INDIGNAÇÃO
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Flávio Gledson Vieira Bezerra, que assina a expusão
Yara Corrêa teria aprovado projetos com falhas técnicas em troca de vantagens financeiras
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O Governo do Estado determinou a exclusão da tenente Yara Corrêa dos Santos do quadro do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Ela foi condenada por recebimento de propina.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (18), em cumprimento a uma determinação da Justiça Militar.
O documento foi assinado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, e pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Flávio Gledson Vieira Bezerra.
Conforme a publicação, a oficial perdeu o posto e a patente após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que a considerou “indigna do oficialato”.
“Resolve aplicar a sanção de perda do posto e da patente e a consequente exclusão definitiva de seu nome dos quadros da corporação, sem direito à remuneração e indenização, por ter sido julgada indigna do oficialato, por decisão do referido Tribunal de Justiça”, consta em trecho a publicação.
Yara Santos integrava o Corpo de Bombeiros Militar desde fevereiro de 2013. Em 2020, a então militar passou a ser investigada por suspeita de favorecer a aprovação de projetos de segurança contra incêndio enquanto atuava como analista do setor na corporação.
Segundo a denúncia, ela também prestava consultoria e atuava como representante da empresa Simplifica Design e Projetos, responsável pela elaboração de projetos técnicos junto ao Corpo de Bombeiros.
As investigações apontaram que a militar teria agilizado análises, aprovado projetos com falhas técnicas e dispensado exigências obrigatórias em troca de vantagens financeiras.
Um dos casos envolve o Malai Manso Resort, cujo projeto teria sido aprovado em apenas 13 dias.
A quebra de sigilo bancário identificou transferências financeiras entre o empreendimento, a empresa Simplifica, a proprietária da empresa e a então oficial.
Justiça
Defesa do vereador de Água Boa Sérgio Reis se manifesta sobre recurso criminal barrado no STJ
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O vereador Sebastião Sérgio dos Reis de Paula (PP), teve um recurso barrado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e permanece com a condenação a 11 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo e associação criminosa armada.
A decisão foi tomada pelo ministro Ribeiro Dantas na quinta-feira (03/09) e publicada nesta terça-feira (08/09).
A defesa buscava anular a condenação ou obter a absolvição por insuficiência de provas. Entre os argumentos apresentados, os advogados questionaram provas utilizadas no processo, incluindo reconhecimento fotográfico e uma gravação ambiental.
O ministro Ribeiro Dantas, do STJ, não conheceu do agravo apresentado pela defesa. Segundo a decisão, os advogados não contestaram adequadamente todos os fundamentos utilizados para barrar o recurso. O ministro também apontou que parte dos argumentos exigiria uma nova análise das provas, o que não é permitido nessa modalidade de recurso.
Sebastião foi eleito vereador de Água Boa nas eleições de 2024, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) em abril de 2025, após a condenação criminal em segunda instância.
Mesmo com a decisão de cassação, Sebastião continua exercendo o mandato na Câmara Municipal de Água Boa enquanto a questão permanece em tramitação judicial, conforme a situação processual informada.
O Portal de Notícias Olho no Araguaia entrou em contato com a defesa do vereador Sérgio Reis, seu advogado, Dr. André Luís Melo Fort emitiu a nota a seguir.

Dr. André Luís Melo Fort – Advogado de defesa

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