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Pesquisa nacional: 57% apoiam impeachment de ministros do STF

Levantamento reforça pressão para o Senado exercer sua prerrogativa

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Os dados mais recentes do instituto Apex Futura, coletados entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, revelam que 57% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

O levantamento demonstra uma tendência de alta no sentimento de desaprovação em comparação ao mês anterior, quando o apoio à medida era de 55,4%.

Em contrapartida, o percentual de cidadãos que se declaram contrários ao afastamento de magistrados recuou de 32,1% para 27,2%, enquanto o grupo dos que não souberam ou não responderam oscilou para 15,9%.

A pesquisa, que ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional, expõe um cenário de profunda rejeição institucional, com a desaprovação ao STF atingindo o patamar de 54,3%.

Esse descontentamento reflete a percepção de uma parcela expressiva da sociedade que enxerga a necessidade de um sistema de freios e contrapesos mais rígido.

Para esses eleitores, o Senado Federal deve exercer sua prerrogativa constitucional de processar e julgar condutas que consideram extrapolar os limites da Corte, garantindo que nenhum poder atue sem a devida prestação de contas.

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Com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento registrado no TSE sob o protocolo BR-03678/2026 valida estatisticamente o clamor por responsabilidade no Judiciário.
A evolução dos números sugere que a pauta do impeachment consolidou-se como uma exigência de maioria absoluta, evidenciando um distanciamento entre as decisões da cúpula da Justiça e os anseios populares por transparência e respeito à hierarquia das leis.
O resultado final reforça a cobrança sobre os parlamentares para que deem voz a essa demanda prioritária da população.
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Justiça

TJ afasta mais um juiz por suspeitas de irregularidades em MT

Fernando da Fonsêca Melo atua em Barra do Garças; ele é nono magistrado afastado pelo TJ-MT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) determinou o afastamento temporário do juiz Fernando da Fonsêca Melo, que atua na Comarca de Barra do Garças, por suspeita de irregularidades no exercício da função.

A decisão foi assinada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, no último dia 30. O afastamento tem prazo até 28 de julho.

O magistrado responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suspeitas de abuso de autoridade, falta de imparcialidade em decisões atípicas e desvios éticos, como ataques pessoais e interferências que extrapolariam o exercício do cargo.

Entre as denúncias, está a suspeita de que o juiz teria forjado ameaças atribuídas a uma facção criminosa para garantir escolta policial e acesso a recursos públicos de segurança.

Além disso, ele teria proferido decisões consideradas atípicas em causas ambientais, como a nomeação de um advogado para representar, nominalmente, dezenas de cães em juízo, além de interferir em campanha municipal do Centro de Zoonoses.

A Corregedoria também investiga ataques verbais supostamente proferidos pelo magistrado contra autoridades locais.

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Nove afastamentos 

Fernando da Fonsêca é o nono magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso afastado do cargo.

Ele se junta aos desembargadores Dirceu dos Santos e João Ferreira Filho e aos juízes Mirko Vincenzo Gianotte, da Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop; Silvia Renata Anffe Souza de Moura, da Segunda Vara Cível de Sorriso; Anderson Candiotto, da Quarta Vara Cível de Sorriso; Tatiana dos Santos Batista, da Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade; Ivan Lúcio Amarante, da Segunda Vara de Vila Rica; e Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis.

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