registro fotográfico foi feito por parte da Promotoria para futuras providências.

Prefeito nega

Via rede social, a reportagem do portal Notícias Interativa conversou com o prefeito de Campinápolis, José Bueno, que negou a utilização do trator da prefeitura em terra particular. Ele afirmou que apenas a grade aradora esteve no local.

Uma nota oficial sobre o episódio também foi solicitada à Secretaria de Administração.

MP informa

Um representante do Ministério Público Estadual informou que durante a semana depoimento do funcionário público municipal flagrado com o trator será colhido e que os fatos devem ser esclarecidos a partir da oitiva.

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Justiça

Pesquisadora cita pressão psicológica e vexatória e aciona Fávaro

Mulher pede R$ 65,6 mil por danos morais; ação judicial consta prints de conversas em grupo de trabalho

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A operadora de telemarketing Patrícia Cristina da Silva entrou com uma ação de indenização por danos morais na Justiça de Mato Grosso contra o senador Carlos Fávaro (PSD), pedindo R$ 65,6 mil. O processo tramita na 4ª Vara Cível de Cuiabá.

Na ação, a mulher alegou que foi contratada para atuar na realização de entrevistas em uma pesquisa de campo, em maio deste ano. Ela afirma que teve a forma de pagamento alterada unilateralmente, além de ter sido submetida a cobranças consideradas vexatórias e a condições inadequadas de trabalho.

Segundo a ação, Patrícia foi contratada com o salário de R$ 1.850, com meta diária de 35 entrevistas em campo. No entanto, segundo ela, após o início dos trabalhos, a remuneração teria sido alterada para pagamento por produção, considerando apenas as pesquisas aceitas, o que, segundo ela, descumpriu o acordo inicialmente firmado.

No documento, a mulher anexou diversos prints de conversas de um grupo de WhatsApp de trabalho que comprovariam, supostamente, assédio moral e pressão psicológica ostensiva por produção de trabalho.

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A trabalhadora afirmou que realizou 499 entrevistas durante o período contratado. E que no grupo de WhatsApp, os trabalhadores eram pressionados a enviar fotografias durante o expediente para comprovar a execução das entrevistas, prática que, segundo a ação, expunha os prestadores de serviço a situações de constrangimento e risco.

Também alega que precisou custear a própria água durante a jornada de trabalho por não haver fornecimento de itens básicos.

“Meta batida. Detalhe 1,5 de água não deu nem pra começar. Tivemos que comprar água hj tá muito quente”, disse uma das funcionárias no grupo.

Em outra mensagem, coordenadores orientam os participantes a enviarem fotos constantes das entrevistas e reforçam que “quanto mais produzir, mais vocês terão para receber”.

Além da indenização por danos morais, a pesquisadora requer a concessão dos benefícios da Justiça gratuita e a condenação do réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

A ação está sob o comando da juíza Ana Cristina Silva Mendes. Ela determinou uma audiência de conciliação entre as partes antes de tomar decisão sobre o caso. Ainda determinou a citação de Fávaro para que apresente contestação no prazo legal. Até o momento, não há manifestação da defesa do senador nos autos.

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Outro lado 

A assessoria jurídica do senador Carlos Fávaro encaminhou nota sobre a ação judicial.

“O senador Carlos Fávaro não tem qualquer relação com o caso narrado. A pesquisa de opinião pública foi contratada pelo Partido Social Democrático (PSD) e executada pela empresa Rumo Pesquisas. Cabe exclusivamente à empresa contratada prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho oferecidas aos pesquisadores, os critérios de remuneração, a coordenação da equipe e qualquer outra questão operacional relativa ao serviço”, disse.

“Atribuir ao senador responsabilidade por condutas de uma empresa terceirizada, sem qualquer prova de participação ou conhecimento dos fatos, é juridicamente infundado”, completou.

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