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Mato Grosso

Estudantes de escola estadual de Cuiabá apontam ganho de qualidade no ensino e apoiam lei que proíbe celular em sala de aula

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Após uma semana da sanção à lei que proíbe o uso de celulares nas salas de aula da Rede Estadual de Ensino, estudantes da Escola Estadual Eliane Digigov Santana, em Cuiabá, já sentiram o ganho de qualidade no ensino e reforçam o apoio a aplicação da nova legislação nas dependências da unidade escolar.

A estudante do 1º ano do Ensino Médio, Maria Araújo, de 15 anos, apontou que, sem o uso do smartphone, o rendimento do aprendizado é melhor. “Acho necessária a proibição porque nos leva a prestar mais atenção na aula. Nem precisamos do celular porque a escola tem Chromebooks para as aulas que precisam de navegação na internet, e também temos a Smart TV que usamos com o Chromebook”, disse.

A aluna Milena Beatriz Freitas, de 15 anos, que também é do 1º ano do Ensino Médio, reforçou que tem sido melhor o resultado do aprendizado. “Essa lei deu resultado e vejo que os colegas estão cumprindo o que ela determina. Eu, por exemplo, percebi que, quando não tenho o celular na carteira, aumenta a vontade em assistir a aula”, disse.

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O estudante do 2º ano do Ensino Médio, Eduardo Leite Torres, de 17 anos, não negou que às vezes tem vontade de pegar o celular para acompanhar tudo o que acontece nas redes sociais, mas sempre pensa duas vezes antes de descumprir a norma.

“Trago o celular para a escola porque os meus pais pedem, para o caso de alguma emergência. Mas eu respeito as regras da escola e não o pego durante a aula, nem no intervalo. Quando dá vontade de olhar o Instagram ou WhatsApp, penso em outra coisa e a vontade passa”, disse.

Para a psicóloga da equipe psicossocial da unidade escolar, Sâmylla Maria Reis de Oliveira, o celular tem pontos negativos na vida de qualquer pessoa, principalmente na de um estudante em sala de aula.

“Há estudos que comprovam que o celular na sala de aula afeta o rendimento escolar. Então, é evidente que o aluno perde o foco ao pesquisar nas redes sociais ou quando entra em jogos eletrônicos. Por isso, estamos orientando os estudantes e dando o apoio que eles precisam para cumprirem a determinação”, completou a psicóloga.

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A diretora da unidade escolar, Kivia Botelho, explicou que os alunos não foram pegos de surpresa com a lei, pois já havia feito um trabalho de educação cultural com os pais e alunos sobre a proibição do celular em sala de aula.

“Caso o estudante necessite fazer uma ligação extremamente necessária, basta procurar a direção da escola que isso é feito sem dificuldade. Além disso, a escola mantém um canal direto com os pais via telefone e e-mail”, concluiu a diretora Kivia.

Com a lei em vigor, celulares e eletrônicos são obrigados a ficar desligados na mochila dos estudantes. Se o aluno não acatar a chamada de atenção da direção escolar, ele é advertido e será punido com advertência e notificação aos pais e responsáveis.

Antes que passasse por aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a medida passou por consulta pública, sendo aprovada por unanimidade pelos pais e responsáveis. Após isso, o governador Mauro Mendes sancionou a lei na última sexta-feira (06.12), que começou a vigorar na última segunda-feira (09.12).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

BR-158 Abandonada: Mauro detona corte de verbas: ‘Vamos apertar o pescoço do Governo Federal’

Ex-governador e candidato ao Senado critica retirada de R$ 100 milhões previstos para a rodovia e cobra compromisso assumido com Mato Grosso

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O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União) subiu o tom contra o Governo Federal após o corte de R$ 100 milhões da dotação destinada às obras da BR-158, no Araguaia. Ele classificou a decisão como um “desrespeito” a Mato Grosso e afirmou que, se eleito, vai pressionar Brasília para garantir a conclusão da rodovia.

“Pode ter certeza, se eu for senador da República, nós vamos apertar o pescoço do Governo Federal para que honre esse compromisso e faça essa obra tão importante para o Araguaia”, afirmou Mauro.

A retirada dos recursos consta na Portaria nº 397 do Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta semana. O ato cancelou R$ 100 milhões que estavam previstos para a construção da BR-158 entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A medida atingiu o empreendimento que inclui os 195 km de contorno de Terra Indígena Marãiwatsédé. Além disso, foram cortados cerca de R$ 9 milhões para as obras na BR-242 e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).

Mauro lembrou que a BR-158 estava entre as obras apresentadas por Mato Grosso ao presidente Lula  (PT) no início do atual mandato presidencial, quando governadores foram chamados a Brasília para indicar projetos considerados prioritários em seus estados.

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“Uma vergonha, só posso dizer isso. Fazer 12 quilômetros em quase quatro anos e a verba que estava prevista este ano ser cortada. Isso é um desrespeito a Mato Grosso, é um desrespeito ao Araguaia e a milhares de mato-grossenses que trabalham, produzem e vivem ali”, declarou.

A pavimentação da BR-158 busca eliminar um dos principais gargalos no Estado, já que motoristas ainda enfrentam trecho não pavimentado em uma rota utilizada para o transporte da produção agropecuária do Araguaia.

“Ali tem acidentes, tem mortes, tem sofrimento e o Governo Federal não faz essa obra. Eu já disse uma vez: passa para o Governo de Mato Grosso. Não faz e fica submetendo a nossa população do Araguaia a esse sofrimento”, criticou.

O candidato também comparou o ritmo das obras federais na BR-158 com os investimentos rodoviários realizados durante sua gestão no Governo de Mato Grosso. Segundo Mauro, o Estado asfaltou mais de 7 mil quilômetros de rodovias em sete anos, sendo aproximadamente 4,5 mil quilômetros nos últimos quatro anos.

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“Vamos comparar os últimos quatro anos: o Governo de Mato Grosso fez mais de 4 mil, 4,5 mil quilômetros, contra 12 quilômetros do Governo Federal. E agora corta o investimento. É um desrespeito a Mato Grosso. Se não tinha condição de fazer, então passasse para a gente”, concluiu.

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